Projetos

domingo, 30 de setembro de 2012

Minha Porto Alegre de espaços democráticos




Nesse sábado, passei o dia na rua. Saí às 10h e voltei às 21h para casa. Encontrei com minha equipe de campanha na feira ecológica da Redenção, caminhamos e depois ficamos um tempo na barraca do Fortunati. Atrás do balcão, distribuí meu santinho. Atendi muitas pessoas que paravam para conversar comigo. 
Depois, seguimos pelas ruas do Bom Fim e almoçamos por ali, num ótimo restaurante. Na volta até o carro, pela José Bonifácio, passamos pelos cafés e estabelecimentos com mesas nas calçadas onde fui chamada pelo nome por pessoas que queriam a minha propaganda eleitoral. Isso é maravilhoso! Gosto muito desse contato com a população, de conversar, saber da sua opinião e falar das minhas ideias para Porto Alegre. Essa troca de experiências é por demais preciosa para quem faz política por ideal.
No início da tarde, fomos para a Usina do Gasômetro, onde eu queria muito experimentar as bicicletas novas da prefeitura. Enquanto retirava a bicicleta, um cidadão chega do meu lado e fala: “Mônica, eu sou guardador de skates e gostaria de te ensinar a andar num, pode ser?”
Eu, que até então achava andar de skate algo impossível de fazer, estava pronta para dizer um não, quando olhei para o rapaz, que exibia um simpático sorriso contando com minha resposta afirmativa. Aí, resolvi topar o desafio. Nesse momento, olhei para o pessoal que me acompanhava, em especial a Dani e o Antônio, que com olhos bem arregalados, mandavam um solene recado para eu não fazer aquilo, algo normal na postura de meus anjos da guarda.
Mas, não obedeci e lá me fui bem contente experimentar uma aventura e tanto! Foi uma festa quando passei pelo pessoal em cima do skate, claro que devidamente amparada. Feito isso, peguei a bicicleta, provando assim do sistema recém implantado pela prefeitura de Porto Alegre, que achei o máximo. Adoro andar de bicicleta!

Na sequência, entramos na Usina para visitar a Feira Latino-Americana de Artesanato, que teve o prefeito Fortunati presente pela manhã na inauguração. Conferi a qualidade, a beleza e a variedade dos produtos. Achei tudo lindo! Como não achar, depois de um dia tão produtivo de campanha e nesse ambiente tão nosso que é o Gasômetro - público, democrático, onde encontrei pessoas conhecidas, amigas e também gente nova que declarou votar em mim?

No fim da tarde, fui levada num belo chá por apoiadores da minha candidatura, mas este fica para uma próxima postagem.






















sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Compartilhando o dia político



Hoje, eu acordei com uma saudade danada do meu pai. Não sei explicar o motivo disso, pois temos nos visto com freqüência, mas também nem quis saber a razão, apenas fui em busca da solução. Assim que soube que ele já estava de pé, sim, porque o coronel, depois que deixou a caserna, gosta de dormir até mais tarde, lá fui eu pegar um “colinho” de filha.
Me fez um grande bem! Acho que eu precisava conversar um pouco, compartilhar pensamentos e sentimentos políticos. A verdade é que as nossas coisas são sempre importantes para os nossos pais e eu sabia que podia contar com ele. Sai de lá de alma leve.
Depois, fui para o Centro encontrar a minha equipe de campanha para participar da caminhada com o Fortunati e Mello. O nosso encontro foi na praça Dom Feliciano e fomos descendo pela Rua da Praia até a Esquina Democrática. Nossa! Tinha uma multidão! A animação foi o ponto alto desse evento. Caminhamos cantando a música da campanha “Vou de 12 Fortunati/ Melhorou vai melhorar”!      
Muito legal ver gente nas janelas abanando, funcionários das lojas nas portas, cidadãos que transitavam parando para abraçar o prefeito, fazendo com as mãos o sinal de positivo ou o V da vitória. Foi muito lindo!  
No ponto final da caminhada, Fortunati subiu no palanque e fez um chamamento aos militantes para continuarem trabalhando incansavelmente até o dia 07 de outubro.
No fim dia, como acontece todas as sextas-feiras, reunião no comitê com todos os colaboradores da minha campanha. Conversamos sobre o trabalho feito, sobre a caminhada e o planejamento dessa semana que é de muita dedicação, paixão e entrega.

Fotos de Paula Fiori


Muito feliz ao lado do candidato Fortunati

Na linha de frente, por Amor a Porto Alegre

Curtindo a receptividade das pessoas

Encontrando o eleitor

Equipe unida na calçada do Comitê da Rua Rodolfo Gomes

 União e paixão de todos até o dia 07 de outubro!!!

O tempo é curto, mas a causa é grande!


Ontem eu abri, mais uma vez, o bloco do Partido Progressista (PP) no horário político da noite. É feito um rodízio a cada programa que dá espaço aos vereadores, que intercalam com os programas exclusivos da majoritária, ou seja, da candidatura à Prefeitura. Gosto de conferir que tudo está indo conforme a produção planejada.
Estamos a 09 dias de digitar na urna eletrônica nossos votos e mesmo sendo esta forma de divulgação eleitoral não muito apreciada por grande parte da população, assisti-la é uma boa forma de conhecermos os candidatos, seu número e suas principais causas a defender, pois não se pode dizer muito em 15 ou 30 segundos. O tempo é curto, mas a causa é grande.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão pode ser, sim, repetitiva, enfadonha, interrompe o programa preferido, a novela, o tele jornal, mas, na minha opinião, é a única forma de divulgação de candidaturas que iguala a todos, que nivela, com tempos equivalentes, com padrões unificados que não permitem a identificação de quem tem  a campanha mais cara nas ruas, quem tem os maiores banners, caminhões de som e luz, folhetos, jornaizinhos e  bonecos animados.
A população está bem mais ligada do que não quer para a sua cidade, até pela eficiência das redes sociais, ela reclama, se manifesta e consegue ter mais voz. Frente a essa atual campanha eleitoral, onde foram tão polêmicos os cavaletes que atrapalham os pedestres e a visão dos carros, onde a sociedade toda está de olho em quem suja a cidade com panfletos e adesivos, em quem polui o ambiente com carros de som, entre tantas ações que muitas vezes são vistas invadindo os limites da vida do cidadão, os movimentos contra surgiram muito fortes. 
Junto ao desgaste e descrédito do segmento político, creio que para 2014, muita coisa pode mudar, isso se o candidato tiver consciência de que o cidadão é seu maior parâmetro, que é para ele que as coisas devem ser feitas, antes e depois do resultados das urnas.


 Foto dos bastidores da gravação do horário político

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

História política em livro



Cada vez que chego à Câmara Municipal é uma festa, pois são muitos os amigos que fiz naquela casa onde trabalhei por quinze anos. É um lugar onde sou sempre bem recebida pelos funcionários e pelos vereadores dos diferentes partidos. É algo muito bom. Pois, ontem à noite o ambiente era de prestígio ao advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos, que levou muita gente do universo político, jurídico, empresarial e da comunicação para a sessão de autógrafos do seu livro “Prefeitos de Porto Alegre - Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012". Um trabalho dedicado que volta na história política da nossa Porto Alegre, preserva a memória e se coloca como fonte de pesquisa e conhecimento para seus leitores. Confio muito no profissionalismo do Antonio Augusto como advogado e o admiro nas atividades onde ele coloca seu talento e interesse de contribuir com a sociedade.
Cumprimentei e abracei muitas pessoas queridas, como mostram os registros da fotógrafa Paula Fiori:

 Com o autor, Antonio Augusto Mayer dos Santos

 Antonio Augusto recebendo o carinho de sua família 

Com queridas funcionárias da Câmara de Vereadores

Com Tarso Boelter, presidente do PP de Porto Alegre

Entre mãe e filha, Luciana e Sandra Genro

Fogaça, eu e Dalva Andrade, vice-presidente do PMDB Mulher/ POA

Ladeada pelo prefeito Fortunati e pelo ex-prefeito José Fogaça



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Paisagem na janela




Curtir uma imagem como esta, do entardecer em Porto Alegre, com as nuances deixadas pelo pôr-do-sol, me faz colher muita energia para começar mais um dia de trabalho; no meu caso, os últimos dias de campanha eleitoral, intensos, de muita ação da equipe pelas ruas, de muita esperança em cada atitude pensada para nossa cidade.
Tirei esta foto do apartamento da minha filha, que fica no 15º andar, quando estávamos tomando uma sopa quentinha, vendo a noite chegar e admirando a bela paisagem que pode ser vista do Jardim Europa. 

Exercício de Cidadania



Domingo, eu e minha equipe de campanha fomos garimpar votos no Brique da Redenção. A manhã estava linda e a temperatura super agradável, o que levou centenas de pessoas a passearem naquele local tão conhecido e querido pelos porto-alegrenses, muito procurado pelos turistas, assim como palco de diferentes manifestações culturais e políticas.
O interessante é que o Brique já teve um estigma de reduto da esquerda, pois imagino que foi quem começou a utilizar a feira como espaço de reivindicações e vitrine política. Por consequência natural, parecia complicado para outros partidos políticos distribuir seus santinhos, levar bandeiras ou montarem banca por ali. Hoje, vejo que isso não passa de uma lenda antiga.
Cada vez mais se mostra um espaço democrático e institucionalizado, obrigatório, pois lá o candidato testa sua candidatura. 
Outra coisa, é que muitos dos cidadãos que vão ao Brique estão caminhando com calma, passeando com o cachorro, tomando um chimarrão e parecem não querer ser interrompidos em seu lazer para receber  propaganda eleitoral, mas isso acontece em qualquer lugar. Sabendo trabalhar na medida certa, no tempo das pessoas e com respeito, rende muito. Sempre saio feliz de lá depois de encontrar tantos eleitores simpáticos a minha causa e sentindo a boa aceitação do meu nome.
Enquanto estava panfletando, recebi a visita da Marcela. Ah, foi bom demais, porque estava com uma saudade dela...!  A pequena logo entrou no clima de campanha e funcionou junto da equipe. O engraçado foi que ela ficou de guardiã do meu cavalete, sentou-se em frente dele e com uma carinha bem séria, dali não arredou o pé. Até parece que sabe do estrago que já fizeram com alguns cavaletes da minha campanha.

O importante é que a equipe trabalhou muito motivada, porque o contato com as pessoas, o olho no olho, podendo conversar e mostrar que estamos nessa de corpo e alma, são coisas muito gratificantes.

 Equipe reunida para começar os trabalhos

Chegando pertinho...

 ...e sentindo a receptividade...

...dos porto-alegrenses.

Este colorido cidadão me parou para pedir material 
(e olha a Marcela ali sentadinha!).






segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Piquete de encontros e lutas



Ontem, fiz uma bela caminhada de despedida do Acampamento Farroupilha. No domingo de sol e vento de primavera, foi mais do que agradável passar pelos piquetes para dar um abraço naqueles amigos que fizeram acontecer mais uma Semana Farroupilha. Meu domingo foi repleto de atividades e estive também no Brique da Redenção e na sede campestre do Centro Uruguaianense, em Belém Novo. Depois vou relatar essa agenda produtiva no blog. Aguardem.
Mas aqui, o que quero destacar primeiramente foi a minha visita no Piquete “Guardiões do Rio Grande” da Polícia Civil, que eu digo que é meu ponto de entrada e da saída no Acampamento, pois considero aquele espaço minha casa, meu porto seguro. 
Tenho um forte vínculo com a instituição por conta do amor que meu pai me passou pela instituição depois que esta o acolheu quando foi designado para o cargo de Chefe de Polícia do Estado do Rio Grande do Sul, no Governo do Coronel Walter Peracchi de Barcellos, quando era professor da Academia de Polícia , tendo sido também Diretor da Escola de Polícia e Presidente da Cruz Vermelha Gaúcha.
Sua passagem pela Chefia de Polícia foi marcada por iniciativas de grande alcance, como a criação do GOE, das CIRETRANS, da UGAPOCI e a implantação dos plantões policiais no Hospital de Pronto Socorro e o Plantão Centralizado de Ocorrências. Ele também teve ação destacada na construção do Instituto Médico Legal, na conclusão do Palácio da Polícia e na localização da Escola de Polícia em prédio próprio.
Eu, filha orgulhosa que sempre fui, acompanhei toda essa trajetória e não poderia ser diferente o meu apreço e minha admiração pelos nossos nobres policiais civis que se doam para o Rio Grande do Sul e para o povo gaúcho no combate, na prevenção e na diminuição de todo tipo de criminalidade. Acompanho de perto a luta que estão travando agora para a conquista das 80 nomeações para o staff da criminalística do IGP e eles sabem que essa causa também é minha.


Sou sempre muito bem recebida nesse Piquete

 Nossa caminhada de despedida do Acampamento 

domingo, 23 de setembro de 2012

Uma campanha feita de entregas



Vou contar um segredo para vocês. Nas campanhas políticas, estando nas ruas, em contato com a população, somos surpreendidos diariamente com fatos inusitados, curiosos e inesperados. Acontecem tantas coisas interessantes que renderiam um bom livro e tenho isso como plano para o futuro. 
Em sua grande maioria são coisas bem legais, mas algumas nem tanto, e se não tivermos espírito esportivo, sorriso no rosto e muita criatividade, elas podem nos incomodar ou colocar em risco todo um trabalho de muito tempo, planejado com amor e dedicação.
 
Esta semana que passou, eu fui surpreendida com a notícia da greve dos Correios, algo que num primeiro momento me preocupou, pois havia ainda muitas cartas para mandar às pessoas amigas, conhecidas, eleitores, enfim, para um cadastro de nomes que tenho comigo e que cuido como meu maior tesouro. Então, fiz uma reunião lá no comitê com toda a minha equipe de campanha e juntos decidimos virar carteiros por uns dias. Fizemos um mutirão e trabalhamos três turnos para separar as cartas por bairros e ruas e depois nos dividirmos em grupos para entregar nas caixinhas de correspondências. Trabalhamos com sol, chuva, vento, frio e calor. No final de cada dia nos encontrávamos no comitê para trocar ideias, rir ou fazer um lanche juntos.
Foi um trabalhão, mas valeu a pena! Sem contar que cada um de nós tinha uma história para contar como a Daiane, que encontrou o jogador e técnico Dunga na rua onde ele mora, ou a Sônia, que viu a atriz Fernanda Montenegro gravando um comercial para a tv.
Eu, nessas minhas andanças pelas ruas da cidade, encontrei esse arbusto florido que animou e perfumou meu caminho e me fez dar uma respirada e lembrar que a primavera estava chegando.

 O nome, vim a descobrir, não poderia ser outro: Arbusto Primavera!

Outros nomes populares: manacá-de-cheiro, geretataca, caágamba, mercúrio, romeu-e-julieta. 

sábado, 22 de setembro de 2012

Orgulho de gaúcha


No Vinte de Setembro reforçamos o sentimento de que o gaúcho é um povo aguerrido, que tem orgulho do seu passado, que no presente cultua suas tradições, para, no futuro, não ver diluídas sua história e sua identidade. Creio que é no agora que devemos trabalhar para que essa nossa tradição seja passada às novas gerações. E, como de costume, na data máxima do Rio Grande do Sul, passei o dia vestida a rigor, de pilcha feminina e protegida do friozinho com meus ponchos, desde o desfile pela manhã até à reunião do comitê e os demais compromissos da tarde.
E não é que fui surpreendida no Facebook pelo amigo Celso Tabajara que postou uma foto onde estou vestida com o poncho preto e vermelho, no acampamento de 2009? Em um belo texto sobre o Vinte de Setembro e o tradicionalismo, ele também homenageia as mulheres ilustrando a postagem com a foto onde apareço ao lado dele.
Escreveu o Celso: A foto que posto é uma homenagem as mulheres, na pessoa da minha amiga MÔNICA LEAL, que prestigiou uma "paellha gaúcha" feita por mim no Acampamento Farroupilha de 2009, quando ainda ocupava o cargo de Secretária de Cultura do Estado. Felicidades Mônica nesta tua nova empreitada a vereança da capital!
Eu, com o imenso orgulho que tenho de ser gaúcha, fiquei ainda mais orgulhosa com essa manifestação do Celso e do meu trabalho pelas causas em que acredito, pelo bem da minha cidade e do meu estado.







sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Parceria Política


Hoje, 21 de setembro, é Dia da Árvore e é entrada de Primavera. Para mim, é também reta final de campanha, e que bons ventos a conduzam. É uma etapa de muito trabalho e dedicação, é estar na rua, é dormir pouco, é renunciar a muitas coisas, abdicar de estar com a família, é conquistar novos amigos eleitores a cada dia, trabalhar por Porto Alegre, incondicionalmente. Mas isso não seria possível sozinha. O caminho não seria assim tão produtivo e estimulante se eu não contasse com pessoas ao meu lado que também pensam como eu e que confiam em mim. Desde o início da campanha conto com auxílios maravilhosos e não deixo de agradecer a Deus o que a vida está me dando.


Publico, então, algo que escrevi tão logo soube do apoio, da  presença e da força do vereador, advogado e ambientalista Beto Moesch, na minha campanha e quero compartilhar com meus leitores.


Ao Beto Moesch:

Amizade, gratidão, admiração, respeito, são sentimentos que passamos a ter por pessoas que escolhemos fazer parte da nossa vida. As escolhas são arrematadas por uma seleção natural regida por afinidades, por coincidências, semelhanças e até diferenças, que, somadas, configuram os perfis dos nossos amigos, parceiros e companheiros na caminhada da vida. E vamos colhendo essas pessoas na nossa família, na escola da infância, no trabalho, no nosso círculo social, na vizinhança. São personagens que vão entrando na história que estamos contando sobre nós mesmos.
Há poucos dias, estive com uma pessoa que faz parte de um importante capítulo da minha vida chamado Política: vereador Beto Moesch. Nesse campo, nossos caminhos se cruzam desde que éramos, os dois, filhos de políticos conhecidos -  eu, de Pedro Américo Leal, ele, de Guido Moesch. Ambos foram deputados estaduais - entre 1975 e 1982 seus mandatos na Assembleia Legislativa coincidiram.
Herdamos deles a amizade e a forma posicionada como sempre atuaram. E outras ligações foram se fazendo. Por consequência, as esposas Carmem Leal e Ilse Moesch também se tornaram amigas. Meu filho Marcelo é advogado com pós-graduação em meio ambiente, muito por conta de ter trabalhado e aprendido mais sobre esta área com o Beto.
Nas eleições municipais de 2004, o então vereador Pedro Américo Leal, resolveu não mais concorrer e deu essa notícia em um programa de TV ao vivo, dizendo que eu seria sua herdeira política. O susto foi grande, pois até então isso não estava nos meus planos, afinal, o meu trabalho era no gabinete de um vereador, nos bastidores das campanhas e, paralelamente, sempre tive comigo o desejo de atuar no meio da comunicação, pois sou jornalista. Mas, segui em frente, me apresentei ao eleitor porto-alegrense e no resultado das urnas fiquei na suplência. O meu colega de partido, Beto Moesch, conquistou a cadeira na Câmara, já em seu segundo mandato, e foi convidado pelo prefeito José Fogaça a assumir a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Assim, ocupei o espaço que me era de direito e durante dois anos fui vereadora da capital dos gaúchos e vice-líder do Governo Municipal. Depois de ser convocada pelo PP para ser candidata ao senado federal (em três meses de campanha percorri o Rio Grande do Sul e fiz 854.700 votos) interrompi a missão na Câmara para compor o Governo Estadual a convite da Governadora Yeda Crusius, como sua secretaria da Cultura.
Desde lá então, nós dois convivemos na política com sintonia de ideias e ideais e parceria na vida pública. A defesa do meio ambiente é a bandeira do Beto e todos os seus projetos de lei e iniciativas foram ligados ao tema, isso passando pela proteção animal, preservação de vegetação, agricultura orgânica, arborização da cidade, uso de energias renováveis, ao plano diretor, só para citar alguns. Ele fez muito por Porto Alegre. 
Agora, depois de três mandatos de vereador, o Beto está concluindo uma etapa da vida dele e por razões particulares, não está concorrendo nesse pleito. Eu gostaria muito que ele permanecesse na política e me esforcei para isso, mas, como homem de convicções, ele decidiu que vai colocar em prática outros planos de trabalho e aplicar todo seu conhecimento em outra esfera que não a pública.
Depois de contar tudo isso, volto ao encontro que tive com o amigo Beto Moesch, onde recebi seu apoio a minha candidatura. Fui apresentada a colaboradores que sempre o acompanharam e a pessoas maravilhosas que, pela mesma sintonia, se engajaram na minha campanha.
Escrevo para dizer ao Beto, o quanto a presença e a atitude dele são determinantes nessa minha nova caminhada rumo à Câmara Municipal.
E concluo com palavras que representam o que isso me transmite: segurança, incentivo, coragem, força, confiança. 

                                              Mônica Leal
                                     Porto Alegre, 28 de agosto de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Orgulho de filha


Como secretária da Cultura do Estado, apoiei e incentivei muitos projetos e iniciativas do tradicionalismo gaúcho, participando, a cada ano, dos acendimentos da Chama Crioula, dos desfiles do Vinte de Setembro, da programação do Acampamento Farroupilha em Porto Alegre e dos vários eventos que giram em torno da data máxima dos gaúchos. Continuo sempre acompanhando e valorizando tudo que é feito para manter viva nossa história e nossa tradição, exaltadas ainda mais durante os festejos farroupilhas. Tenho a minha "pilcha feminina" completa e faço questão de usá-la no 20 de setembro.
Hoje, estive no desfile cívico-militar de Porto Alegre assistindo meu pai, Pedro Américo Leal, que, mais uma vez, nos surpreendeu, e percorreu a avenida em um carro do GOE- Grupamento de Operações Especiais da Policia Civil, onde tem cadeira cativa e do qual é Patrono.
Permaneci ao seu lado na hora da concentração da Polícia Civil, dando suporte e me orgulhando desse momento comemorativo que o Coronel não abre mão de participar e que, com certeza, é muito importante para ele, para mim e para todos os que nos conhecem e estimam.
Esse desfile foi marcado por muitas demonstrações de carinho e muitos cumprimentos ao coronel. Abrindo o evento, o governador Tarso Genro passou as tropas em revista. Quandoele avistou meu pai junto aos agentes da segurança pública do Estado, pediu ao motorista que parasse o carro só para cumprimentá-lo. Foi uma cena bonita de respeito acima das ideologias e siglas partidárias. Assim que a Policia Civil começou a se preparar para iniciar seu desfile, fui para o palanque oficial, que contou com a presença de muitas autoridades do universo político, militar e jurídico.
Estava logo atrás do Prefeito Fortunati, quando fui mais uma vez surpreendida pelo Governador, que virou para o prefeito e para o Chefe do Ministério Público, Eduardo de Lima Veiga, dizendo: “Assim que a Polícia Civil entrar, deem espaço na frente do palanque para a Mônica acompanhar o desfile do Pedro Américo". Com essa gentil atitude do governador, eu pude aplaudir meu pai mais de perto, acenar para ele e isso foi bom demais! No carro, ele foi acompanhado pelo comissário Valdevino Francisco da Silva, fundador e primeiro chefe do GOE nos idos de 1967, e, firme e forte, como sempre, cruzou a avenida .
Vejam algumas fotos maravilhosas de Paula Fiori que ajudam a ilustrar a minha manhã de 20 de setembro:


 Na concentração, com o clima abençoando o desfile, trazendo de volta o céu azul

Já no palanque oficial, na passagem da nossa Policia Civil que eu tanto prezo...

 ...e grata pela cordialidade do governador em poder ver

o Coronel Pedro Américo Leal, patrono do GOE, desfilar..

...me emocionando em frente ao palanque.