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terça-feira, 17 de junho de 2014

Meu comentário no Jornal da Pampa

                                         
Nos bastidores antes do programa...
... e a postos na bancada, com a apresentadora Magda Beatriz e a porta-voz das notícias e comentarista Karla Krieger, 
todas em clima verde e amarelo, mesmo com o empate da seleção brasileira na Copa

Compartilho com o leitor, o assunto que levei para meu comentário no programa Jornal da Pampa desta quarta-feira: as polêmicas reprovações e reprimendas lançadas sobre mulheres que amamentam seus bebês em público.
No texto abaixo, que fiz a partir de pesquisas sobre o tema, exemplos de fatos já ocorridos, medidas de união e combate que as mamães estão tomando mundo afora e, ao final, um belo conselho que todos deviam seguir.


Quando e onde for preciso - Amamentação, direito da mãe e da criança

Não é de hoje que tem se visto na imprensa, notícias de casos de mães que são convidadas a procurar um local mais reservado, para não dizer, escondido, quando estão amamentando seu bebê em espaços como shoppings, museus e outros lugares públicos no Brasil, sofrendo reprimendas e descriminação. Por que a essa altura da história da Humanidade, um ato natural, inerente à maternidade e ao desenvolvimento de uma criança, recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que deveria estar cercado de admiração e tido como exemplo, é visto com outros olhos e gera polêmica?
O caso mais recente aconteceu no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, durante a exposição. Uma jovem mãe foi abordada pela monitora para procurar um outro lugar quando atendeu ao choro de fome de sua bebê de sete meses.
A historiadora paulista Mirtes de Moraes, autora do doutorado “Tramas de um Destino: Maternidade e Aleitamento”, relata que passadas as épocas das amas de leite e da substituição do leite materno pelo industrializado quando a mulher entrou no mercado de trabalho,  dos mitos da estética sobre o seio que amamenta, a defesa da amamentação e de seus benefícios para os primeiros seis meses do bebê, voltou com tudo ainda no século 20.
E, na opinião da historiadora, por sorte, um conceito resistiu incólume à passagem do tempo, o fato do ato de amamentar sempre estar ligado a algo sagrado, que, portanto, deve ser preservado.
Mas, então, por que passou a incomodar ver uma mãe amamentando em público em pleno século 21?
Quem já passou pela experiência, testemunhou pessoas constrangidas, mulheres olhando com reprovação e homens evitando o olhar.
Para Mirtes, tudo está ligado a excessiva erotização do corpo feminino dos últimos tempos e à características típicas de sociedades machistas, onde um homem olha um seio à mostra primeiro com desejo e depois com naturalidade.
Parece incrível, mas a atualidade está fazendo ecoar uma sociedade que a cada dia inverte mais os seus valores, que estranha, não tolera e condena uma nudez sagrada e permite uma nudez erotizada com fins lucrativos todos os dias na mídia, contribuindo para a visão do corpo como objeto perfeito, sem defeitos ou funções fisiológicas.
Em resposta a esse novo “incômodo” da sociedade contemporânea, vêm sendo organizados os “mamaços”: protestos que reúnem centenas de mães em algum local marcado, geralmente pelas redes sociais, para que todas amamentem ao mesmo tempo, reagindo aos abusos e chamando ainda mais atenção.
A luta também está sendo travada no exterior, pois lá essas situações também acontecem. Uma porta voz do direito de amamentar com liberdade é a britânica Holly McNish. Vale a pena conhecer sua história para entendermos o quanto a repreensão foi danosa para ela.
“Convidada” a amamentar sua filha num banheiro, a bebê dormiu após mamar e ela descarregou seu sentimento na porta do compartimento, escrevendo como se estampasse uma manchete na capa de um jornal: “Envergonhada ataca todos os agressores do aleitamento materno em um mundo de outdoors cobertos de seios desnudos das grandes campanhas de marketing”.
A frase se tornou pública, virou “viral” na internet, um símbolo da causa e Holly criou um canal no You Tube sobre o tema. Depois do episódio, ela conta que continuou a alimentar a filha em banheiros públicos por seis meses.
Só depois refletiu e se odiou por ter feito isso consigo e com a filhinha, ao mesmo tempo em que viu que compartilhar seus sentimentos seria algo válido para outras mães que estavam amamentando, jamais se sentirem envergonhadas  como ela.
Segundo especialistas, amamentar ou não em público, é decisão exclusivamente da mulher - e deve ser respeitada, pois o que de melhor uma mãe pode dar ao filho é o leite, não importa onde e quando.
Existem ambientes mais adequados que outros para garantir o bem-estar durante a amamentação, mas, segundo as regras da saúde e do bom-senso, em nenhum lugar é proibido - entre amamentar em público ou deixar o pequeno chorando de fome, opte pela primeira opção.
A dica de médicos para as mamães é: enfrentem os olhares duvidosos e não hesite em amamentar. 
E, se depender do Papa Francisco, a defesa do aleitamento materno está garantida. Numa audiência geral no Vaticano ele passou por uma mãe com um bebê de poucos meses no colo que estava chorando. O papa, de pronto opinou que a criança deveria estar com fome. A moça confirmou que era hora de mamar e ele pediu para ela alimentá-lo.
Depois, em um batismo coletivo de 32 crianças, fez questão de deixar as mulheres à vontade e que não pensassem duas vezes para alimentarem seus bebês ali, caso eles ficassem com fome, pois eles eram as pessoas mais importantes ali.
Ali e em qualquer lugar do mundo.




Fontes pesquisadas: Revista Isto É | Portal Epoch Times | Portal Terra










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