Projetos

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sonho de uma pagadora de impostos


Sonhei que eu era prefeita de Torres. Ah, que sonho bom! E nesse sonho a minha gestão fazia o necessário para melhorar a qualidade de vida dos moradores, turistas e veranistas. Viajei como prefeita para outras cidades na busca de projetos para implementar na minha cidade.
Se Torres ficasse nos Estados Unidos, garanto que o rio Mampituba teria um belo paradouro para os pescadores. Haveria uma ciclovia para as bicicletas, que hoje circulam no calçadão com risco de atropelar as pessoas.
Olha só o que fizeram de Gramado! Claro, deu certo porque lá existe visão panorâmica, planejamento, execução, gestão e não amadorismo.
No meu sonho eu priorizei o turismo. Nada mais inteligente, visto que essa praia, como já disse e mostrei através de fotografias aqui no blog, esbanja belezas naturais. 
O turismo impulsiona a economia, desenvolve a cultura, gera renda, oportuniza empregos e garante a permanência dos filhos da terra, pois ninguém precisa ir embora para a capital em busca de empregos. 
Mas aí eu acordei com o barulho de um carro de som altíssimo, que anunciava para o mundo - sim, porque os decibéis soavam para além das fronteiras do Rio Grande do Sul - a chegada de um circo pelas redondezas.
Foi então que eu me dei conta que sou apenas uma simples pagadora de impostos de uma praia que tem como projeto construir espigões por todos os lados. 
Um lugar que não tem placas de sinalização de ruas, ou melhor, as poucas que existem estão enferrujadas, com sérios riscos de cair na cabeça de alguém; que tem calçamento irregular do calçadão há mais de quatro anos, oportunizando assim um tombo na corrida ou caminhada dos adeptos dessas práticas, como eu; onde a grama toma conta do calçamento e em alguns locais já virou mato, de tão grande; que tem uma quantidade de buracos nas ruas que são verdadeiras crateras, dignos de figurar no Guiness Book; onde a iluminação é precária em todos os locais, acha que se “desenvolverá” com espigões.
É, o meu sonho foi uma manifestação subjetiva dessa realidade concreta que vejo e sinto agora como veranista de Torres há 45 anos, desde a minha infância.
Amo Torres, tenho exaltado essa cidade litorânea em várias postagens e almejo que ainda haja tempo para que o crescimento desse município tão importante e destacado para o turismo gaúcho ainda possa ser um exemplo de administração pública, de sustentabilidade, de qualidade de vida e de satisfação para seus moradores e visitantes.



Falta de carpina
Falta de carpina


Ruas esburacadas

Calçadão necessitando reparações

Cratera na rua

Entulho na beira da calçada



Falta de calçamentos










sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mega-Sena e Pampa Boa Noite

Não costumo jogar na Mega-Sena ou qualquer outro jogo E isso não significa, em hipótese alguma, que desaprove aqueles que jogam. Acho mesmo que tem a ver com pensamentos e convicções frente à vida. Eu, por exemplo, não acredito que ficaria rica por causa de um sorteio. Mas quando escutei esse fato inusitado com o bolão da Mega-Sena em Novo Hamburgo, eu confesso que a primeira coisa que me veio à cabeça, e olha que não sou advogada, foi como ficariam esses supostos ganhadores do prêmio. De quem seria essa responsabilidade? Sim, porque para essas pessoas o jogo estava ganho, tinham acertado de fato. E vem daí que ontem às 18h, estava na secretaria e liguei a televisão para assistir o programa Pampa Boa Noite, que é comandado pelo Paulo Sérgio Pinto e tem pautas sempre interessantes sobre acontecimentos importantes da semana. Primeiro, eu fiquei contente que o aparelho de tevê pegou, coisa rara aqui no Centro Administrativo - e eu não entendo o motivo, tendo em vista que estou no décimo nono andar. Com uma imagem, perfeita pude acompanhar os Desembargadores Carlos Roberto Canibal, Ruy Gessinger,Túlio Martins e o jornalista Paulo Gasparotto debatendo e opinando sobre a questão ocorrida em Novo Hamburgo. Foi um verdadeiro time de craques que responderam minhas dúvidas, coisa boa isso, pois gosto de estar bem informada e o que é fundamental: ver que as fontes de informação detém completo conhecimento sobre o assunto. Parabéns ao apresentador que teve a feliz idéia de trazer o tema para discussão e reflexão dos telespectadores. O programa foi tão bom que mereceu nota de destaque hoje no jornal O Sul. Confiram abaixo o registro:



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CURTAS E BOAS

Providências na Sala Norberto Lubisco

Tenho novidades sobre a sala Norberto Lubisco que fui obrigada a fechar temporariamente em função da necessidade de readequação do local, que não possui as mesmas condições técnicas e de segurança das salas Paulo Amorim e da Eduardo Hirtz. Já temos uma equipe de arquitetos do IPHAE, especializada em restauração de patrimônio cultural, fazendo o projeto de forma a adequar a sala as normas de segurança, bem como atender à lei de acessibilidade universal possibilitando o acesso para cadeirantes, sem ferir as características do prédio que é histórico. Entre a elaboração do projeto e a execução da obra, a sala deve reabrir em um prazo de três meses. E, para solucionar a questão de funcionários, vamos estudar uma programação da sala que possibilite montar uma escala de trabalho com a atual equipe da cinemateca.

Cavalgada do Mar

Todo mundo sabe que eu participo da Cavalgada do Mar e o faço com muito orgulho e satisfação porque vejo nesse evento uma possibilidade de manter vivas nossas tradições. Agora é importante esclarecer que eu sempre prezei e defendi a vida dos animais. Quando era vereadora da capital dos gaúchos, participava ativamente do Fórum dos Animais, além disso, sou autora da lei que proíbe a venda em leilão de eqüinos abandonados ou apreendidos por maus-tratos na cidade de Porto Alegre.

Nas quatro Cavalgadas do Mar que eu participei até hoje, posso dizer que presenciei por parte dos cavalarianos um cuidado todo especial com seus cavalos, os homens, ao chegarem cansados e famintos de mais um trajeto, desencilham os cavalos e dão água aos animais, antes mesmo deles matarem a sua própria sede. O que aconteceu neste último evento (a morte de cavalos), foi uma fatalidade proveniente de uma exceção que ocorreu em nosso clima esse ano, um superaquecimento da atmosfera. O que não quer dizer que não houve falhas, como a alteração do trajeto. Eu mesma, em meu twitter, já havia relatado as dificuldades do início da cavalgada.

Sobre os últimos acontecimentos

Eu quero dizer àqueles que estão se aproveitando desse momento pós exoneração do Diretor do Memorial e o fechamento necessário da Sala Norberto Lubisco, fazendo movimentos contra essa gestão através de blogs, artigos, e-mails etc... que isso não me abala porque o que norteia o meu trabalho é a Lei.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A cultura do campo

Como Secretária de Estado da Cultura, trabalho pela manutenção da nossa identidade gaúcha e da nossa história, certa da importância que é preservarmos e valorizarmos o que é natural da terra, o que é genuíno do povo. Quando isso é bem trabalhado pelos municípios e pelo estado em geral, os resultados positivos aparecem e muitos deles vem das atividades e da produção ligadas à pecuária, à agricultura, sempre acompanhados de tradição e cultura.

Nesses três anos de Secretaria da Cultura, tenho viajado bastante pelo interior do nosso estado, conhecendo a vida das pessoas do campo e a realidade de quem trabalha na terra por necessidade, mas também por tradição e vocação de gaúcho, e, por conseqüência, vejo a realidade dos produtores e fazendeiros, que empregam muitas dessas pessoas e suas famílias, gente, que, com condições para o trabalho no campo, com dignidade e renda, não precisa procurar empregos na capital e pode dar continuidade à tradição, e, assim, garantir a economia gaúcha.

Porém, isso só acontece se forem oferecidas condições favoráveis para todos os aspectos ligados ao meio rural, considerando suas peculiaridades ligadas ao clima, que afeta o gado e o plantio, às safras e ao mercado.

Lendo um material sobre as Dívidas do Agronegócio, constatei, como cidadã, que a situação é preocupante, já que este é um dos setores mais importantes para o desenvolvimento pleno do nosso Rio Grande do Sul e o mais forte para a nossa economia. Mas como isso pode acontecer se o estado conta com produtores rurais endividados e sem estrutura para se reerguer, que já não compram mais máquinas, não se modernizam, comprometendo o andamento da cadeia produtiva?

Realmente, assim como indica a apresentação do Sindicato Rural de Santiago, Unistalda e Capão do Cipó, é preciso fazer alguma coisa com urgência, pois é desse segmento que sai a comida do nosso povo e o sustento de muitas famílias gaúchas.

Vou acompanhar a luta de todos desse setor por melhorias, na busca por novas alternativas e soluções e me colocar à disposição para auxiliar no que for de meu alcance, pois é um sentimento interessado e verdadeiro que tenho por tudo que diz respeito ao campo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Qualificação da Cinemateca Paulo Amorim

Gostaria de falar a vocês que acessam meu blog, sobre a repercussão do fechamento temporário da sala Norberto Lubisco da Cinemateca Paulo Amorim. Preciso antes de tudo, esclarecer que esta suspensão é momentânea e absolutamente necessária para a requalificação daquele espaço. A Sala Norberto Lubisco não possui as mesmas condições técnicas e de segurança da Paulo Amorim e Eduardo Hirtz, concebidas originalmente com a Instituição. Trata-se da adaptação de uma loja do térreo, que por estar desocupada, entendeu o Diretor Grimaldi de ampliar o Cinema criando uma pequena sala de exibição; ocorre que esta adaptação não contemplou rotas de fuga em caso de eventual catástrofe, especialmente incêndio; conta com apenas uma saída para a Rua dos Andradas. Conforme o Corpo de Bombeiros, a segurança dos visitantes é posta em risco em caso de incêndio, já que a sala não tem saída de emergência. É preciso, portanto, uma intervenção no local, para readequá-lo as normas de segurança e também submeter á tutela de técnicos do Instituto do Patrimônio e Artístico do Estado (IPHAE), e acompanhamento especializado por se tratar de uma restauração e não de uma reforma, já que é um prédio histórico.

Quero também reiterar que sei do valor cultural da Cinemateca Paulo Amorim. Prova disso, é que a Secretaria de Estado da Cultura assumiu todas as despesas da Cinemateca, passíveis de serem pagas por empenho, para não fechá-la, enquanto se buscava patrocínio para a revitalização das salas, pagamento das dívidas e reestruturação dos espaços. Em agosto de 2007, essa gestão conseguiu apoio financeiro do Banrisul. Nos dois primeiros meses de patrocínio, a Cinemateca absorveu R$ 41 mil para cobrir dívidas que já vinham desde agosto de 2006.

A Cinemateca possui funcionários celetistas, ou seja, contratados diretamente pela Associação de Amigos. Só de Dívida de INSS, havia um passivo de R$ 60 mil reais. Conseguiu-se renegociar e amortizar grande parte dela. Colocaram-se em dia as contas com as distribuidoras.

A importância da sala Norberto Lubisco, do cinema alternativo e do trabalho realizado pelo fotógrafo que dá nome ao espaço justifica este investimento na segurança da vida das pessoas que costumam frequentar aquela sala de cinema. Quero dar minha palavra de que esta gestão continua trabalhando incansavelmente para viabilizar e disponibilizar o espaço o mais rápido possível e de forma segura.

Informo que as demais salas da Cinemateca funcionam normalmente e sua programação, assim como as demais da Casa de Cultura, podem ser conferidas no site www.ccmq.com.br.

Uma Visita ao Passado

Recepção calorosa para a Governadora Yeda Crusius.

Fui convidada pela Governadora Yeda Crusius para acompanhá-la, juntamente com os secretários de Estado da Fazenda, Ricardo Englert, e da Administração, Eloi Guimarães, a uma visita ao Hospital Beneficência Portuguesa, instituição de 165 anos e que faz parte da história dos gaúchos. Na chegada ao local, tivemos uma calorosa recepção do presidente do hospital, Eraldo Martins, e diretores, médicos, funcionários e voluntários daquele maravilhoso complexo hospitalar beneficente. A Governadora foi ao local com o objetivo de conhecer de perto as demandas do hospital e receber as solicitações da instituição por apoio dos poderes públicos e, também, ver pessoalmente todo o processo de recuperação que está sendo realizado. Lá encontrei o Presidente da Câmara Municipal, Vereador Nelcir Tessaro que estava representando o Prefeito José Fogaça. Como fui vereadora da capital, claro que aproveitei para saber das novidades daquela casa que tanto gosto e considero. Encontrei jornalistas amigos que cobriam o evento e durante os drinques falamos sobre política, cultura e segurança. Durante a visita, eu fui abordada pelo jornalista João Gomes Mariante, diretor do jornal Mente Corpo, que me emocionou com a declaração de que me conhecia através da imprensa e, que quando soube que eu estaria presente na visita ao hospital, ficou feliz da vida, porque sonhava em me convidar para uma entrevista no seu veículo de comunicação. Em 2008 contribui com o jornal escrevendo um artigo sobre as minhas vivências no Grêmio Náutico União. Confiram as fotos abaixo que registram alguns dos momentos desse encontro da saúde com os poderes legislativo e executivo.

Com o jornalista João Gomes Mariante, diretor do jornal Mente Corpo.

Conversando com o presidente do hospital, Eraldo Martins e o Presidente da Câmara Municipal, Vereador Nelcir Tessaro.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mercado Público de Itaqui é tombado

Recebi no meu gabinete o prefeito de Itaqui, Gil Marques Filho, e a primeira dama Adília Eni Rocha Marques para assinar o ato de tombamento do Mercado Público de Itaqui, um dos principais referenciais urbanos do município e do Estado. Esta foi mais uma iniciativa comprometida com a memória do Rio Grande do Sul, o que representa uma das funções mais nobres da cultura. Acredito que temos que dar importância aos bens culturais, ainda mais estes de tanta beleza. É um resgate histórico e a preservação de nossa cultura para as futuras gerações. O Mercado Público de Itaqui, obra, projetada pelo arquiteto Paschoal Minoggio, natural de Itaqui, foi inaugurada em 7 de setembro de 1909. Ele destaca-se não só pelo requinte arquitetônico, mas também por sua instância histórica. É testemunho do apogeu do intercâmbio socioeconômico nas áreas da fronteira entre Brasil e Argentina, que resultou em fartura e prosperidade para as comunidades locais.
Na ocasião, o prefeito e a primeira dama, que por uma feliz coincidência foi minha colega de Ginásio no Colégio Bom Conselho, gentilmente me presentearam com uma espumante produzida nos Campos de Cima em Itaqui, da vitinicultura Hortência Ayub, pioneira na produção de vinho na região.

No ato de assinatura com a Diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), Maria Beatriz Kother, o prefeito de Itaqui, Gil Marques Filho e a primeira dama Adília Eni Rocha Marques.

Com o prefeito de Itaqui e a primeira dama.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Aqui entre nós....

Quem pensa que vida de secretária é moleza está muito enganado.Aqui vai um registro de um dia de agenda intensa dentro e fora da Secretaria da Cultura. São muitas as vezes em que faço um lanche atrás do computador elaborando minhas falas para abertura dos eventos culturais na capital e interior. Também, acontece de estar saindo ou entrando num compromisso de governo e uma rádio ligar para o meu celular para uma entrevista ao vivo, então, qualquer lugar vira um estúdio para entrevista, como a Praça da Alfândega de Porto Alegre.



sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cavalgar, sempre!

Escrevo esse nosso 'bate-papo' antes de pegar a estrada rumo a Palmares do Sul para participar da 26ª Cavalgada do Mar. A essa hora da madrugada, provavelmente, a maioria das pessoas estão dormindo. Quando nos reencontrarmos, aqui nessa página, eu já terei cavalgado muitos quilômetros pelas praias gaúchas ao lado de três mil cavalarianos.

A Cavalgada do Mar entrou na minha vida em fevereiro de 2007, quando eu assumi a Secretaria de Estado da Cultura e representei a Governadora Yeda Crusius. Foi no Parque do Balonismo, em Torres, que, pela primeira vez, eu vi os milhares de homens enchapelados, montados em seus cavalos, imbuídos de uma única causa: manter viva a história e os costumes do gaúcho campeiro. Nesse dia, eu fui apresentada para o comandante da Cavalgada, Vilmar Romera, que, com seu entusiasmo, liderava os três mil homens, mulheres e crianças em seus cavalos, que seguiam atrás de uma comissão empunhando bandeiras coloridas do Rio Grande do Sul. Eu fiquei maravilhada por aquele movimento de civismo. Acho que, por ser filha de militar, tenho muito forte, "impresso" em mim, o amor pela nossa terra e nossa gente. Naquela manhã ensolarada e quente de fevereiro, descobri que tinha muita sintonia com aquele segmento da cultura, e decidi segui-lo e divulgá-lo ainda mais. Saí dali satisfeita e cheia de planos. Era uma maneira que encontrara para exteriorizar minha devoção pelos nossos símbolos e pela nossa pátria gaúcha.

Passado uns dias da cavalgada, eu pedi ao Rodrigo Gorski, que é do Alegrete e trabalha comigo há muitos anos, que procurasse um local onde eu pudesse aprender a montar a cavalo, pois dali para a frente queria participar dos eventos dessa natureza. Ele então, sugeriu o sítio e os cavalos do Comandante Romera, que, prontamente, colocou tudo à nossa disposição. Assim, sempre que minha agenda permitia, lá ia eu, no final do dia, cavalgar.

Numa das minhas viagens a trabalho pelo interior do Estado estive em Unistalda e conheci a fazenda da família Gessinger, onde cavalguei com Rudolf, que é filho do Ruy e da Maristela, e foi esse menino que me ensinou a segurar corretamente as rédeas do cavalo e, dali para frente, eu nunca mais parei de buscar aperfeiçoamento nessa prática. Também resolvi fazer aulas de hipismo na Brigada Militar, e o Capitão Estevão, com seu conhecimento e paciência, tornou-se meu professor de hipismo em Porto Alegre. Hoje eu posso dizer que sei montar e agradeço a todas as pessoas que me ajudaram a realizar esse sonho. Cada um, da sua maneira, foi importante nesse meu aprendizado e isso ficará guardado para sempre no meu coração de maneira muito especial.

Essa é a minha última Cavalgada como Secretária da Cultura deste Estado, o que me honra e me faz sentir que o meu compromisso com o segmento e com todas as manifestações do tradicionalismo gaúcho é muito forte e é algo que eu admiro e que irei, de perto ou de longe, participar para sempre. Foi nas Cavalgadas do Mar que pude ver que os homens, ao chegarem cansados e famintos, desencilham os cavalos e dão água aos animais, antes mesmo deles matarem a sua própria sede. Nas Cavalgadas, o cenário na areia é de um batalhão de guerreiros seguindo com lenta, ritmada e determinada cadência, formando uma caravana que marca o caminho às margens do Oceano Atlântico, de Palmares a Torres, transportando a história, o passado farroupilha e levando a bandeira do Rio Grande do Sul, que, a cavalo, pede passagem.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Martina está com cinco meses. Minha nossa, o tempo voou e aquele nenê recém nascido, hoje é uma bebezona muito inteligente e linda. Agora, ela participa ativamente da vida da família e, confesso a vocês, que não existe nenhuma emoção maior do que acompanhar e registrar cada conquista dela. O primeiro sorriso, os primeiros gritinhos, a primeira alimentação, os braços que já pedem um colo e as mãos que pegam tudo. O processo é encantador e, sempre que estou com ela, tenho uma máquina fotográfica a postos e tiro fotos e mais fotos. As risadas da Martina na hora do banho são uma delícia, e brincar com ela na banheira foi o meu passatempo preferido nesses dias aqui em Torres. Confiram algumas fotos que garanto que vão me dar razão.

Martina está usando um traje vindo especialmente de Santo Ângelo, presente da Diretora do IPHAE, Maria Beatriz Kother.

Olhem o sorriso da minha neta Martina!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Com Gosto e Jeito de Férias

Gosto de ler receitas e, quando uma me interessa, recorto e colo num caderno arquivo que eu tenho especialmente para isso, o que não significa que eu saiba cozinhar. Eu não sou nenhuma grande cozinheira, mas também não sou uma nulidade nessa área, apenas me falta a prática necessária para sair fazendo pratos sem precisar ler as receitas. Como estou em Torres tirando uns dias de descanso, resolvi me testar no fogão e escolhi umas receitas bem fáceis e apetitosas de panquecas e crepes salgados que encontrei numa revista de culinária. E não é que não me sai tão mal assim? Claro que, de cara, me queimei, me cortei e fiquei atrapalhada, porém, sobrevivi e o que é mais importante: minhas cobaias que foram meus filhos, gostaram da comida.

Para prolongar o gostinho das férias, escolhi um bom livro para ler em Torres. "Para Minhas Filhas", de Bárbara Delinsky, retrata momentos de extraordinária beleza entre mãe e filhas, mulheres e homens. Conta a história de uma viúva que, às vésperas de completar setenta anos, envia uma carta a cada uma de suas três filhas, pedindo-lhes ajuda para decorar sua nova residência localizada num lugar isolado, justo ela que sempre foi uma mulher especialmente voltada para a sociedade. Seu maior desejo é acabar com os desentendimentos entre mãe e filhas e criar uma nova intimidade entre elas, sentimento que nunca existiu em suas vidas. As três mulheres, bastante diferentes, escolheram caminhos diversos para trilhar o que contribuiu para afastá-las ainda mais. As filhas aceitam o convite da mãe com relutância, somente para cumprir um compromisso familiar, mas acabam por se conhecer e desfrutar da companhia uma das outras, saindo do encontro revitalizadas por essa redescoberta, promovendo mudanças profundas em suas vidas com consequências jamais sonhadas. E nenhuma delas compreende, de imediato, a magnitude do presente que a mãe ofereceu a cada uma, e como ele transformará definitivamente o seu futuro. Vale a leitura!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Família em Torres

Eu sempre procuro encontrar um tempo adequado para manter o hábito dos meus prazeres pessoais. Um dos maiores que tenho é estar com a minha família. Esse é um contato que me dá emoções positivas e fortalecem meus recursos intelectuais, físicos e sociais, criando reservas de que posso lançar mão quando necessário. Os almoços na casa dos meus pais durante o ano são um compromisso sagrado que reúne todo o familião. Já em Torres, em função de alguns veranearem em outras praias, isso não acontece, porém, mesmo assim, sempre tem um quorum expressivo e a satisfação é a mesma.

Um típico almoço em família na beira do rio Mampituba.

Felipe, meu filho, com a Duda, sua namorada, sogra e cunhado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Torres é meu Paraíso

Desde muito tempo, Torres é o meu lugar de descanso. A natureza foi pródiga com a cidade, que esbanja beleza com o Morro do Farol, Ilha dos Lobos, Lagoa do Violão, Rio Mampituba e as Praias da Guarita, da Cal, Prainha e Grande. É a única praia do Rio Grande do Sul que tem gramado a beira mar e uma lagoa no meio da cidade. Eu, quando cheguei em Torres, em janeiro, a primeira coisa que fiz foi deixar o carro na garagem. É que é tanta gente da família fazendo esse vai e vem das estradas durante o veraneio, que tenho me poupado em dirigir depois de um dia de agenda intensa. Aqui, ando a pé ou de bicicleta. Aproveito para observar as paisagens e entro em sintonia com esse planeta abençoado por Deus. Na areia, fujo das aglomerações em volta das barracas e escolho um canto sossegado para sentir e apreciar o mar. O meio ambiente sem dúvida é um dos grande atrativos de Torres. O que me deixa indignada é saber a falta de respeito que muitas pessoas têm com as nossas belezas naturais daqui e de tantas outras praias. Deve ser porque meu filho Marcelo, que é advogado e pós graduado pela UFRGS em Meio Ambiente, fala muito sobre os absurdos cometidos contra a natureza. Para vocês terem uma ideia, anualmente são lançados sete bilhões de toneladas de dejetos nos mares do planeta: três vezes mais do que o volume de peixes fisgados. Conseguem imaginar o que deve ser isso? A maior parte desse lixo é plástico, resíduos deixados por banhistas na areia ou simplesmente descartados na água por tripulantes de barcos. Será que esse pessoal não sabe que o mar não é latão de lixo? Eu não consigo entender como tem pessoas que agem dessa maneira! Precisamos educar os marmanjos para que entendam de uma vez por todas que cuidar do meio ambiente é salvar vidas. O planeta abriga milhares de espécies vegetais e animais que são fontes de alimento e sustento. Sem contar que eles são responsáveis pela produção da metade do oxigênio que consumimos. Porque não cuidamos dos recursos naturais como cuidamos da nossa casa? Duvido, que estes cidadãos que jogam todo esse lixo no mar façam o mesmo nos chãos de suas casas. Fica aqui o meu registro para reflexão.

Morro do Farol.

Praia da Guarita.

Praia da Cal.

Praia Grande.

Rio Mampituba.

Mais Carnaval


Com Maria Thereza Druck e o Secretário da Cultura de Porto Alegre, Sergius Gonzaga

Com a Ana Fagundes, Secretária Adjunta da Cultura de Porto Alegre, e Maria Thereza Druck

Com o Jornalista e cronista Social do Jornal O Sul, Paulo Gasparotto, e Maria Thereza Druck

No camarote da prefeitura: Isabela Fogaça, a Primeira Dama do Município; eu; Prefeito José Fogaça e o Secretário de Cultura de POA, Sergius Gonzaga.

Com o jornalista Cláudio Brito, recém chegado do Rio de Janeiro, onde foi cobrir os bastidores do carnaval, antes da grande largada do desfile.

Com a Deputada Federal, Manuela d'Ávila e Manoel Soares, Coordenador da CUFA (Central Única das Favelas)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

MEUS CARNAVAIS COMO SECRETÁRIA DA CULTURA

Minha estreia no Carnaval de Porto Alegre, foi como secretária de Estado da Cultura, em 2007. Representando a Governadora Yeda Crusius, eu abri o desfile na avenida participando do Bloco Comunidade do Esporte Dá Samba, projeto da Prefeitura de Porto Alegre que tem como objetivo a formação e manutenção de uma escola de samba. Confesso que fiquei impressionada com a paixão e a vibração das escolas que contaminaram a plateia, que assistia a tudo completamente hipnotizada.Para mim, foi uma experiência inédita, pois até então eu só tinha ido a carnaval de clube na praia de Torres.

Já em 2008, ao lado do Prefeito José Fogaça, no camarote das autoridades, eu acompanhei o desfile das escolas carnavalescas.

Em visita aos barracões do Porto Seco onde pude ver de perto os carros alegóricos. Fiquei encantada ao ver o resultado da dedicação das pessoas que trabalham o ano todo para garantir a festa no sambódromo. Em cada desfile,observamos muito profissionalismo e alegria. Os gaúchos estão de parabéns pelo esforço.

A convite do Presidente das Associações Carnavalescas, eu abri o carnaval de 2009 e, como eu não sei sambar, o fiz do meu jeito, simples e espontâneo: caminhando na avenida e olhando para as pessoas que lotavam as arquibancadas. Foi emocionante receber aplausos e sentir a satisfação do povo pela secretária de cultura do Estado estar ali com eles na maior festa popular brasileira.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

De Coração Aberto

Tudo aquilo que se compartilha, torna-se mais leve para se carregar e assim decidi colocar isso no blog hoje. Eu confesso a vocês que, nesse momento, sinto um misto de alegria e tristeza. Sim, é bem isso mesmo, uma mistura de sentimentos. E o pior é que não tenho a solução para esse conflito. Acontece que saio do governo no dia 31 de março por exigência da lei eleitoral. Dessa forma posso colocar meu nome à disposição do Partido Progressista como pré-candidata a deputada estadual nas próximas eleições. Nessa época é comum os prefeitos reservarem, com antecedência, datas na minha agenda de Secretária da Cultura para que eu compareça aos eventos das suas cidades, e, também, os articuladores dos diferentes segmentos da cultura fazem o mesmo, sempre foi assim. Desde o dia em que eu assumi a secretaria, me afinei com essa dinâmica e penso que administrei muito bem essa situação, conseguindo comparecer ao maior número possível de municípios e compromissos. Só que agora, ao ligarem para a Rose solicitando agenda para o ano, as pessoas estão tomando conhecimento de que eu sairei da secretaria, o que está gerando um movimento dos municípios para adiantar a data de seus eventos para março a fim de contarem com a minha presença. Nessa semana, eu recebi uma ligação convite de uma cidade do nosso interior e tive que dizer que não poderia aceitar. Qual não foi a minha surpresa, quando uma comitiva de lideranças, encabeçada pelo vice prefeito, veio até a secretaria como forma de me comover a aceitar e confirmar presença. Resultado que não existe mais nenhum dia livre no mês de março na minha agenda, está tudo ocupado. E aí eu fico triste frente a esta situação de não conseguir atender a todos, e de saber que ficou gente de fora, porque sempre fui super disponível e acessível. Por outro lado, fico feliz por sentir que sou uma secretária bem quista e que a Secretaria da Cultura e o Governo do Estado são sempre prestigiados pelos nossos municípios gaúchos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Ela tem Um Talento Especial para Cumprir Missão!”

Essa frase lapidar é do meu pai e acabei de escutá-la mais uma vez. Ele sempre fala que eu, como filha de bom soldado, recebo e cumpro a missão na íntegra, não importando se é feriado, final de semana, ou se tinha me programado para outra coisa. Vale é o chamado do comandante. Mesmo tendo compromissos familiares importantes marcados em Torres, frente ao fato de hoje ser a abertura dos desfiles das Escolas de Samba do Carnaval de Porto Alegre (que sempre compareço, desde 2007), e ainda mais com o pedido pessoal da Governadora Yeda para representá-la, adiei meus planos. Só viajo amanhã pela manhã. Como o meu pai tem o hábito de fazer revista semanal nos filhos – calma eu explico: ele liga para os sete filhos para saber notícias e, no veraneio, isso acontece sempre nas sextas-feiras que é para saber também da programação de cada um – aposto que, desta vez, eu fui a primeira da lista para quem ele ligou, pois não fui a Torres no último final de semana porque estava em Panambi com o seminário da LIC.

Meus filhos, sobrinhos e irmãos saíram no final da manhã para o litoral. É uma verdadeira caravana de carros da família na estrada, alguns vão para Torres e outros para Atlântida. Sempre tem alguém indo ou vindo, avisando que quer companhia, combinando caronas, e essa é uma boa oportunidade que temos para matar as saudades e colocar os assuntos em dia. Para mim está funcionando, tanto que meu carro está estacionado na garagem do prédio em Torres, acho que desde janeiro.

Nesse momento, eu estou na secretaria e pretendo sair cedo. Quero passar em casa para uma parada obrigatória e um descanso antes de ir ao Porto Seco visitar os barracões e depois acompanhar a abertura dos desfiles do nosso Carnaval de POA. Amanhã cedo vou para Torres, onde pretendo ficar nos próximos dias, curtindo a família e aproveitando a praia nesses dias quentes de verão.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Estendo o Tapete Vermelho para Ena Lautert

Aos 85 anos, Ena Lautert é uma artista de alma jovem, que é reconhecida e estimada no segmento das artes plásticas. Ela é uma mulher ativa, de bem com a vida e que confia em si mesma. Com a sua idade, produz seu trabalho e participa do movimento cultural de Porto Alegre com a garra e o entusiasmo de uma iniciante. Não há abertura de uma boa exposição de artes visuais que Ena não esteja presente, sempre levando o seu belo sorriso e palavras afetuosas. Esses dias, recebi de presente do André Venzon, Presidente da Associação Chico Lisboa e Vice-Presidente do Conselho Estadual de Cultura, fotos que registram a comemoração do aniversário dessa nossa amiga em comum, que é muito querida. Olhando as fotografias pude mais uma vez constatar que a Ena tem a arte do bem receber. Então, hoje, no blog, presto esta pequena homenagem a Ena Lautert, de todo o coração.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Surpresas no Seminário da Lei de Incentivo à Cultura - LIC

O Seminário de Capacitação da LIC mais uma vez foi sucesso de público. De acordo com o Coodenador da LIC, Fábio Rosenfeld, o auditório da prefeitura municipal de Gramado contou com a presença de aproximadamente 80 pessoas, representando 28 municípios, inclusive de regiões distantes, como por exemplo, das Missões, tamanho foi o interesse despertado pelo assunto. As vagas se esgotaram em apenas dez dias de inscrições. O Prefeito de Gramado, Nestor Tissot, o Secretário Municipal de Turismo, Gilberto Tomasini, e o Sub-Secretário de Cultura, Daniel Bertolucci acompanharam atentos o evento. Fiquei muito satisfeita que o prefeito de Gramado, em seu discurso de abertura, destacou a importância e reconheceu todo o trabalho desenvolvido por esta gestão da Secretaria da Cultura, especialmente em relação à LIC. O ponto alto de sua fala foi o momento em que se desculpou publicamente por alguns atritos ocorridos no passado entre ele e a Secretaria. Na hora do almoço, o prefeito, após ter assistido a primeira parte do seminário, sobre a situação encontrada em 2007 e de como está atualmente, parabenizou os técnicos Fábio Rosenfeld e Rafael Balle pela desenvoltura nestes três anos de LIC, reconhecendo que se fazia necessária uma gestão técnica, e não política, para que o Estado não ficasse sem a sua ferramenta de fomento de atividades culturais.

No final do seminário, após intensa participação e troca de ideias com os participantes, o Sr.Queros, de Seberi, fez questão de se levantar e pedir o microfone para fazer o uso da palavra. Emocionado, ele desabafou, dizendo que o serviço público precisava aumentar o número de pessoas que fizessem "algo mais" e que não ficassem apenas despachando atrás de um balcão, carimbando como um burocrata, e referiu-se ao Rafael e ao Fábio, com esperança de que podemos sim ter um serviço público de qualidade e profissionalismo. Acompanhei a abertura e o andamento de todos os seminários já realizados, porém casualmente neste, devido ao falecimento de minha tia, irmã mais velha da minha mãe, não pude comparecer.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Em Mãos Abençoadas

Segunda feira, fim da manhã, eu fiz uma visita ao Arcebispo do Rio Grande do Sul, Dom Dadeus Grings. Estive na Cúria Metropolitana, que é um lugar lindo por seus jardins floridos e pelo seu prédio imponente, que exala cultura. Levei, para receber sua benção, a minha medalhinha de Nossa Senhora das Graças, a qual sou devota há vinte e cinco anos. Mais uma vez constatei que Dom Dadeus é um líder espiritual que se diferencia. Mesmo ocupando um posto de tanta envergadura e reconhecimento, sua disponibilidade e proximidade com a sociedade gaúcha é enorme, pois ele expressa sua liderança por ideias, através do debate, da firmeza na defesa das causas da população, recebendo as pessoas de forma acolhedora, com simplicidade e humildade. Ele escreve artigos, livros, tem posições definidas e as declara sempre em entrevistas. Desde o dia em que o conheci, e aí já se vão muitos anos, eu me tornei sua fiel admiradora e gosto muito de conversar com ele. Lembro da vez em que falamos sobre casamento misto, entre pessoas de duas religiões diferentes, como é meu caso, pois eu sou católica e meu marido é judeu. Na época em que me casei, isso causou quase uma “terceira guerra mundial’, porque ambas as famílias preferiam que fôssemos da mesma religião, o que é compreensível, pela preocupação com a continuidade religiosa dos filhos. Naquela conversa com Dom Dadeus, falei sobre minha convicção de não abrir mão das minhas origens (meu passado, minha história) frente ao casamento e nisso estava incluída a minha fé, baseada em preceitos e origem católica. Foi esse sentimento que compartilhei com Dom Dadeus há muitos anos atrás, e que me deixou muito feliz , pois ele compreendeu e admirou a minha decisão, tomada aos dezessete anos. Deste recente encontro, posso dizer que saí de alma mais leve e reabastecida de fé, contente por ser ele o nosso maior líder espiritual católico e por sua campanha ser sempre pelo bem do povo gaúcho. Reforçando a imagem de humildade que sempre tive de Dom Dadeus, ao final do encontro, ele é que me agradeceu por minha visita, quando eu é que tenho muito a agradecer.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Dica de filme

Tinha Que Ser Você, um filme que vale a pena assistir


Ontem de noite eu fiz uma coisa que aprecio muito: ir na locadora atrás daqueles filmes que não consegui assistir no cinema. Começando que o ritual já me agrada, pois, andar por entre as prateleiras recheadas de filmes maravilhosos e selecionar os meus preferidos, me dá uma sensação de descompromisso com horário e agenda, algo que, de vez em quando, me faz um grande bem, principalmente depois de fazer 10 horas de estrada. Peguei um filme com Dustin Hoffman, que faz o papel de um escritor americano divorciado, que mora em Nova York, trabalha em “jingles” para televisão e cinema, super requisitado profissionalmente. Ele leva a vida que gosta até chegar o dia em que tem que ir a Londres para o casamento da sua única filha, com quem, ao longo dos anos, teve pouco contato porque a mãe foi morar longe, depois que casou com um cidadão nota dez em tudo. Contracena com ele, Emma Tompson, que interpreta uma mulher madura, independente e sozinha, que vive da casa para o trabalho e, nas horas livres, cuida da mãe, que é sua vizinha e um tanto esquisita. Ela, mesmo achando a sua vida sem graça, não faz nenhum movimento para mudá-la. O grande lance do filme é que essas duas pessoas, que parecem ser completamente diferentes em tudo, um belo dia em seus eventos, separadamente, tem um sentimento em comum que é o de sentirem-se “um peixe fora d’ água” e encontram-se por acaso, num bar e isso os aproxima.Ela, é uma mulher meio descrente das pessoas e de relacionamentos, se fecha em si conformada com o que a vida lhe dá. Ele, um homem bem humorado e de atitudes firmes, resolve mudar por completo a maneira como vivia e se esforça para isso. Cada um do seu jeito, percebem que possuem sentimentos iguais e que combinam muito, porém ele decidido e firme e, ela, terna, acomodada e conformada. O casal trava diálogos interessantíssimos sobre relacionamentos, afetos e desafetos. Muito bom o filme, recomendo assistir.