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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Adeus, Seu Gibelino


Hoje, soube de uma triste notícia vinda lá da cidade de Santiago, que me foi informada pelo comunicador Rafael Nemitz.
Faleceu Gibelino Minuzzi, grande figura santiaguense, progressista, comandante da rádio Iguaçu FM, Cavaleiro do Exército Brasileiro.
Por coincidência, ele partiu ontem, dia 1° de setembro, dia do meu aniversário.
Conheci pessoalmente o "Seu Gibelino" em 2006, quando fui candidata ao Senado Federal. 
Lembro como se fosse hoje. Naquela campanha, eu visitei Santiago pela primeira vez. Meu pai me ligou quando eu estava na estrada e falou: "minha filha, quando chegares na cidade de Santiago, a primeira pessoa que deves procurar é o Gibelino Minuzzi. Ele é meu amigo e vai ser teu também".
Foi o que fiz, e dali em diante nasceu uma grande amizade que sempre guardarei no coração.
Depois disso, voltei à Santiago para o lançamento do seu livro de memórias chamado "Cerne do Pampa.
Fiquei muito feliz, porque estive com ele num momento importante da sua vida e porque tive a oportunidade e a honra de escrever o prefácio do livro.
Ah, Seu Gibelino, saiba que foi algo muito especial para mim aquele grande amigo do meu pai ter se tornado meu amigo também.
Para relembrar essa amizade e o carinho que passei a ter por ele assim que o conheci, estendido a sua família que hoje eu queria poder abraçar; e para já dizer da minha saudade, compartilho o meu prefácio do “Cerne do Pampa”, de Gibelino Minuzzi:

Conheci o seu Gibelino em 2006. Por indicação do meu pai, Pedro Américo Leal, o município de Santiago entrou no roteiro da minha campanha para o Senado Federal, pois ali ele tinha um grande amigo da época das suas campanhas a Deputado Estadual, que ele confiava que iria me receber muito bem, e mais, que se tornaria meu amigo também. Procurando-o em Santiago, logo fui convidada a participar de seu programa de rádio. Assim, fui apresentada aos santiaguenses pelo dial 99,3 da Iguaçu FM, onde, por sua vez meu pai também esteve, e contava que, com o Gibelino, ele parecia estar na sala de casa e não “no ar”, de tanta afinidade que tinham.
Depois disso, já como Secretária de Estado da Cultura, voltei a Santiago para prestigiar seus inúmeros projetos culturais, o que me oportunizou conhecer muitas pessoas. Quando percebi já estava encantada pela Terra dos Poetas e por sua gente afetiva, educada e acolhedora. E nisso não vou esquecer a amizade de Gibelino Minuzzi, personalidade tão destacada e atuante na região, comunicador e cidadão comprometido com a família, com a sua comunidade e com a cultura gaúcha, reconhecido com distinção por sua atuação política, social, bem como, no exército brasileiro.
Creio que este seu livro de memórias vem trazer a nós, leitores, muito de sua experiência, vista do alto de seus mais de 80 anos, o que vai nos fazer aprender, relembrar, refletir, conhecer e tomar suas atitudes, iniciativas e  conquistas de vida, no mínimo, como exemplos para as nossas vidas.
E pensando no título desta obra, “Cerne do Pampa – Memórias do Velho Giba”, novamente relembro palavras do meu pai: “O Gibelino é um patrimônio vivo de Santiago...”, e vejo esse cidadão íntegro, combativo, forte como a parte interior e mais dura do tronco das árvores; como a parte intacta da madeira queimada – que são definições de “cerne” no dicionário - esse cidadão de qualidades tão valorosas como gaúcho, como santiaguense, que agora deixa seu legado num livro cheio de histórias.

Mônica Leal
Secretária de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul
Outubro de 2009


Lembranças ao lado do seu Gibelino, no lançamento do livro e registrando a nossa amizade.









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