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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Conheça seu vizinho


Pessoal querido que me acompanha pelo blog, quero compartilhar com vocês a entrevista que saiu no caderno ZH Bela Vista, encartado na Zero Hora da última sexta-feira. 
Penso que o resultado ficou muito legal, está repercutindo e recomendo a leitura.





Localizada a poucos metros da casa onde Mônica Leal mora há 22 anos, na Barão de Ubá, a Praça da Encol já recebe a terceira geração da família dela. Frequentadora do lugar que apresentou aos filhos, Juliana, Marcelo e Felipe, hoje desfila pelo gramado da praça vizinha com as netas Martina, Marcela e Catharina.

Mas passear pela praça não é a única atividade que a jornalista e vereadora aprecia na região da Bela Vista.

– Faço muita coisa a pé, desde caminhadas até compras e serviços no comércio próximo – conta.

Casada com o advogado Alexandre Markusons, a vizinha que foi secretária da Cultura do Estado durante o governo de Yeda Crusius se preocupa com outra questão na vida cotidiana. Confessa ter medo da violência na cidade e sentir falta de medidas de segurança no bairro.

– Se pudesse, traria de volta o “velho” guarda noturno, aquele que circula pela rua, com apito – confessa.

Dona, na década de 1980, de uma das primeiras prontas-entregas de roupas femininas em Porto Alegre, a ex-empresária comemora o que chama de autossuficiência da região, ocasionada pelo rápido desenvolvimento nos últimos anos.

Mas são desejos mais bucólicos os que, aos 56 anos, alimenta para a Bela Vista. Com direito à trilha sonora erudita, e claro, à praça favorita como cenário.

– Meu sonho é ainda ver a nossa Ospa tocando para todos na Praça da Encol – confessa Mônica.

Na entrevista a seguir, saiba mais sobre Mônica

ZH Bela Vista – Como você definiria a região, em uma palavra?

Mônica Leal – Completa.

ZH Bela Vista – Qual é a rua mais charmosa?

Mônica – A minha, a Rua Barão de Ubá.

ZH Bela Vista – Qual sua lembrança mais remota sobre o bairro desde que mora aqui?

Mônica – Tenho a lembrança da época da escolha da casa, quando o bairro era, na sua grande maioria, de moradias. Isso dava um clima mais residencial.

ZH Bela Vista – Como é o vizinho ideal?

Mônica – Aquele que é solidário, cuidadoso, disponível e interessado pela rua e pelo bem comum.

ZH Bela Vista – Se pudesse, o que mudaria no bairro?

Mônica – Na verdade, eu traria de volta o “velho” guarda noturno, aquele que circula pela rua, com apito.

ZH Bela Vista – O que nunca mudaria?

Mônica – A facilidade de acesso aos serviços necessários da vida moderna. Moro em uma rua bonita e reservada a uma quadra da Praça da Encol, da Nilo, com todo tipo de comércio, de um simples café na calçada a um bom restaurante, onde posso comprar um presente, um remédio, fazer a minha ginástica na academia e muito mais.

ZH Bela Vista – Se você tivesse de escolher uma trilha musical para a região, qual seria?

Mônica – Música clássica executada por uma orquestra.

ZH Bela Vista – Em que situações você precisa sair do bairro?

Mônica – Alguns bairros de Porto Alegre, tomando como exemplo os da Zona Norte, desenvolveram-se muito nesses últimos anos, tornaram-se autossuficientes e seus moradores não precisam sair de lá para nada. Em função da minha vida política, saio do bairro para cumprir agendas, compromissos e reuniões. Por conta do trabalho na Câmara Municipal de Porto Alegre, desloco-me todos os dias ao Centro.

ZH Bela Vista – Que morador da região você admira?

Mônica – Martha Medeiros.

ZH Bela Vista – Como Porto Alegre seria sem o seu bairro?

Mônica – Nem consigo imaginar. Para mim, a Bela Vista é um coração, um misto de tudo, com natureza, comércio, que ainda tem muitas casas e paisagens para se admirar.

ZH Bela Vista – Uma história legal sua com o bairro.

Mônica – Uma noite, acordei sobressaltada com o telefone tocando. Era o porteiro do prédio em frente à minha casa, informando que meus dois cachorros haviam fugido. Enquanto meu marido questionava o ocorrido, vesti um abrigo por cima da camisola e parti na busca da minha dupla canina. Eram 3h. Com meu filho Felipe, dirigi pelas ruas escuras e quase desertas do bairro, àquela hora, observando tudo ao redor. Na procura pela Frida e pelo Dimas, meus preciosos cachorros, falei com um vizinho, com outro, com muitos trabalhadores da madrugada, porteiros, jornaleiros, guardas noturnos e senti a solidariedade dessas pessoas anônimas, que partilhavam conosco a angústia pelo desaparecimento de nossos bichos, como se fossem delas. Com ajuda de dois jornaleiros, encontramos a Frida. O Dimas apareceu sozinho, no portão de casa, no amanhecer.

ZH Bela Vista – Como você imagina o bairro no futuro?

Mônica – Quero que o bairro cresça de forma ordenada, que mantenha o equilíbrio, que não perca essa mescla de características que o definem, que ainda restem ruas de paralelepípedos.

ZH Bela Vista – Quando está de férias, do que você sente falta do bairro?

Mônica – Da infraestrutura do bairro, de ter tudo perto de casa na hora que se quer.

AS DICAS DA MORADORA SOBRE O BAIRRO

- Um recanto escondido: o escritório da minha casa. É um canto meio escondido e o meu preferido. Tem uma janela que dá para o jardim da frente, que é quase tomado pelas árvores. Quando estou trabalhando no computador, eu escuto a melodia dos passarinhos e sinto o perfume das flores.
- Um trajeto para facilitar o trânsito: para chegar à minha casa, venho pela Lucas de Oliveira, não faço a curva da Neuza Brizola e depois Nilópolis. Sigo direto até a Passo da Pátria, chegando na Barão de Ubá.
- Um restaurante: Dado Pub Bela Vista.
- Um detalhe para observar: quando caminho, gosto muito de ver os jardins da Bela Vista sendo cuidados pelos moradores ou pelos jardineiros e adoro passar por um local no momento em que a grama está sendo cortada e sentir aquele cheiro de terra remexida e molhada.
 - Um lugar para caminhar: gosto de caminhar por toda a Avenida Nilo Peçanha até o Bourbon
- O que cuidar quando sair na rua: infelizmente, a segurança. É importante sempre cuidar quando estacionar ou entrar no veículo, pois hoje, o medo da violência é um sentimento comum a todos os porto-alegrenses, independentemente de bairro.
- Um evento imperdível: gosto muito quando a Praça da Encol é utilizada para apresentações de música, teatro de rua, programações natalinas, que atraiam e reúnam a comunidade.












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