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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nota do Partido Progressista do Rio Grande do Sul



Num momento em que o povo gaúcho está clamando por segurança e toda a sociedade está acuada com o avanço da criminalidade,  compartilho esse manifesto do meu partido sobre a crise da segurança pública no Estado, com muita satisfação, pois a minha luta pela segurança não é de hoje e creio que todos temos que divulgar essa causa, diuturnamente, até que o governo estadual cumpra com sua responsabilidade.
A nota foi encaminhada aos veículos de comunicação nesta terça-feira, dia 02, e publicada no site do PP/RS.

A segurança é a primeira das liberdades. Se não temos segurança, que assegure o direito de ir e vir, não temos liberdade.
O governo petista de Tarso Genro chega ao terceiro ano e, infelizmente, os gaúchos estão cansados e decepcionados com as promessas não cumpridas. Muitas delas não saíram sequer do papel, fruto do despreparo gerencial, somado ao imobilismo que, muitas vezes, beira a irresponsabilidade.
A sociedade gaúcha constata, decepcionada, que a marca maior do governo Tarso é a incompetência administrativa e a repetição de um discurso repleto de justificativas vazias e muitas inverdades.
 Introduzimos esta objetiva avaliação geral do governo para nos fixar na grave situação da segurança pública, que no dia a dia piora no Rio Grande, fruto de um governo simplista e omisso, que teima em não ver esta realidade.
 Realidade que é bem diferente do que pensa e diz o secretário estadual de Segurança, que diante da tragédia da morte de taxistas afirma ser isto um fato pontual, passando a ideia de que no mais a segurança pública  vai bem.
 Realidade sentida pelo cidadão gaúcho que, mesmo tendo duas respeitáveis instituições, como a Polícia Civil e a Brigada Militar, vê e sente diariamente o aumento assustador da criminalidade.
 Realidade que ocorre por que, para o Governo, estas instituições são prioridades apenas no discurso, mas não na aplicação dos recursos, na medida em que em 2012 somente 30% do previsto no orçamento foi aplicado.
 Realidade que a imprensa registra a todo momento, sintetizada em algumas manchetes, tais como:
Defasagem da BM é a maior desde 1975.
Segurança ladeira abaixo.
Presídios de Papel.
Realidade de insegurança que está comprovada quando se constata que a Grande Porto Alegre é líder nacional em homicídios, na ordem de 30 homicídios para cada 100 mil habitantes, quando o parâmetro da Organização Mundial da Saúde considera que mais de dez mortes por 100 mil habitantes é epidemia. Temos, portanto, uma epidemia quase três vezes maior que em São Paulo.
 Realidade que, como consequência da falta de investimentos, está no terror que vem sendo espalhado nos pequenos municípios, através da explosão em bancos, ou em Porto Alegre, com assaltos aos postos de gasolina, chegando ao recorde de cinco numa só noite.
 Realidade que vemos e ouvimos em todos os meios e segmentos sociais, quando o cidadão, mesmo pagando muito imposto, gasta boa parte de sua renda cercando a casa, instalando câmeras, buscando todo tipo de proteção, pois o Estado não lhe oferece o mínimo de segurança.
 Realidade onerosa e triste, pois estas medidas são buscadas pelo cidadão porque ele se obriga a permanecer recolhido em casa, com medo de sair para a rua.
 Realidade que faz da rua não um espaço de exercício do direito de ir e vir das pessoas de bem, mas um território privilegiado de assaltantes e criminosos.
 Realidade de insegurança que se agrava pela inoperância e descaso do governo petista de Tarso, pela falta de construção de novos presídios e com a manutenção inadequada dos atuais. Presídios prometidos que não foram nem começados, pois o governo abandonou projetos em diversas cidades, correspondendo a mais de cinco mil vagas que deixaram de ser abertas.
        Ora senhor governador. Não há explicação plausível. O que a população gaúcha espera do senhor e da sua equipe é ação. Que dê um basta a este cenário onde cada vez mais os bandidos temem menos a polícia. E onde a população cada vez mais teme os bandidos. Que preserve ao cidadão a garantia daquilo que é o seu patrimônio mais valioso: a vida.
         E isso só será possível, senhor governador, com a adoção de um gerenciamento eficiente e com investimentos significativos na área da Segurança. Com uma polícia valorizada, bem equipada, com efetivo condizente com a necessidade, com um serviço de inteligência eficaz, e com pessoas preparadas para a função e sintonizados com o sentimento popular.
                E é justamente por colocar as pessoas em primeiro lugar que o Partido Progressista do RS se manifesta publicamente contra a atual política de segurança pública adotada em nosso estado e cobra medidas urgentes para solucionar os graves problemas de insegurança citados na presente nota.
                Senhor governador. Não há mais espaço para discurso improdutivo numa área tão crítica e carente como a da Segurança Pública. Faça a sua parte. Cumpra com o seu dever. Ofereça segurança aos gaúchos. Afinal, foi isso que o senhor prometeu. Honre sua palavra.

               Comissão Executiva do PP/RS











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