Projetos

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sala de Cinema Norberto Lubisco está em obras

É com grande satisfação que registro, aqui no blog, que está prevista para os próximos dias a reabertura da Sala Norberto Lubisco, da Cinemateca Paulo Amorim. As obras para a readequação do espaço estão pleno andamento. Fui lá pessoalmente ver de perto os trabalhos, acompanhada dos meus diretores Luiz Armando Capra Filho, da Casa de Cultura Mario Quintana, Maria Beatriz Kother, do IPHAE e Ivo Czamanski, do Instituto Estadual de Cinema. As intervenções estão sendo realizadas para adequar o espaço às normas de acessibilidade e segurança e incluem acesso ao espaço interno para os cadeirantes, a instalação de luzes de emergência e de outras medidas de segurança; também, a renovação da pintura interna e a substituição dos painéis de fechamento das vitrines utilizadas para divulgação dos filmes, que estavam comprometidas pelo ataque dos cupins.



Matéria no Correio do Povo. Domingo, 28 de Março de 2010.

Teto infestado de cupins!

Com a diretora do IPHAE, Maria Beatriz Kother, analisando o estrago feito pelos cupins.

Com o Diretor da Casa de Cultura Mario Quintana, Luís Armando Capra Filho, o Diretor do Iecine, Ivo Czamanski e a Diretora do Iphae, Maria Beatriz Kother, conferindo a entrada de acessibilidade de cadeirantes.

terça-feira, 30 de março de 2010

Enfim, obras no Museu Julio de Castilhos.

Aqueles que me conhecem sabem que eu não sou uma Secretária de gabinete. Se tem coisa que eu aprecio é o contato direto com os projetos. Gosto de acompanhar de perto todas as ações da pasta da cultura. Estive no Museu Julio de Castilhos para verificar o andamento das obras de restauração da fachada, que está prestes a ser concluída. O prédio da instituição tem um dos poucos exemplares históricos de fachada em arenito do Estado. A previsão é que até o final do mês de maio de 2010 o trabalho esteja finalizado. Por se tratar de uma referência histórico-cultural, o imóvel precisa ser preservado para abrigar adequadamente seu acervo e para que as novas gerações também possam conhecer a casa onde morou o homem que introduziu o positivismo no Rio Grande do Sul. Os prédios foram tombados pelo Patrimônio Estadual em 1982. A primeira reforma aconteceu em 1981, no telhado e no forro, e a última foi em 1996. A ação do tempo e das intempéries climáticas levaram ao surgimento de rachaduras no reboco e problemas na sacada principal. As portas e janelas também precisaram ser restauradas. Estamos tendo todo o cuidado nesse trabalho. Sei que os tapumes em frente ao Museu são inconvinientes e peço desculpas à comunidade por isso, mas eles são necessários para que o trabalho ocorra com segurança e para muito em breve os gaúchos receberem de volta uma fachada em completa harmonia com a importância do prédio e da instituição que abriga. Importante registrar que a obra só está acontecendo porque conta com o apoio da CEEE, que está investindo R$ 255 mil nessa restauração.

Com a Diretora do IPHAE, Maria Beatriz Kother e o Diretor do Museu Julio de Castilhos, Luiz Armando Capra. As pichações estão sendo limpas.



Capra mostrando a obra.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Batizado da minha Princesa

Quatro Gerações reunidas no batizado.

Cheguei do interior no sábado, às 9h, direto para assistir o batizado da Martina. A cerimônia aconteceu na Igreja Mont Serrat. Para chegar a tempo, eu fiz uma verdadeira logística, que deu certo. Quando entrei na igreja a minha filha Juliana, que não tinha gostado nada da ideia da minha viagem a trabalho para Pelotas, Rio Grande e Capão do Leão, na véspera do batizado, abriu um sorriso largo e iluminou o olhar. Isso que eu havia pedido para a família dar uma cobertura, caso eu atrasasse. Sim, porque não pensem que é fácil coordenar vida de Secretária de Estado, com vida de esposa, mãe, avó, filha e irmã. Tem vezes que a família fica prejudicada e aí tem suspiros de cobranças, mas tudo muito comedido, afinal eles são as melhores pessoas para me entender. O Padre Fabiano, um cidadão jovem e bem falante, conquistou a todos. A Juliana organizou tudo sozinha, desde a cerimônia do batizado, que foi só para a família, ao almoço de comemoração. A Martina, que estava linda e alegre, parecia acompanhar cada palavra do padre e, depois de receber a benção, dormiu como um anjo no colo da sua mãe, que estava belíssima. Penso que mulheres felizes e realizadas ficam mais bonitas e confiantes. Os padrinhos que foram três, Marcelo, meu filho mais velho, e Fernanda, minha nora, e Juliana Davis, amiga de infância da Juliana, estavam compenetrados na celebração religiosa. Achei muito interessante que a Martina tem duas madrinhas e um padrinho. Se considerarmos que madrinha é a segunda mãe da criança, que ajuda, cuida e educa quando necessário for, a Martina está com muita sorte, pois, assim, na impossibilidade de uma atender, tem a outra para cobrir. Os pais do James, meu genro, moram em Santa Maria e vieram especialmente para o batismo da pequena. O Felipe, meu filho caçula, que é um tio muito jovem, sentiu o peso da responsabilidade quando escutou as palavras do padre Fabiano quanto ao envolvimento de toda a família daqui pra frente com a doce Martina.

Eu e Alexandre, meu marido, com a Martina. A pequena é louca pelo avô.

Minha filha Juliana com a Martina.

O pai de Martina, meu genro James, minha filha Juliana e os padrinhos, minha nora Fernanda, e meu filho, Marcelo.

O padrinho Marcelo, Juliana com a Martina no colo e o tio Felipe.

Minha família.

domingo, 28 de março de 2010

O Faro de Bonow

Tenho um querido amigo que é deputado federal do DEM e médico. Somos de partidos diferentes, porém, muito parecidos na maneira de atuar na política. Nos diversos embates políticos travados, ele sempre se mostrou coerente e convicto de suas posições, priorizando o melhor para os gaúchos.

Esse cidadão chama-se Germano Bonow. Meu pai e ele foram parceiros de boas lutas e hoje eu herdei, com muito orgulho, este vínculo, tanto que em alguns dos meus grandes desafios frente a Secretaria de Estado da Cultura, uma pessoa que sempre esteve por perto para apoiar, orientar e dividir, foi o Bonow. Agora um detalhe curioso: frequentamos a mesma academia, a Body One,
onde muitas vezes trocamos ideias fazendo esteira! Com isso, o Bonow, um dia desses, me pediu para receber uma talentosa cantora gaúcha que vive no Rio de Janeiro e trabalha no eixo Rio-São Paulo. Claro que me coloquei à disposição, mas confesso que fiquei surpreendida em conhecer esse lado do Bonow - o gosto pela música popular brasileira. Bem, então chegou o dia de
receber a nossa artista: Bruna Repetto. Olha pessoal, a menina é um arraso e, além disso, preocupada com a nossa terra, pois se colocou a disposição da secretaria para participar dos eventos institucionais. Além de todas as qualidades e da vocação política, acho que o Bonow está saindo também um bom descobridor de talentos.

A cantora Bruna Reppeto me presenteando com o seu CD.

sábado, 27 de março de 2010

O Vice-Prefeito Artista

Recebi no gabinete da Secretaria de Estado da Cultura a visita de um querido amigo: o vice-prefeito de Farroupilha, Fabiano Feltrin. Ele veio à Sedac me convidar para assistir um show dele. Sim, Feltrin é "cover" do ídolo do rock Elvis Presley! Inclusive ele tem um bar temático muito conhecido no município, local que tem alguns objetos originais do Elvis. É lá que ele costuma realizar as suas performances do cantor americano.

Com Darci Levis e o vice-prefeito de Farroupilha, Fabiano Feltrin.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Arroz com Espaço de Memória

Recebi no gabinete da Secretaria de Estado da Cultura, o presidente do Instituto Riograndense do Arroz (IRGA), Mauricio Miguel Fischer, o presidente em exercício da ONG Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico, Carlos Eduardo Dreyer, e a Coordenadora Geral da Secretaria da Cultura de Cachoeirinha, Ana Eulália Silva. Na ocasião, eles me apresentaram o Projeto Memorial Alberto Bins, que busca resgatar, valorizar e divulgar as ruínas da antiga casa do major, que também foi prefeito de Porto Alegre. A ideia é transformar a área localizada à margem do rio Gravataí em Memorial Histórico do Arroz. A iniciativa do IRGA e da ONG Defender prevê abrir o espaço, que desde 1939 é voltado para o estudo de técnicas de cultivo e aprimoramento da produção de arroz e já conta com visitação pública. Serão disponibilizadas salas de pesquisa, biblioteca, auditório, exposição de fotografias, terraço e amostras constantes de equipamentos antigos. O objetivo é aproximar a comunidade do local onde se formou uma das primeiras lavouras de arroz irrigado do Estado. Como Secretária da Cultura, fico muito feliz que cada vez há mais preocupação e atenção à área da preservação da memória e da cultura que é gerada pela nossa própria tradição, pelos nossos costumes e hábitos, e nisso entra o cultivo dos grãos e as plantações, de onde sai o alimento de nossos gaúchos.

A foto registra o momento em que eu e a Diretora Juliana Erpen recebemos o projeto cultural.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Justiça com Arte

Estive no Tribunal Regional do Trabalho para prestigiar e apreciar a exposição fotográfica comemorativa aos 238 anos da capital gaúcha, "Nas Ruas de Porto Alegre". Maravilhosas cenas retratadas nas fotografias de Vania Mattos, Desembargadora do TRT, que desenvolveu o seu trabalho a partir de registros iniciados na década de 90. Compõem a sua obra, observações acerca da cidade de Porto Alegre com um olhar especial à Praça da Matriz, caracterizada por ser palco de acontecimentos históricos, também chamada de Praça dos Três Poderes e berço da urbanização cultural. Penso que a capital dos gaúchos merece homenagens como essa, que evidenciam as suas belezas naturais e Arquitetônicas.

No lançamento da exposição

Com a primeira dama Isabela Fogaça, o presidente do TRT, Desembargador Carlos Alberto Robinson, e a representante da OAB, Maria Helena Camargo Dornelles

terça-feira, 23 de março de 2010

Manifestação de carinho e lealdade

Uma das grandes alegrias em minha gestão foi conhecer a Maria Beatriz, Diretora do IPHAE e foi através dela que pude conhecer a região das Missões, em especial, Santo Ângelo, que é a terra natal da família Medeiros Kother. Criamos laços de amizade e nutro profunda admiração por ela, como pessoa e como profissional, por isso, registro aqui a manifestação da Beatriz, após o tombamento da Capela do Colégio Teresa Verzeri.


Mônica,
Pode ter a certeza que Santo Ângelo adorou te receber. Obrigada pelas tuas palavras, tão carinhosas, tanto na cerimônia quanto no teu blog. Saiba que pode contar comigo. Sou muito grata pela oportunidade que você me proporcionou. Aprendi muito. Foi um privilégio ter te conhecido e pode ter a certeza que a melhor lembrança que levo de ti é a tua integridade, tua honestidade, o respeito com que sempre tratou teus colaboradores e adversários.
Conte comigo.
Um abraço
Beatriz

PS: Vou mandar o endereço do blog para a "turma de Santo Ângelo" e para a Loi
.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Maratona Abençoada

Fizemos uma verdadeira maratona para atender os dois eventos em Ijuí e Santo Ângelo. Saímos, eu e a minha assessora Isabel Nardes, quinta-feira, de avião, no vôo das 20h20min, com escala em Santa Maria e depois parada final em Santo Ângelo, onde nos aguardavam a Maria Beatriz Kother e a Leonor Schwartzmann.

Na viagem, fui colocando os assuntos em dia com a Isabel. Somos amigas há muitos anos e hoje ela trabalha comigo atendendo as demandas do interior. A Isabel é uma mulher delicada e forte ao mesmo tempo. Suave na maneira de falar, porém posicionada e com atitude. Já passou por grandes desafios e venceu todos com bravura e elegância. E foi num desses momentos que eu a convidei para trabalhar comigo e ela aceitou. Desse dia até hoje, muita coisa aconteceu e a vida dela mudou por completo e está feliz como nunca. Quando eu falo que o trabalho é a melhor terapia, tenho mesmo razão. Chegamos as duas no hotel super cansadas. No outro dia às 7h, estávamos na estrada rumo a Ijuí para a abertura de mais um seminário da LIC. O prefeito Fioravante Batista Ballin fez uma bela manifestação de contentamento com o evento. Disse que era a primeira vez que as cidades sentiam-se confiantes na LIC. Registrou que a Secretaria da Cultura tinha um diferencial, que era priorizar o atendimento aos municípios e isso a tornava especial. O seminário teve muitas pessoas na plateia e enorme cobertura da mídia escrita e falada. Depois, participei de uma coletiva de imprensa. Mais tarde, fui conhecer a antiga estação férrea, que é um prédio que a prefeitura quer transformar em espaço cultural. Almoçamos com um grupo de lideranças políticas locais. Mas não pudemos nos demorar: em seguida já pegamos a estrada de volta à Santo Ângelo para o importante Ato de Tombamento da Capela Verzeri, que passa a ser Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul e o primeiro bem tombado do município.

A cerimônia na capela do Colégio Teresa Verzeri foi muito bonita. Estavam o prefeito Eduardo Loureiro, o Bispo emérito da Diocese Angelopolitana, Dom Estanislau Kreutz, a Irmã Zélia Combranel, vice-presidente da Congregação das Irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus, a diretora do educandário anfitrião, Irmã Nadir Peruzzi, as vereadoras Zilá Andres e Lenir Diel e a comunidade escolar. Na abertura, o hino nacional maravilhosamente interpretado por um trio de cantores que são professores e alunos do colégio. As freiras deram o seu toque de religiosidade com orações, canções e um breve histórico sobre a capela tombada. Adorei que ganhei de presente das irmãs uma estatueta da Santa Tereza Verzeri, e, para não perder o momento, eu pedi ao bispo que abençoasse aquela imagem sagrada, e ele, na mesma hora, atendeu ao meu pedido, o que me deixou muito feliz, pois sou uma católica praticante com muita fé. E, aqui, aproveito para compartilhar um sentimento que tive enquanto escutava os nossos hinos na capela: me sinto uma pessoa iluminada por Deus, que sempre me concede oportunidades abençoadas, como esse evento. Há poucos dias atrás eu estive reinaugurando o auditório Tereza Verzeri do Colégio Medianeira da cidade de Santiago, de irmãs da mesma congregação. Tudo aconteceu naturalmente, nada foi programado, e mais uma vez eu estava ali, perto de Santa Tereza Verzeri.

Voltando a terra: Depois da cerimônia, fui conhecer o memorial que conta toda a trajetória das freiras da congregação e sua história ligada à Santo Ângelo. Fiquei impressionada com a riqueza do acervo. Aprendi muito conhecendo aquele espaço. Depois, um coquetel foi servido e aproveitei para conversar mais com as irmãs, professores, funcionários, alunas e pais. Foi tão bom! Rimos, tiramos fotos e, na hora da despedida, recebi vários pedidos para retornar a Santo Ângelo.

Olha, quero compartilhar um segredo com vocês que me acompanham através do blog: olhando para trás, posso dizer que as minhas andanças pelo interior, as cidades que conheci, as amizades que fiz, hoje ocupam um lugar especial no meu coração e sei que sou outra mulher por conta disso.

Em tempo: quero registrar sobre as minhas duas anfitriãs em Santo Ângelo: a minha diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico, Maria Beatriz Kother, natural da cidade, que é uma gestora extremamente capacitada e pessoa de grande coração, que dá conta de todas as suas funções técnicas, e vai sempre além, preocupada com o todo, com os detalhes, contribuindo com a minha atuação, acompanhando a minha agenda e trabalhando para que ela seja a melhor possível; e a minha amiga de longa data, Leonor Schwartzmann, grande colaboradora das causas do patrimônio histórico, voluntária do Iphae, que foi minha colega no Colégio Bom Conselho e até hoje ainda convivemos, através também da amizade dos nossos maridos. A presença e o conhecimento delas nessa agenda de Santo Ângelo, fizeram a diferença.

Com o Bispo emérito da Diocese de Santo Ângelo, Dom Estanilau Kreutz, a Vice-presidente da Congregação Irmãs Filhas do sagrado Coração de Jesus, Irmã Zélia, Prefeito Eduardo Loreiro, eu, a Diretora do IPHAE, Maria Beatriz Kother e a Diretora do Colégio Verzeri em Santo Ângelo, Irmã Nadir Peruzi.



Assinatura do ato de tombamento.


Pessoas que foram prestigiar o evento.


O coral do Colégio Verzeri.


Recebendo das mãos do prefeito lembranças cidade de Santo Ângelo.


Ganhei de presente das irmãs uma estatueta da Santa Tereza Verzeri.



Conheci o Memorial acompanhada pela Irmã Fernanda.


Irmãs e funcionárias do Colégio Verzeri.


Com as alunas do Colégio Verzeri.

sábado, 20 de março de 2010

Colocando as postagens em dia

Em função do roteiro cultural que estou fazendo no interior, com mais um Seminário da LIC, em Ijuí e com a assinatura do ato de tombamento da Capela do Colégio Verzeri, em Santo Ângelo, além de outra viagem no final de semana que passou, estou sem conseguir escrever para o blog com as notícias “fresquinhas”. Então, com calma, irei postando as minhas impressões sobre as viagens e os significativos eventos e projetos culturais que conheci nos municípios onde tenho passado.

São Chico Mais Cultura

Estive presente no I Fórum Municipal de Cultura de São Francisco de Assis, que aconteceu dia 17, no Centro de Cultura e Eventos Franklin de Carvalho. Esse convite me foi feito durante a Rua da Cidadania em Santiago, em dezembro do ano passado – é incrível como nascem coisas importantes cada vez que eu vou à Santiago. Lá, com a equipe da cultura, trabalhando as nossas oficinas e apresentações, fui procurada pelo Herton Couceiro, Assessor de Comunicação da Prefeitura de São Francisco de Assis, que muito educadamente, falou que acompanhava e admirava meu trabalho na cultura e pediu, com muito entusiasmo, a minha presença na iniciativa que o município estava organizando.

No início de 2010, já frente a uma extensa agenda que me esperava durante o verão, pois o RS tem muitas atividades culturais nesse período, e também frente a minha saída da Secretaria em final de março, sabia que muitos convites que viessem eu não conseguiria atender, por mais vontade e comprometimento que tivesse. Então, minha assessora, Isabel Nardes, que cuida muito da minha agenda pelo interior do estado, ligou para o Herton e perguntou se poderíamos mandar outra pessoa do quadro para falar no fórum, ao que ele respondeu que de jeito nenhum; que queriam a minha presença no município, nem que tivessem que trocar a data do evento. Decidi criar um verdadeiro planejamento estratégico para poder atender essa agenda intensa.

A forma que encontrei para cumprir alguns compromissos mais distantes de Porto Alegre, ou que ficaram com tempo curto para chegar, é ir de avião até o aeroporto mais próximo da cidade que me aguarda. Estou fazendo agendas bem produtivas, otimizando o máximo meu tempo e atendendo as comunidades que me solicitam.

Assim, chegando a São Francisco de Assis, via aeroporto de Santa Maria, fiquei impressionada pela recepção que tive, surpreendida por trezentas pessoas no auditório. Uma mega recepção. Colégios e instituições, autoridades, lideranças, mulheres e crianças lotaram o local e fui brindada por uma apresentação de dança da Escola de Educação Especial. Estavam presentes o Prefeito Jorge Ernani da Silva Cruz , o vice-prefeito, Ademar Frescura e a Secretária de Educação e Cultura, Maria Jaci Bittencourt e o vereador e Presidente da Câmara de Vereadores, Horácio Brasil, que fizeram parte da mesa de abertura do encontro. Um fato interessante: o prefeito na sua fala agradeceu a governadora por liberar a sua secretária e que eles seriam eternamente gratos por isso. Quando terminei a minha palestra e me despedi, fui novamente surprendida, agora na saída, com pessoas do lado de fora do auditório, que queriam tirar fotos comigo.

É muito bom quando um município nos recebe de forma tão atenciosa e tão sincera e nos dá oportunidade de formação de vínculo, quando há sintonia de ideias. Nesse caso, posso dizer que São Chico me deu um abraço e eu consegui retribui nas horas em que lá estive. Fui para participar do I Fórum Municipal de Cultura, mas para mim a ida até lá representou muito mais.

Apresentação Artística da Escola de Educação Esécial do Município de São Francisco de Assis.

A Secretária de Educação e Cultura de São Francisco de Assis, Maria Jaci Vilanova Bittencourt e o organizador do evento, Herton Couceiro, me entregando uma cesta.

Com as pessoas do público que estavam assistindo a minha palestra e que ao final pediram para tirar fotos comigo.

Sandra Isabel de Lima Nunes, do Instituto de Educação Salgado Filho, me entregando um livro de sua autoria.

Com os alunos do Centro de Referência de Assistência Social de São Francisco de Assis.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Toque de Acordar

Tenho madrugado para conseguir dar conta da minha agenda de viagens pelo interior do Estado. Nessas últimas semanas estive em várias cidades acompanhando e fazendo a abertura dos Seminários de Capacitação da LIC. Para cumprir esse compromisso em Passo Fundo, às 5h da manhã, eu já estava na estrada. Não tinha como ir um dia antes, como é o ideal e, sempre, na medida do possível fazemos na Secretaria da Cultura. Mas, em função da minha intensa agenda na capital, não sobrou alternativa, se não essa de madrugar. Minha nossa, quanto caminhão na estrada! Nunca vi tanto movimento assim, mas chegamos. O evento da LIC reuniu 150 participantes, público recorde nas edições realizadas em 2010 pelo interior. Além disso, mobilizou 17 municípios próximos, o que confirma seu sucesso e seu reconhecimento. Conseguimos despertar artistas, produtores e dirigentes culturais para acompanharem o seminário, que tem como objetivo qualificar e agilizar a tramitação dos projetos culturais que buscam recursos através do Sistema de Financiamento Cultural do Rio Grande do Sul. Todos que desejam utilizar o Sistema LIC e procuram o seminário são levados a conhecer a proposta, que é aperfeiçoar, desde a formatação dos projetos até a prestação de contas.

Quando falei, olhei a platéia que lotava o auditório e estava atenta as minhas palavras e mais uma vez senti uma enorme satisfação por fazer essa caravana cultural pelo interior do Estado. O Coordenador da LIC, Fábio Rosenfeld, e o assessor técnico, Rafael Balle são um orgulho para mim. Que jovens competentes e compromissados com a coisa pública. Eles se doam, são disponíveis e bem humorados. Eu costumo brincar com os dois que eles são que nem Bombril, pois fazem mil e uma coisas ao mesmo tempo e sempre de bem com a vida.

Depois do evento, tive uma audiência com o Reitor da Universidade de Passo Fundo, Rui Getúlio Soares, onde falamos sobre educação e cultura. O reitor é um homem de visão panorâmica, pois investe na qualidade do ensino em uma estrutura de primeiro mundo para os estudantes. Ganhei várias lembranças do reitor e uma em especial me chamou a atenção: uma cuia muito linda com o nome da universidade. O Secretário de Desporto e Cultura, César Augusto Azevedo dos Santos, foi o meu cicerone. Ele também é professor de rádio na Faculdade de Jornalismo. Gostei de conversar com ele, pois temos em comum o amor por esse segmento de comunicação.

Saí dali e fui para a prefeitura, onde o prefeito, Airton Lagaro Dipp, me aguardava. Tomamos um café e colocamos os assuntos em dia, o que, claro, girou em torno das eleições de outubro. Voltei a tarde mesmo para Porto Alegre, porque, como é de costume, tinha muito trabalho na Secretaria.

Com o Secretário de Cultura do município, Cézar Augusto dos Santos, e o prefeito de Passo Fundo, Airton Lângaro Dipp

Reitor da Universidade de Passo Fundo, Rui Getúlio Soares

Momento em que o Reitor me presenteou com uma cuia muito bonita.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Noite especial na casa da comunicação gaúcha

A vida nos prepara curiosos e surpreendentes momentos que fazem a caminhada, que às vezes não é nada fácil, valer a pena. E foi o que aconteceu comigo na noite dessa última terça-feira. Algo que eu não esperava. Fui na solenidade de lançamento da campanha institucional do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. O evento foi grandioso em todos os aspectos. Começando pela organização, decoração, cobertura da mídia escrita e falada, número expressivo de pessoas importantes do jornalismo gaúcho, empresários, políticos, colaboradores e amigos queridos. Três pessoas fizeram pronunciamentos: o diretor do Museu de Comunicação, Claro Gilberto, o presidente da Associação dos Amigos do Museu, Fernando Ernesto Corrêa e eu. As horas que passei ali, penso que mexeram com o meu emocional de uma maneira que jamais pensei que fosse me acontecer um dia. Eu que tinha elaborado uma fala contando que era ligada aquela instituição pela minha formação de jornalista; que tinha um interesse natural e afetivo por aquela área e que admirava seus técnicos; que ficava feliz por ver novos florescimentos da semente plantada pelo saudoso diretor Lauro Schirmer; que no meu período de secretária eu sempre pude contar com o museu em agendas positivas, maravilhosas exposições, total comprometimento com sua história e sua conservação; tantas parcerias produtivas, projetos financiados, projetos aprovados, a obra pelo programa Monumenta; o fortalecimento da Associação dos Amigos, que nos brindava com o lançamento da campanha em favor da memória, do papel e do futuro desta instituição; diria também da importância dos museus, que guardam o tempo, mas que não podem se perder no tempo, pois é preciso sempre aprimorá-los para o atendimento da população, que são patrimônio de todos, etc, eu que estava pronta para falar tudo isso, não consegui.

O Fernando Ernesto Corrêa derrubou o meu discurso com um pronunciamento de reconhecimento ao meu trabalho. Falou que, até me conhecer como gestora, atuando no Governo do Estado, não acreditava no Executivo, que achava tudo complicado. Mas, frente a minha aprovação e empenho pela campanha da Associação de Amigos que ele preside, frente ao modelo de gestão que eu imprimi na Secretaria, com seriedade, competência e comprometimento com a coisa pública, pela atuação, relação e cuidado que eu tive com o Museu Hipólito, tudo isso o levou a crer que eu fui a pessoa certa no cargo certo, mesmo não sendo pessoa da cultura, e citou o exemplo de José Serra que foi secretário de Saúde, sem ser desta área, e Fernando Henrique Cardoso, sociólogo que foi Ministro da Fazenda. Lastimou que eu estivesse saindo da secretaria e me emocionou com seu discurso tão enfático e caloroso.

Eu tenho plena consciência de que sou secretária de uma pasta com diversos segmentos, onde alguns se acostumaram a reinar, onde tive que mexer com vícios e desacomodar pessoas que mostraram resistência. Em resposta a isso, orquestraram movimentos e atacaram por trás de um computador ou através de artigos encomendados. Eu sou uma pessoa democrática, aceito criticas desde que tenham fundamentos e não sejam vazias, com o objetivo único de atacar. Na minha família sou conhecida pelo enorme grau de tolerância, sempre vejo o lado positivo das pessoas, procuro aquilo que elas tem de bom e deleto o lado ruim, se encontrar, mas quando desisto de alguém é para sempre, não tem volta. Sou educada, cuidadosa e respeitosa com todos, mesmo com aqueles que se lançam na agressão. Agora, se tem algo que me incomoda é subestimarem a minha inteligência e a minha percepção. E nesse meu processo de gestora pública deu tempo para ver coisas que dariam um livro.

Voltando à solenidade do Museu, com muita emoção consegui retribuir um pouco as palavras que ouvi do Fernando Ernesto Corrêa, dizendo a todos que aprendi com meu pai a seguir sempre minhas convicções, que estava confiante das conquistas que obtivemos na Lei de Incentivo à Cultura, que saiu de um colapso na minha gestão, e, que, com muito orgulho dessa experiência, meu sentimento é de que não estive só de passagem na Secretaria e, sim, deixei lá a minha marca pessoal, mesmo não sendo de nenhum segmento cultural, e também não privilegiando nenhum.


segunda-feira, 15 de março de 2010

Não há crise na cultura gaúcha

Prezado Leitor,

Para quem não acompanhou no Caderno de Cultura, de Zero Hora, dia 13 de março, disponibilizo aqui no blog, na íntegra, o artigo "Não há crise na cultura gaúcha", que escrevi em decorrência de algumas manifestações contrárias geradas pela publicação de extensa matéria que criticou a política cultural da Sedac, publicada no mesmo Caderno de Cultura, em 06 de março.

domingo, 14 de março de 2010

Duda, um Amor de Nora!

Eu sempre falo que sou uma pessoa iluminada por Deus porque tenho saúde e uma família maravilhosa. Meus três filhos são criaturas que me enchem de orgulho pela sua maneira amorosa, respeitosa, comprometida e solidária de ser. Tenho uma nora e um genro que são do mesmo estilo e quem é mãe, como eu, sabe que isso é o nosso passaporte para a felicidade: quando nossos maiores tesouros estão bem acompanhados. Sei que meus dois filhos mais velhos já estão muito bem encaminhados profissionalmente e emocionalmente, e só preciso estar ao lado deles para vibrar por suas vitórias, dar a mão se for preciso e acompanhar o desenvolvimento de suas famílias. E isso provoca uma sensação de plena realização. É como uma missão cumprida, e super bem cumprida. O curioso é que os tempos mudam, mas os sentimentos são os mesmos e cá estou eu sentindo o que a minha mãe e avó um dia sentiram, só não contaram num blog, como estou fazendo. Até aí tudo bem e penso que vocês me entenderam. Só que faltou um filho nesse raciocínio de “acompanhados”: o menor, que ainda mora comigo porque é solteiro, ou melhor, era, porque está namorando firme a Duda. O Felipe tem muita diferença de idade dos irmãos, fato esse que o leva sempre a reclamar que tem dois pais e duas mães, porque a Juliana, que é a mais velha, sempre cuidou dele e o Marcelo o levava em todos os lugares. Agora, a Duda entrou em nossas vidas e conquistou a todos com o seu jeito alegre, simples, espontâneo e afetivo. Estamos completamente encantados pelo mais novo membro da família. Mas parem aí que nem tudo são flores... aconteceu um fato que mexeu com os nossos corações: ela foi morar em Londres e vai ficar longe meio ano! A viagem estava marcada quando eles começaram a namorar, eles já sabiam que o dia ia chegar. Então tivemos a despedida da Duda, que foi muito sentida por ela e também por nós. Combinamos e-mails e telefonemas para matar as saudades. E o mais incrível é que ela saiu com essa: “Tia, eu vou saber de tudo que acontece por aqui através do teu blog, que vou abrir todo dia”. Que máximo, o meu blog agora será internacional! E eu quero aqui, em público, dizer que adoro essa menina. Vou postar fotos dela em Londres e os e-mails que receber.

Meu filho Felipe e a namorada Duda.

Eu e a Duda.

Hora de colocar as malas no carro.

Meu pai, Cel. Pedro Américo Leal e Duda.

Meu pai, eu, a Duda e minha mãe Carmem.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Roteiro de Viagem 3

Carnaval de Uruguaiana

Eu tinha prometido que nesse ano de 2010 iria a Uruguaiana para assistir um dos maiores carnavais fora de época do país. E fui. Valeu a pena, porque tive a oportunidade de ver uma festa lindíssima. No sábado à noite, dia 6 de março, desfilaram oitos escolas de samba do grupo especial. As arquibancadas e camarotes estavam lotados. A Avenida Presidente Vargas foi palco deste espetáculo. Vinte mil pessoas por noite estiveram presentes e participaram alegremente desse evento. Os barracões, até o momento da abertura do desfile, estavam em ritmo de intenso trabalho. Eu fiquei encantada com o envolvimento das pessoas, de todas as idades, do empresário ao voluntário, todos engajados na maior festa popular de Uruguaiana.

O clima de carnaval era visto em cada esquina. As pessoas vestiam camisetas das agremiações. As ruas estavam enfeitadas, os turistas ocuparam os hotéis quase que por completo. Dava para sentir a vibração em tudo e em todos naquele dia em que estive lá. Os desfiles foram criativos, as fantasias luxuosas, e sentia-se a participação do coração dos uruguaianenses. Em um carrinho móvel, tive a oportunidade de percorrer a avenida, que é uma das maiores do Brasil para este tipo de evento.

Agora quero falar do prefeito Sanchotene Felice, que é uma pessoa que eu conheço bem e gosto muito. Ele é amigo do meu pai de longa data, e acho, inclusive, eles muito parecidos na maneira de atuar na política. Explico: são homens públicos convictos, decididos e que não estão nem aí para agradar os outros. Fazem a boa política, que é trabalhar para atender as necessidades do povo gaúcho. Brigam por causas que engrandecem o Rio Grande do Sul. Eu sou uma admiradora da administração de Sanchotene Felice, que faz uma grande gestão na prefeitura. Andei pela cidade e encontrei uma Uruguaiana iluminada, segura, limpa, e em pleno desenvolvimento econômico e cultural. O prefeito ficou muito feliz que eu cumpri a promessa que tinha feito de ir a sua cidade prestigiar o carnaval fora de época.

Com o prefeito Sanchotene Felice.

A bela Rainha do Carnaval do Rio Grande do Sul, Lidiane Amarante Lucas, que é natural da cidade de Santo Ângelo

Com a amiga Nadine Dubal, ex Garota Verão.

A fotógrafa Ivete de Carvalho registrou o momento em que eu apreciava o belo espetáculo que é o Carnaval de Uruguaiana.

No camarote com as amigas Cristina Del Lito e Loiva Brito.

Encontrei uma querida amiga de Santana do Livramento, Ana Gisela Mirailh.

Mais amigas: Paula Sanchotene Gonçalves, Cristina Del Lito, assessora de Gabinete do Prefeito, e Loiva Brito.