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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Missão de orgulho e reconhecimento


Na manhã do dia primeiro de novembro, assisti à formatura de encerramento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, que foi realizada no 3º Regimento de Cavalaria de Guarda de Porto Alegre. A missão, comandada militarmente pelo Brasil, que iniciou em 2004 devido a um estado de guerra civil, foi encerrada no final de agosto último, depois de treze anos. 
Mais uma vez testemunhei o quanto a solidez, a organização e a seriedade do Exército Brasileiro educa e dá exemplo, ensina retidão aos que por ele passam, formando bravos soldados que incorporam seus valores e preceitos em cada tarefa e que o carregam para sempre consigo.
Estávamos diante de militares das Forças Armadas que participaram da Missão de Paz naquele país que foi devastado por um terremoto que deixou milhares de mortos e desabrigados em 2010, e que na sequência viveu uma epidemia de cólera e um furacão. Lá, eles ajudaram a reconstruir as cidades destruídas e a resgatar, além da segurança, a fé e a esperança daquele povo. Sua contribuição foi inestimável. Eles foram incansáveis e conferiram orgulho e credibilidade mundial ao Brasil. O amor à Pátria e o entendimento profundo do significado das palavras que estão escritas na nossa bandeira nacional, "ordem e progresso", foi o que norteou e motivou esses homens e mulheres que lá no Haiti vestiram, com humildade e heroísmo, as boinas azuis da paz. Penso que a sociedade civil brasileira deveria se espelhar neste feito, quando vivemos um movimento contrário de falta de patriotismo e de desordem política, moral e social.
Vendo a postura dos militares durante o belo ato de lembrança ao nobre trabalho realizado e aos colegas que lá perderam suas vidas, e escutando o emocionante discurso de reconhecimento e agradecimento feito pelo Comandante Militar do Sul, General Edson Leal Pujol, abriram-se as comportas do tempo e senti presente tudo o que aprendi com o Exército Brasileiro desde criança, através do exemplo do meu pai militar, Pedro Américo Leal e do convívio com a família verde-oliva.




















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