terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A esperança chega voando

A minha segunda-feira foi em Porto Alegre, acompanhando de perto a chegada das vacinas. Eu vim da praia, interrompendo o recesso da Câmara, para duas importantes reuniões, sendo que uma foi desmarcada pouco tempo antes da hora previamente marcada. 
Saí de Torres no domingo à tarde para chegar com calma e me organizar. Acordei cedo como de costume e preparei o material que levaria para a reunião que não aconteceu. 
Acompanhei então a principal notícia do dia, o início da imunização no Brasil e no Rio Grande do Sul. Na minha visão de jornalista isso tem que ser de fato, manchete e capa de jornal, tem que estar na pauta de todos, mas não deveria ser motivo para virar um bate-boca nas redes sociais.  Comentários agressivos e ataque a governantes que buscaram uma solução para combater o Covid-19 é no mínimo desumano. Ninguém tem o direito de invadir as opiniões das pessoas e muito menos de fazer campanha contra com tamanha intensidade de manifestações raivosas. E não adianta vir com aquele discurso de que é uma pessoa livre, que diz o que bem entende. Ora, e daí? 
Talvez por minha regra de ouro ser jamais fazer aos outros aquilo que eu não gostaria que me fizessem, e isso vale também para pequenas atitudes, é que não consigo aceitar essas ações. Acho que as pessoas perderam a real noção de ética pessoal, que começa em não ser demais nunca. 
Essa vacinação é uma operação de utilidade pública, envolve todo o país, mesmo que cada um queira decidir se quer tomar a vacina ou não, conforme sua crença na ciência. 
Todos nós temos familiares com coração e alma, pais idosos e frágeis, pessoas já doentes, filhos ou netos pequenos em desenvolvimento, adolescentes em fases difíceis.  Queremos saúde para todos. É preciso respeitar os outros!
Eu, que estou longe da minha mãe, que tem 92 anos, e da qual gostaria de estar perto, penso muito em todas as pessoas idosas, confinadas há quase um ano por cuidados necessários, e digo, sem dúvida, que a minha esperança chegou de avião nesta segunda-feira.  Quero ver minha mãe voltar a fazer o seu programa preferido: reunir a família num almoço. 
É um pensamento, um sentimento, que me entusiasma e no qual acredito.







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