quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pedro Américo Leal, 87 anos

 
Por mais histórias que eu conte, muitas restarão para contar, porque as palavras serão sempre insuficientes para expressar o olhar confiante, o sorriso verdadeiro, a mão solidária e o ombro amigo do meu pai. Ele, com sua garra de vencer, impregnou em mim, sem perceber, traços valiosos de espírito de luta e amor à família. Tenho um profundo sentimento de gratidão por sua sabedoria e bondade. Falo isso porque ontem, dia 29 de junho de 2011, meu pai completou 87 anos. Comemoramos a data com almoço em família na casa da minha irmã Cristina. Então, foi nesse ambiente estritamente familiar que pude entender, mais uma vez, com exatidão, o legado que ele nos passou e ainda nos passa: o da união familiar. Eu cresci escutando o seu brado em forma de apelo: "Não descuidem da família. Haja o que houver, permaneçam juntos, pois os desencontros fazem parte da vida, não são surpresas, devem ser equacionados". Ele era insistente para que repetíssemos em silêncio: "nada pode separar os irmãos". Na época eu achava aquilo meio exagerado, mas já existia nele uma preocupação com a "passagem de bastão no revezamento da vida”, dizendo que um dia fatalmente isso ocorreria e não poderíamos prever quando, mas, ao ocorrer que nos encontrássemos unidos. Os anos passaram, a família cresceu, mudou, por conta das separações que ocorreram, mas penso que meu pai, o Coronel Pedro Américo Leal, firme e forte ao nosso lado, conseguiu o que bradava: os irmãos permanecem unidos.   

Meu pai curtiu o seu aniversário.

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