Projetos

domingo, 29 de novembro de 2009

Diário de bordo I – POA/ Pelotas

Saída de Porto Alegre, sexta-feira, 27 de novembro - Ufa!!! Nem acredito estou dentro do avião da NHT!!! Pensei que não ia chegar a tempo de embarcar. É que o vôo sai às 15h para Pelotas, e eu cheguei dentro do avião às 15h01min. Peguei um trânsito danado da minha casa ao aeroporto, daí o atraso. Pode isso a essa hora do dia? Ah, esqueci que o engarrafamento em Porto Alegre já não tem mais dia nem hora e, acontece sempre, e por uma razão muito simples: está faltando uma reengenharia de trânsito, porque o número de veículos triplicou. Bem, mas cheguei sã e salva a ponto de pegar o avião.
Falo salva, porque no balcão da NHT, a funcionária muito educada, vendo a minha apreensão com o apertado da hora, agilizou tudo de forma rápida, mas o legal mesmo foi quando ela disse: ”A senhora sabe correr, não??!!!!” Foi aí que fiquei entre a cruz e a espada, porque lembrei do meu médico traumatologista, Dr. Carlos Schwartzmann, que está tratando do meu joelho, que há uns 20 dias sofreu uma pequena lesão, e, no final da última consulta, me disse: “estás proibida de correr e subir escadas nos próximos dias.” Naquele momento, no aeroporto, eu descumpri o primeiro item da orientação do médico, porque o segundo eu já havia descumprido..... Foi então que pensei com meus botões, ou o avião, ou o joelho, e decidi correr para cumprir minha agenda de governo, depois cuido do joelho!!!! O raio de tudo isso, é que na próxima avaliação médica, o Dr. Carlos vai perguntar, e eu, com esse cacoete da minha criação militar de falar a verdade e cumprir a missão, vou ter que me entregar.
Cheguei em Pelotas. O funcionário do Gabinete do vice-prefeito estava me aguardando para me levar ao hotel.

Pelotas - Visita aos Cursos de Museologia e Restauração da UFPEL





O hotel que eu fiquei é o Tourist, que fica na entrada de Pelotas, num local lindo que parece uma reserva ambiental com uma bela vista da cidade. Um detalhe: em cima da cama tinham muitos presentes e mimos, flores e doces, como é de costume do povo do interior sempre acolhedor e afetivo.
Em seguida, a Simone Monteiro, Coordenadora do Sistema Estadual de Museus, veio me buscar com o Seu Schmitz e o Arthur para cumprirmos o primeiro compromisso na cidade, que foi a visita ao prédio histórico da UFPEL, datado do século XIX, que abriga os bacharelados de Museologia e Restauração. O casarão é uma relíquia e tem completa sintonia com os cursos da área de memória. Visitei o prédio em companhia de Nóris Leal que já foi diretora do Museu Militar do Comando Militar do Sul, com quem já fizemos grandes parceiras e que agora a revi como professora do Curso de Museologia.
Logo na chegada, fui recebida por um grupo de alunos que montou a exposição com a temática: “Enchente, um Sinal de Alerta”. Confesso que fiquei impressionada com a exposição por se tratar de um assunto importante, visto que nos afeta, à medida em que a degradação ao meio ambiente, ao longo dos anos, promove danos às comunidades, e, pela original, direta, espontânea e forma simples, e de custo baixo, com que apresentaram a realidade e promoveram a reflexão.
Essa chamada Museologia Social, que valoriza o homem como patrimônio fundamental na preservação da memória e que desperta para a cidadania, tem tudo a ver com o que venho desenvolvendo na Secretaria de Estado da Cultura, que tem por meta o acesso e a inclusão pela cultura. Gostei tanto que convidei os alunos para levarem a exposição para Porto Alegre.
Penso que esta é uma forma de oportunizar que outros públicos, principalmente nossas crianças, possam conhecer essa exposição e, dessa forma, divulgaremos o trabalho realizado pela UFPEL, que criou o terceiro curso de Museologia no Brasil.
O Reitor Cezar Borges merece nota dez por essa sua iniciativa de excelência na cultura.
Evento da noite - 45º Prêmio Indústrial do Ano 2009



O prêmio aconteceu no Hotel Tourist, o que foi muito bom, pois era onde Simone e eu estávamos hospedadas; então, não dependeríamos de carro, e pude dispensar o Artur e Seu Schimtz para descansarem, pois, no outro dia, teríamos uma longa e difícil empreitada pelas estradas do nosso Estado em função das fortes chuvas dos últimos dias.
Esse evento festivo contou com inúmeras personalidades da sociedade pelotense. Nossa mesa foi composta pelo vice-prefeito Fabrício Chless Tavares, Elmar Hadler, da Associação Rural, o empresário proprietário da Farmárcia Natura e fundador do Museu da Farmácia, João Gilberto Moura, com sua esposa Claudia, o deputado federal Cláudio Diaz, Simone e eu.
Três foram os homenageados: João Gilberto Perez de Moura da Farmácia Natura e Museu da Farmácia, Jorge Almeida da Silva da Panificadora Pane Mio e Walter da Silva da Conkretus Constutora.
Eu fiz a entrega para Gilberto Moura pelo seu trabalho importante no Museu da Farmácia. A noite contou com momentos diferenciados, entre eles, a apresentação do maestro da Orquestra Filarmônica de Pelotas, que deu um verdadeiro show internacional com canções em inglês, italiano e português.
As palmas e o entusiasmo da platéia foram a declaração do sucesso desse artista. Eu fiquei maravilhada com a voz e o desempenho do cantor que, pelo seu estilo, me lembrou Sinatra. Em seguida, fui saber do trabalho desse maestro, que comanda uma orquestra de voluntários e conta com o apoio de um empresário com visão à frente dos nossos tempos, entendendo a cultura como fator de desenvolvimento social, Franco Pallamolla. Tive a grata satisfação de encontrar nesse evento uma amiga muito querida que fiz numa dessas andanças por Pelotas, a Jaqueline Halal, proprietária do Hotel Jacques Georges, que, por sinal, aproveito a oportunidade para dizer que é um hotel recém-inaugurado, que tem uma infra-estrutura completa. Nesse evento, tive como cicerone o Elmar Hadler, que é um verdadeiro “gentleman”.

Diário de Bordo II – Pedras Altas




28 de novembro de 2009, sábado - Tombamento Castelo Pedras Altas - Depois de uma noite de chuva intensa, pegamos a estrada de Pelotas para Pedras Altas. Seu Schimtz, com seu bom humor habitual, ligado no volante e o co-piloto Arthur, sempre atento.
Para chegar a Pedras Altas, entramos na RS 608, de Pinheiro Machado a Pedras Altas. Minha nossa, a impressão que tive é que estava num “rally” daqueles que a gente assiste nos programas de esportes radicais. A escolha era simples: buracos, crateras ou as sangas acumuladas na beira da estrada. Só para vocês terem uma ideia, o carro foi numa velocidade máxima de 30 km/h. Conforme o co-piloto Arthur, essa velocidade pode ser comparada a de um atleta velocista. Arrisco-me a dizer que chegar em Pedras Altas, atualmente, é mais difícil no que no tempo do Assis Brasil, 1908, porque naquela época havia a ferrovia.
Enfim, chegamos, nauseados, com dor-de-cabeça e tontos, precisando parar alguns minutos antes do evento para seguirmos adiante a cumprir a agenda, que era a abertura da III Exposição Agropecuária de Pedras Altas, onde fui representando a Governadora - portanto, tinha que chegar inteira, a altura da maior autoridade do Estado.
Feito isso, lá estava eu, no alpendre de uma das casas mais antigas da sede do Sindicato Rural de Pedras Altas, para abertura do evento. Fui recebida pelo presidente do Sindicato José Antonio Paiva e pelo Vice-Presidente da Farsul, Gedeão Silveira Pereira. Estavam lá o Prefeito Municipal, vice-prefeito e demais autoridades.
Na minha fala, ressaltei a importância da região pela excelência na área da pecuária com sua tradição e pioneirismo na criação de gado com extrema qualidade, e não pude deixar de registrar a necessidade urgente da pavimentação da RS 608 e me comprometi de falar com a governadora assim que fosse possível, o que fiz no próprio local, e tenho aqui que contar, já que, para poder falar, vivi uma aventura de Rapunzel, pois tive de subir no alto de uma torre para conseguir sinal no celular. Relato o diálogo que tive com a governadora: a Capitã Leila atendeu o celular dela, e eu disse: "Capitã, preciso falar com a governadora, é possível?" Ela pergunta se posso esperar, e respondo: "Não posso, pois estou num local muito alto e tenho pavor de altura". Imediatamente, vem a governadora e pergunta: "Onde você está Mônica?" E, relatando a aventura, peço prioridade para aquela comunidade em relação à estrada, e ela, rápida como sempre no gatilho, me diz: “Posso bem imaginar o que as chuvas fizeram com a estrada e o que a comunidade está sofrendo, contate com Vicente do DAER”. Essa é a minha Governadora!!!! Em seguida contatei o Vicente que, gentilmente, se dispôs a priorizar, na segunda-feira mesmo, essa determinação da Governadora.
Logo após o almoço, seguimos para a missão cultural, o tombamento dos bens documentais móveis e naturais da Granja de Pedras Altas. Chegamos no Castelo e fomos recebidos por representantes da família Assis Brasil, que estavam acompanhados por uma comitiva de lideranças locais. Quero aqui registrar meu testemunho: o Castelo é algo indescritível, tamanha a sua beleza e importância histórica para a região como instrumento de desenvolvimento cultural e turístico e, além disso, ele é um testemunho de uma história de amor entre Assis Brasil e Lydia, pois o Castelo foi construído para que Lydia, que vivia na Europa, não estranhasse tanto a mudança.
No momento da assinatura do tombamento, a neta de Assis Brasil, que também se chama Lydia, e que cuida do Castelo como uma missão de vida, ficou muito emocionada, porque finalmente está vendo o desejo da preservação desse legado, sendo realizado, e eu fiquei feliz por presenciar e propiciar este momento histórico. Essa ação da Secretaria de Estado da Cultura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado se insere na nossa responsabilidade de preservar os vestígios da memória gaúcha.
Na partida, tiramos uma foto de despedida em frente ao Castelo e fomos para a estrada escoltados por uma viatura da Brigada Militar, que nos mostrou o retorno mais seguro pelo caminho até Herval.


Diário de Bordo 3 – Rio Grande



Noite de 28 de novembro - Destaque zona sul - O trabalho que a Secretaria de Estado da Cultura vem desenvolvendo na região sul do Estado oportunizou-me conhecer o jornalista Flavio Mansur, do jornal Diário Popular, que realiza tradicionalmente uma festa dos destaques da zona sul. Nesse evento, são destacadas personalidades que realizaram ações importantes em diversas áreas. Recebi o troféu destaque cultural da mão do Diretor de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande, Luis Henrique Drenoviczda, parceiro no desenvolvimento de importantes projetos e dono de um vasto conhecimento.

sábado, 28 de novembro de 2009

compartilho com vocês este elogio ao trabalho do "time da LIC"

Parabéns!


Parabéns, Secretária de Estado da Cultura, Mônica Leal, pelo excelente trabalho com vistas à modernização de nossa Lei de Incentivo, a boa prática da aplicação dos recursos públicos, e a desburocratização na inscrição de projetos. Parabéns SEDAC por primar por projetos bem montados, que proponham novidade, estejam voltados às políticas públicas, promovam a democratização do acesso e estimulem a Economia da Cultura. Parabéns pelo time de alto nível, em especial o Fábio André Rosenfeld e o Rafael Balle que preparam com excelência artistas, gestores, empreendedores, administradores, técnicos e produtores culturais para elaborar e desenvolver as etapas necessárias ao domínio do negócio cultural. Parabéns, parabéns e parabéns.

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dudagomes@dudagomes.com.br

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

LIC encanta Encantado

Abrimos mais um seminário da LIC, desta vez no município de Encantado. É o segundo evento que realizamos no interior desde que constatamos que 99% dos projetos que solicitam recursos através do Sistema de Financiamento Cultural do Estado apresentam problemas de formatação. Ao chegarmos ao Centro Administrativo do município, fomos surpreendidos pelo Coral Infantil Mundo Encantado, e recebidos pelo prefeito Paulo Costi(um amigo querido de longa data que apoiou minha campanha quando fui candidata ao Senado e que até hoje me chama de minha Senadora) e seu vice José Calvi, que nos acolheram afetuosamente mostrando como todos ficam satisfeitos com a presença da nossa “Secretaria da Cultura itinerante”. No decorrer do dia, estive com representantes da Brigada Militar que me procuraram com uma demanda por saber da afinidade que tenho com este segmento. Cada vez mais, temos a certeza da importância deste Seminário de Capacitação da LIC para auxiliar na qualificação e na agilização dos projetos culturais gaúchos. O encontro em Encantado foi muito gratificante. As pessoas acompanharam atentamente as explanações sobre como deve ser a tramitação de projetos na LIC e interessados das cidades vizinhas se deslocaram para acompanhar o evento. Isso é um ganho para a cultura do nosso Estado.
















Mais fotos da bonita homenagem que Pedro Américo Leal recebeu da Polícia Civil

Pessoal, querido, que acompanha o meu blog, devido ao grande número de acessos, ligações e e-mails comentando a minha última postagem, na qual falei das homenagens que eu e meu pai recebemos, seguem mais fotos do evento que integrou as comemorações do 14º aniversário do Denarc.






quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Duas homenagens no mesmo dia

Eu e meu pai Cel. Pedro Américo Leal

Eu recebendo a medalha do Comandante Cel. Trindade

O Secretário de Segurança, Édson Goularte, eu e Comandante Cel. Trindade


Foi a primeira vez que eu e meu pai fomos homenageados no mesmo dia por instituições da Segurança Pública do Estado. Eu, pela Brigada Militar e ele, pela Polícia Civil.
Em solenidade no quartel do Comando-geral da Brigada Militar, tive a honra de receber a Medalha de Serviços Distintos, em momento também alusivo ao aniversário de cento e setenta e dois anos da Brigada.
Fiquei muito feliz em receber esta nobre distinção, conferida à personalidades civis e militares pelos serviços prestados à Brigada Militar e que tenham atuado de forma marcante e destacada para o prestígio, a imagem e o conceito da corporação junto à sociedade de modo a se tornarem merecedoras do reconhecimento público.
O meu vínculo com a Brigada Militar é muito forte e vem naturalmente da minha história de vida, que nasci e cresci acompanhando a carreira militar do meu pai, Pedro Américo Leal. Uma das certezas que tenho é esta: sei que estarei sempre próxima e ligada à família verde oliva gaúcha e, a todo e qualquer destino que a caminhada política me levar e, também na minha atuação como cidadã, eu vou prezar, exaltar e divulgar o trabalho comprometido e fundamental que exerce a nossa Brigada Militar.
À noite, foi a vez do meu pai, que recebeu o reconhecimento pelos 52 anos dedicados a Polícia Civil com o Troféu Parceiro do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) 2009, em solenidade na Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul. A premiação integrou as comemorações do 14º aniversário do Denarc. Neste evento, fiz questão de acompanhá-lo porque sei o quanto ele gosta da minha presença nesses momentos. Foi muito bonito de ver a alegria, o respeito e o carinho a ele, que foi mestre de tantos policiais que cursaram a Academia de Polícia, bem como, a satisfação do meu pai ao voltar àquela Casa pela qual dedicou grande parte de sua vida.
A governadora Yeda Crusius, desembargadores e comunicadores também foram homenageados. Nós ficamos sentados à mesma mesa dela, acompanhados também do Secretário de Segurança, General Édson Goularte, o Chefe de Polícia, Delegado João Paulo Martins e o Delegado Wilson Muller, que preside a Associação dos Delegados de Polícia do RS. O músico Dorotéo Fagundes proporcionou um belo momento na cerimônia cantando uma música regionalista que, gentilmente, ofereceu para governadora e para mim.
O grande idealizador deste troféu foi o delegado João Bancolini que está fazendo um trabalho excepcional à frente do Denarc. Ele se destaca por estar realizando uma verdadeira cruzada contra o narcotráfico do RS. E sobre ele eu tenho uma história muito interessante para contar. Ele era recém chegado na Polícia e, certa vez, se encontrava em uma cama de hospital quando meu pai foi visitá-lo como Chefe de Polícia e perguntou para ele: “Como tu estás Bancolini?”; e ele respondeu: “Acho que morrendo, chefe”. E meu pai: “Deixa disso, não te entrega, levanta da cama que a Polícia precisa de ti”. O Bancolini conta que incorporou aquilo como uma ordem que serviu de verdadeiro ânimo e que ele nunca esqueceu.
Na saída do evento, meu pai e eu éramos esperados pelos agentes do Denarc para que tirássemos fotos, pois eles queriam guardar de lembrança aquele momento que reuniu pai e filha defensores da segurança pública do Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CASO MULTIPALCO

Minha primeira visita oficial, na condição de Secretária de Estado da Cultura , foi ao então Presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sandro Pires. Naquele momento fui informada que dentre os projetos apurados como irregulares, em inspeção do ano anterior, encontrava-se o do Multipalco. Preocupei-me por demais, já que o Theatro São Pedro é uma Instituição Cultural subordinada à minha Pasta. Estudei o relatório do TCE , me aprofundando nas irregularidades do Projeto do Multipalco no Sistema LIC e concluí que deveria imediatamente submeter à apreciação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a fim de receber uma orientação para o encaminhamento de assunto de tamanha gravidade. A posição jurídica da PGE foi no sentido de que a Secretaria da Cultura não mais aprovasse nenhum projeto relativo à obra de construção MULTIPALCO e tampouco liberasse recursos decorrentes de compensação fiscal. A decisão da Douta PGE veio a ratificar minha maneira de ver o mundo e as coisas que nele acontecem: a legalidade é o meu rumo, mesmo sabendo da importância da conclusão da obra do MULTIPALCO.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lar Santo Antonio dos Excepcionais

Repassando a doação para o Lar
Sala de Fisioterapia

Despensa de mantimentos


Voluntárias na costura e conserto de roupas.


Lavanderia



Dormitório

Presidente do Lar, eu e o funcionário Mario


Bottom comemorativo dos 30 anos da entidade.



A vida é mesmo uma constante surpresa, e, para mim, a maior delas fica por conta das conquistas daquelas pessoas que diariamente lutam para superar as suas limitações, e, também, das que, num gesto de solidariedade, dedicam o seu tempo a proporcionar-lhes melhor qualidade de vida.Hoje eu fiz uma visita que me marcou profundamente. Estive no Lar Santo Antonio dos Excepcionais, que abriga portadores de lesão cerebral grave, para repassar mais de R$ 5 mil reais em recursos arrecadados na 3ª edição do Crioulaço da Solidariedade. Esse projeto conta com o apoio institucional da Secretaria de Estado da Cultura, patrocínio da CEEE, parceria da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulo – ABCCC e foi realizado na Cabanha Caresia, no município de Viamão. Eu conheci todas as dependências da instituição, passando pelo administrativo, rouparia, cozinha, lavanderia, dispensa de mantimentos, fisioterapia, enfermaria e recreação, tudo extremamente organizado, funcional e muito bonito. Confesso que fiquei impressionada com o comando do presidente, Edison Pontes Magalhães, que lidera os seus funcionários com ideais e disciplina.Conversei demoradamente com o presidente sobre a situação financeira do Lar. Foi aí que fiquei sabendo que é muito importante a iniciativa da Governadora Yeda Crusius ao possibilitar dietas e medicamentos da farmácia do Estado para os abrigados. Isso, conforme o presidente, gera uma economia de aproximadamente R$ 17 mil reais por mês. O trabalho deste pessoal é tão intenso que, para se ter uma idéia, diariamente lavam-se 400 quilos de roupas e centenas de mamadeiras. A maioria das pessoas atendidas pela entidade, 96%, foram abandonados por suas famílias. Depois dessa visita a vontade é sair falando para os amigos conhecerem o Lar e, pelo menos uma vez, fazer uma visita, uma doação, ou, ao menos, dar atenção e valor à nobre missão desta instituição tão importante para Porto Alegre e para o Rio Grande do Sul.

domingo, 22 de novembro de 2009

Domingo para investir em mim

A vida é mesmo engraçada, se levarmos em conta o que desejamos dela, é claro. O que para alguns pode ser um investimento, pode não ser exatamente o mesmo para os outros: um domingo ideal, para mim, é passar em casa de abrigo e tênis, sem nenhum compromisso mesmo que familiar. Isso é um verdadeiro delírio!

Só de lembrar que não preciso conciliar as múltiplas tarefas da semana, porque não tenho agenda para cumprir, e, ainda por cima, ter horas inteiras só para fazer o que desejo, o prazer aumenta.
É muito bom não ter que escolher roupa às pressas, muitas vezes, de sapatos nas mãos, para calçá-los caminhando pela casa. Ou, ainda, passar batom olhando no espelhinho do carro.
Sem falar que o relógio não existe nesse dia e as suas batidas não me afligem, porque tudo corre por conta da natureza.
E as vontades são as mais variadas: mexer no jardim, comer negrinhos, ouvir música, ler um bom livro, assistir a um filme recomendado. Neste domingo, assisti a um filme lindo, Lady Chatterley, de Pascale Ferran, e escutei um CD que gosto muito: "Elas cantam Roberto Carlos".
É, algumas coisas na vida são realmente inadiáveis. E só fazem bem, mesmo que em pequenas doses, pelo seu efeito direto e imediato e restaurador. Ter um domingo como este é um investimento que precisa só do meu tempo. Eu o curti, egoisticamente, e, agora, que ele está passando, quero recordá-lo para me obrigar a repetí-lo.

sábado, 21 de novembro de 2009

Nos saímos bem


Jussara Bilheri "do Alegrete"

assédio da imprensa local


AABB de Faxinal do Soturno


Prefeito de Faxinal (ao meu lado)

Logo na saída do hotel, em Santa Maria, fui surpreendida por uma simpática senhora do Alegrete (Sra. Jussara Bilheri, conforme foto), que contou ter votado em mim para o senado federal e, que, desde então, era minha fiel eleitora. Tiramos uma foto e eu agradeci sua carinhosa manifestação, e, aliás, confesso a vocês que são estas coisas que fazem a minha caminhada política valer a pena.
Fomos para Faxinal do Soturno, município da Quarta Colônia Italiana, a 60 km de Santa Maria, numa estrada esburacada, estreita, mal sinalizada, escura e perigosa, com movimento intenso de veículos. O evento que nos esperava era um jantar em torno da 20ª Semana do Município e da Fundação Ângelo Bozzetto, no qual eu faria a abertura falando sobre interiorização da cultura e assessoria aos municípios. Um contratempo na viagem: passamos 12 km do local onde deveríamos ter entrado em virtude da falta de placas indicativas. Contudo, apesar dessas pequenas confusões que implicaram em um atraso considerável, ainda chegamos na hora, graças ao dilúvio que ocorreu na região, que fez com que a cerimônia, que seria a céu aberto, fosse transferida para dentro da sede. (conforme foto).

O Parque Municipal de Exposições estava completamente lotado de carros. Eu, logo me assustei com a quantidade de pessoas, pois, sinceramente, não esperava um mega evento. O Rafael, por sua vez, comentou que a quantidade de veículos se justificava por haver um ginásio ao lado, onde ocorria um jogo de futebol. Bom, descemos do carro e fomos tranquilamente caminhando para o local, e, eis que, ao entrarmos, nos deparamos com uma verdadeira multidão de convidados. Detalhe, a imprensa local aguardava a nossa chegada em bloco (conforme foto), como se estivesse chegando uma primeira ministra. Passado o primeiro impacto, me dei conta que estava vestindo botas de salto baixo por ter trabalhado o dia inteiro em Santa Maria, então, olhei para o Seu Schmitz, que rapidamente entendeu o recado e buscou no batmóvel, um par de sapatos de salto alto. Em questão de segundos escapei para um lado e fiz a troca do esportivo para o social. Se tem uma coisa que aprendi quando fiz a minha campanha para o senado, viajando pelo RS, foi ter sempre um kit de acessórios para qualquer emergência, porque, de uma carreata, em cima de caminhão, eu partia para um jantar com empresários sendo impossível a troca de roupas, então, a alternativa era mesmo apelar para os acessórios e dar um diferencial no visual.
A mesa das autoridades foi composta por três pessoas, o prefeito Clóvis Montagner, Mariza Bozzetto, diretora-presidente da Fundação, e eu. As falas foram curtas, e o ponto engraçado é que o dirigente da Nova Palma Energia, quando falou dos projetos da empresa e prestou uma homenagem à Mariza, também virou-se para a platéia e contou que eu era uma "secretária pop", em função da minha aproximação com o povo. Foi impressionante o número de lideranças políticas que estavam presentes e adorei ter estado lá, pois encontrei com pessoas que admiro e gosto demais.

Com este evento de ontem de noite, cheguei a conclusão que necessito de um gerente de logística para as minhas andanças pelo estado, porque fomos de Santa Maria à Faxinal do Soturno, que é em direção à Porto Alegre, e voltamos para dormir no local de partida, sendo que poderíamos ter dormido em Santa Cruz, já a caminho de casa, ou mesmo no município de Faxinal.

Mas o que importa é que estou voltando para casa, finalmente, cansada, mas feliz pelo sucesso da nossa empreitada de levar cultura a todos os rincões do Rio Grande. Cumprimos a missão, e muito bem cumprida!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Gabinete da Cultura Itinerante

audiência lotada no seminário da LIC em Santa Maria


tribuna da Câmara Municipal de SM

Fábio em entrevista para rádio Itapema-SM

Rafael palestrando

Chegamos em Santa Maria na quinta-feira, às 22h30min, depois de trabalhar o dia inteiro na Secretaria de Estado da Cultura - eu, o Fabio Rosenfeld, coordenador da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), o Rafael Balle, assessor técnico, e o Seu Schmitz, que nos conduz seguramente pelas estradas no nosso Rio Grande. Aliás, aproveito a oportunidade para dizer que tenho uma grande curiosidade: de onde vem o pique do Seu Schmitz? Ele, de todos nós, é o que tem mais energia e na mesma intensidade desde quando acorda até a hora de ir dormir, estando sempre bem humorado e disponível, cuidando de tudo aquilo que eu preciso. Tem uma máxima do Seu Schmitz: “um momentinho secretária, vou buscar no escritório” – que ele diz muito sério quando peço alguma coisa no meio da viagem, dentro do carro da Secretaria que é um verdadeiro “batmóvel”, comporta tudo o que uma secretaria itinerante precisa.

Acordei hoje às 6h da manhã e escutei a Rádio Santamariense, onde, às 8h, o Fábio e eu participaríamos da primeira entrevista do dia. O apresentador Airton Amaral Leal, que coincidentemente tem o mesmo sobrenome que eu, já iniciou o programa contando que, há 20 anos atrás, tinha entrevistado o então deputado estadual Pedro Américo Leal, e depois nos entrevistou sobre a nossa agenda em Santa Maria, o nosso seminário da LIC e sobre as ações da secretaria pelo interior do Estado. Saímos dali, sempre acompanhados da Vereadora Sandra Rebelato, do PP, nossa anfitriã, e fomos para a rádio Itapema, onde a Carla Torres nos entrevistou.

Logo após, fomos direto para a Câmara Municipal de Vereadores, onde eu faria a abertura do seminário. Mesmo com o frio e a chuva, o plenário ficou lotado. Caravanas de 15 cidades se fizeram presentes, entre estas Santiago, Santa Rosa, Horizontina, Panambi, Livramento, Alvorada, Santa Cruz, São Borja e Rosário do Sul. Surpreendeu-me, e observei como um sinal de sucesso da nossa proposta que o mesmo número de pessoas que começou a assistir, permaneceu até o seu encerramento, atentas e participativas por conta do conteúdo que foi apresentado sobre formatação de projetos, captação de recursos, prestação de contas e retenções tributárias, isso falando também das autoridades locais, que fizeram questão de estar presentes e nos prestigiar até o final. A imprensa também marcou presença com a cobertura total do evento.

O que me chamou mais a atenção foi o envolvimento e o vínculo criado neste seminário, entre os palestrantes e aqueles que estavam assistindo, creio que pela oportunidade que foi dada para os esclarecimentos e diálogos. Eu me arrisco a dizer que fizemos na cidade de Santa Maria um intercâmbio cultural, onde os municípios sentiram-se extremamente valorizados nas suas necessidades, tanto é que recebemos uma lista de solicitações para promover este seminário em outras regiões, nos próximos meses. A dirigente cultural Andréia Peres que estava presente, já nos comunicou que vai reunir vinte e um municípios da região de Horizontina. Essa moça me emocionou hoje, pois se dirigiu a mim, quase envergonhada, dizendo que tinha um grande sonho de um dia falar comigo. Também falou que gostaria de ser parecida comigo e que me copia em tudo que faz!

Aqui aproveito para registrar a atuação do Fábio e do Rafael, que, com o seu perfil jovem e de forma dedicada, realizam um super trabalho na LIC, e também agradecer o empenho e a simpatia do pessoal do gabinete da vereadora Sandra, que nos deu todo o suporte.

20 de Novembro

Na semana da Consciência Negra, não poderia deixar de registrar essa data tão importante para nossa sociedade e contribuir com um pouco de reflexão, chamando atenção para nos voltarmos ainda mais para a questão do negro. Não só em torno do 20 de novembro, mas em todos os dias da vida de cada cidadão brasileiro, de cada cidadão gaúcho. Somos fortes, aguerridos e bravos, com a nossa identidade formada por um conjunto diverso de raças, crenças e passagens históricas e culturais. O povo negro está inserido a fundo nisso, sendo ator fundamental da construção do Estado do Rio Grande do Sul.

É necessário dar visibilidade às atividades da cultura afro gaúcha divulgando, nos diversos espaços de comunicação, o potencial cultural desse povo . A caminhada dos que lutam diariamente, e, que, através da garantia da realização de uma semana dedicada à consciência negra, se mobilizam e conquistam espaço para reforçar e exigir, ainda mais, a atenção do poder público e da mídia à causa negra, tem que ser conhecida, reconhecida e valorizada por toda a sociedade.

Como secretária da Cultura do Estado fico muito feliz de poder ter uma das nossas instituições culturais recebendo o lançamento do livro “Poemas” de Oliveira Silveira. Será dia 20 de novembro, às 19h, na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, promovido pela Associação Negra de Cultura que foi fundada pelo autor. Dessa forma, prestamos mais uma homenagem a esse ícone da luta negra no RS, um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra, que faleceu em janeiro deste ano.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reconhecimento conquistado pelo trabalho

Quero compartilhar com todos um e-mail que recebi e que me deixou muito feliz. E vindo de quem veio, Gustavo Ioschpe – jovem de sucesso, economista, empreendedor , cidadão do bem preocupado com a educação e a cultura - me sinto uma “super-secretária”. O Gustavo foi colunista do jornal Folha de São Paulo e atualmente é colaborador na revista Veja e colunista do jornal Zero Hora.


“Temos uma tradição, no Brasil e especialmente no Rio Grande, de falar mal dos governantes de plantão. Tradição, aliás, normalmente mais do que justificada. Mas assim como temos que denunciar os casos de corrupção e incompetência, precisamos também reconhecer publicamente os esforços dos servidores públicos que honram seus cargos. Se não o fizermos, continuaremos afastando as pessoas sérias e competentes da vida pública, até transformarmos a política brasileira em uma pocilga irrecuperável.

Por isso me alegro em relatar a positiva surpresa que tive ao entrar em contato com a Secretaria da Cultura do Rio Grande, capitaneada pela Mônica Leal. Minha empresa, G7 Cinema, está preparando um projeto grande e complexo (lamento não poder dar mais detalhes, mas é preciso guardar o sigilo para revela-lo com a pompa e circunstância que merece). Nossos filmes anteriores foram financiados com recursos próprios, o que limitava sua exibição às irrisórias três salas de cinema digital do estado, todas elas em Porto Alegre. Este projeto merece e precisa ser acessível a todos os gaúchos, e por isso o recurso às leis de incentivo fiscal se faz necessário. Jamais havia utilizado a LIC ou qualquer apoio do estado, e já imaginava um mar de burocracia impossibilitando um projeto que, por sua urgência, não permite grandes demoras. Fui surpreendido em primeiro lugar pela recepção solícita e atenciosa da Mônica, que em poucos minutos entendeu do que se tratava e me colocou em contato com a equipe que administra a LIC, capitaneada por Fabio Rosenfeld e composta ainda por Rafael Balle e Simone Carvalho. A agilidade e prontidão da secretária é compartilhada por seus colegas, e o ritmo e atenção da equipe são difíceis de encontrar nas empresas particulares de ponta; no panorama do serviço público, é absolutamente inédito – e eu tenho bastante experiência com órgãos culturais nas três esferas da Federação. Os e-mails e telefonemas são prontamente atendidos, informações complexas sobre um emaranhado de regulamentações são transmitidas de forma simples. A impressão é de que a equipe realmente veste a camisa e está interessada na realização dos projetos, no avanço da cultura gaúcha.

Nossa convivência ainda está no início, nada foi ainda aprovado ou executado e pode ser que encontremos óbices burocráticos intransponíveis mais à frente mas, o que quer que aconteça, o empenho e agilidade da equipe da Secretaria são dignos de nota: nota dez.”
- Gustavo Ioschpe

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Bastidores de dois grandes eventos culturais da capital dos gaúchos


A imprensa toda noticiou que nesse domingo chegou ao fim mais uma edição da maior feira de livros a céu aberto da América Latina. A nossa 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, que, por 17 dias, tomou conta da Praça da Alfândega, já deixa saudades. Até aí tudo bem e sei que vocês já sabem, mas o legal são os bastidores desses eventos, e, talvez por eu ser jornalista, observo mais esses aspectos. E vou contar aqui sobre os dois compromissos culturais que fui no domingo. Participei do cortejo de encerramento da Feira do Livro que foi marcado por muita emoção. Acompanhei o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, João Carneiro, o patrono, Carlos Urbim e o "xerife" Júlio Laporta na despedida e fomos seguidos por centenas de pessoas que cantavam os versos ”tá chegando a hora...” Com o sino na mão, o xerife abria passagem, o turbinado Urbim distribuía rosas para todos e as mulheres ficaram encantadas com aquele gesto de cavalheirismo.Tanto os colaboradores por detrás das bancas, quanto os visitantes, que, naquele momento, ainda compravam livros, aplaudiram alegres e cantaram também. Haviam pessoas fantasiadas de personagens de contos-de-fada, um artista tocando gaita, outro com violão, mais um com tamborim e bailarinas na frente, que deram um toque teatral a despedida. O fato desagradável ficou por conta de uma artista que fez questão de fazer um comentário, e se dirigindo ao ex-governador Olívio, falou: ”ninguém merece o governo aqui, né?” Fico pasma com esse tipo de atitude agressiva que mostra total desconhecimento dos acontecimentos, porque foi graças ao Governo do Estado, através da Lei de Incentivo a Cultura que várias edições da Feira do Livro foram realizadas! Só me resta lastimar esse pobre ser humano, que, num só corpo e mente, reúne duas péssimas características: maldade e burrice.

Bem, fora isso, eu confesso que meu sentimento era um misto de felicidade, por ter dado tudo certo com o projeto que recebeu R$ 700 mil da LIC, e uma tristeza, porque essa é a minha última Feira do Livro de Porto Alegre como Secretária da Cultura. Vejo nas feiras de livros um grande instrumento de acesso à cultura, e a área do livro e da leitura, particularmente, me encanta. É que eu acredito que o livro é um objeto que tem um poder imenso de despertar a criatividade e o imaginário das pessoas. E as feiras servem para democratizar mais os livros e os projetos de incentivo à leitura.

Um pouco antes do encerramento da feira, houve a premiação da 7ª edição do Fato Literário. Em uma cerimônia também cheia de emoção, tive a honra de anunciar o grande vencedor na categoria personalidade: o escritor João Gilberto Noll. Algo que me chamou atenção foi a forma descontraída como conduziram o cerimonial e como todos estavam ali imbuídos do mesmo espírito de felicidade e expectativa, muito próximos e a vontade. Após a premiação fiquei conversando com o jornalista Marcelo Rech, com quem me identifico, pois é filho de militar como eu, portanto, tivemos a mesma criação, que tem a disciplina como fator preponderante. Também nessa roda de bate papo estavam o Geraldo Corrêa, que é meu amigo acho que há uns trinta anos, e gosto demais dele, o diretor da TVCOM , Eurico Meira, que conheci mais recentemente e fiz uma boa amizade, e também as “gurias”: Claudia Laitano, minha colega de academia nas “madrugadas”, finais de semana e feriados, que é quando conseguimos malhar com maior dedicação, e Rosane Oliveira, que conheço desde quando fui assessora do meu pai na Câmara de Vereadores de POA, e de lá para cá muito contato e diálogo continuamos tendo, em função da área política e jornalística, o que estreitou a nossa amizade, e que ali no círculo, contou, que, depois de muitas atrapalhadas, aprendeu agora a twittar do seu celular (acho até que vou ter que fazer umas aulas com ela porque ainda estou na fase do teclar errado e deletar as mensagens...).

Enfim, foi excelente, e saí de lá com a sensação de que o melhor de tudo na minha vida política são as pessoas que conheço e as amizades que faço, sendo que algumas ficam guardadas de forma muito especial no coração e para sempre.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Alvorada de Sábado!

Esse último sábado eu madruguei! Acordei às 5h para escutar o programa “Os Quadrantes do Sul” da Maria Luiza Benitez na Rádio Guaíba. É que eu participaria das 7h às 8h, e quis tomar pé de toda a programação, coisa minha isso. Poderia ter acordado 45 minutos antes que chegaria lá na hora, mas é que gosto de saber tudo o que está acontecendo, antes, durante e depois dos programas que participo. Quando saí de casa chovia muito na capital, as ruas estavam alagadas e completamente desertas, então, pude estacionar o meu carro em frente a sede do jornal Correio do Povo, coisa rara nos dias de semana.

Entrei pontualmente às 7h no estúdio da rádio e fui afetuosamente cumprimentada no ar pela nossa espontânea e competente comunicadora Maria Luiza, que logo lembrou e elogiou a Expointer 2009, que através da programação da Secretaria da Cultura, oportunizou palco para nossos cantores tradicionalistas, e me agradeceu, pois ela foi uma das convidadas deste ano. Em seguida, recebi calorosas manifestações de admiração e respeito pelo meu trabalho dos músicos Beto Caetano e Daniel Barros. Eles entoaram cantigas tradicionalistas maravilhosas com gaita, violão e voz, e no espaço entre uma música e outra, falamos de Feira do Livro, Biblioteca Pública, política cultural, LIC e do seu Projeto de Lei, que tramita na Assembléia Legislativa. Rolou um papo descontraído, intercalado pela música desses dois grandes artistas que cantaram e tocaram com muita emoção. Foi tamanha a quantidade de telefonemas e e-mails que entravam a todo instante, que a Maria Luiza, através de gestos para nós, pedia espaço para registrar esses contatos, e cada vez mais os ouvintes interagiam.O programa foi simplesmente maravilhoso. Através das colocações da apresentadora, pude passar aos ouvintes o meu apoio a cultura tradicionalista, o meu gosto por montar a cavalo, e as minhas preferências musicais, citando a música "Sacrário das Águas" de Ruy Gessinger.

Olha, eu adorei o toque de alvorada do meu sábado. Foram horas em que me alimentei ouvindo as letras recheadas de história e nativismo. Saí de lá e ainda chovia. Entrei no carro e coloquei o CD que ganhei do Daniel Barros. Vim dirigindo e escutando a boa musica gaúcha. A cidade continuava silenciosa como se o movimento pedisse um tempo para começar. Mais uma vez, reforcei o meu sentimento de que não existe nada igual a cultura gaúcha, que se faz com a alma direto para o coração do nosso povo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Uma homenagem da Brigada Militar




Todo mundo sabe o forte vínculo que tenho com a Brigada Militar (BM). Isso vem desde a época em que o meu pai foi Chefe de Polícia e Secretário de Segurança do RS. Faço questão de comparecer aos eventos da BM e Polícia Civil. Estive na abertura do 50º Festival Hípico Noturno do 4º RPMon, “Regimento Bento Gonçalves”, local onde pratico as minhas aulas de equitação com o Capitão Estevão.

A solenidade foi muito bonita e marcada pela presença de muitos amigos da família verde-oliva. O Festival Hípico Noturno é o único evento com cinqüenta edições ininterruptas, consagrado como o mais antigo evento hípico noturno do país. Ocorre sempre na Semana de Aniversário da Brigada Militar e faz parte do calendário de festividades alusiva a data. Neste evento, eu fui homenageada com a Comenda do Festival Hípico Noturno que é concedida como forma de reconhecimento aos parceiros e apoiadores desta instituição. Logo depois, participei do descerramento da placa de Inauguração da nova iluminação da Carriere Cel. Atilo Cavallheiro Escobar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Os sem limite

É verdade que os jovens de hoje são mais ousados do que os de alguns anos atrás, usando roupas inadequadas, sendo donos de um vocabulário grosseiro na própria comunicação amistosa. As brincadeiras soam agressivas e arriscadas, mesmo na relação entre o grupo. Sim, existe uma necessidade urgente de colocar limites nesta geração que parece achar “fora de moda” ser educado. Até aqui estou falando em depositar esperanças em jovens normais, bem diferentes daqueles setecentos alunos da UNIBAM em São Bernardo do Campo, que xingaram e ameaçaram a universitária do vestido curto. Para mim são delinqüentes! Ora, minha gente, se essa jovem vestiu um micro vestido ou se trajasse uma blusa transparente, a ninguém é dado o direito de constrangê-la e muito menos mantê-la em cárcere privado por causa disso.

Li tudo sobre este fato. Esperei de propósito para fazer o meu comentário porque tinha um pressentimento que haveria o desenrolar da situação como de fato houve, como a faculdade que decidiu expulsar a aluna e logo depois voltou atrás.

Esse foi um fato de violência moral que todo o Brasil acompanhou pela imprensa, mas e quanto aos outros episódios que acontecem diariamente e não são divulgados? Hoje quando estava no meu médico, fiquei sabendo de um episódio chocante e que aconteceu aqui em POA numa zona nobre. Alguns rapazes, ao saírem de uma casa noturna, se envolveram em uma briga corporal e uma jovem que nada tinha a ver com a confusão, mas apreensiva com aquela violência, ao tentar apartar foi violentamente socada no rosto, ficando completamente deformada.Vendo isso, a amiga que a acompanhava, começou a gritar por socorro e imediatamente foi arrastada pelos cabelos até o carro dessa tropa de marginais.

Diante dessas atitudes que chocam a sociedade, e onde os protagonistas são jovens, creio que fica uma necessidade de profunda reflexão aos pais e educadores, para uma freada brusca e uma tomada de posição de todos para mudar o quadro atual.

Temos que buscar solução para esta crise de geração que se vive, se quisermos cidadãos responsáveis, inteligentes, mas principalmente civilizados. As duas situações mostram atitudes extremadas, levadas às ùltimas consequências e que podiam ser evitadas, se estivessem presentes nesses jovens a educação e o respeito pelo outro.

Retratos da Comemoração em Família




Pessoal querido, que acompanha o meu blog, recebi muitas ligações e e-mails de cumprimentos pela conquista da minha vencedora. Também, pedidos para postar mais fotos. Então, aproveitando que a comemoração virou um "kerb", aqui vai uma foto dos avós da Juliana, que sempre foram muito presentes na vida dela e ficaram felizes pela vitória, e outra da pequena Martina com o avô. Nessa foto ele segredou que ela era a luz da vida dele...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mãe de uma Vencedora!






Eu sei que a vida é feita de grandes desafios. E que existem pessoas que vencem barreiras com obstinação em busca de conquistas e alcançam as suas vitórias. Pois a minha filha Juliana é uma dessas pessoas. Ela mapeou sua própria caminhada e, em um terreno cheio de obstáculos, lançou-se num processo desafiador, vencendo as dificuldades. Falo isso, e com muito orgulho, porque ela foi empossada como Procuradora da Fazenda Nacional. Foram dois anos inteiros dedicados ao estudo até esta conquista , e horas de lazer, noites, finais de semana e férias que ela abriu mão para alcançar essa meta. Lembro que num verão, quando todos nós estávamos na praia de Torres, ela, já casada, avisou que não iria veranear e pediu a chave da minha casa em Porto Alegre porque queria um local silencioso, longe do barulho da rua onde mora, para estudar. Nesses anos que antecederam o concurso, a Juliana sempre trabalhou. Atuou como advogada em dois grandes escritórios da capital, foi assessora do Tribunal de Justiça e do Ministério Público do RS. Minha filha é um exemplo de jovem profissional bem-sucedida e de pessoa de bem com a vida, pois ela exerce todo esse perfil vencedor e aplicado de forma muito tranqüila, e ainda é uma mulher linda, inteligente, amorosa e educada.

Agora a Juliana tem pela frente outro grande desafio, pois segue para uma cidade do interior do RS e levará junto na bagagem, a nossa pequena Martina de apenas poucos meses. Eu confesso que já estou sentindo saudades por antecedência. Nós duas somos bem mais do que mãe e filha, sempre tivemos muita afinidade, nosso jeito de pensar e fazer as coisas é igual, somos amigas e parceiras de todas as empreitadas das nossas vidas. Mas sei que a falta que vou sentir tem o mesmo tamanho do orgulho que tenho dela.