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terça-feira, 1 de julho de 2014

Atitude


Penso que a humildade é uma das características mais valiosas do ser humano. Não ser arrogante, reconhecer os erros, mudar de opinião e voltar atrás quando necessário, são ações admiráveis dentro do grande laboratório que é a vida e nas relações humanas e sociais que estabelecemos diariamente.
Comento isso, me remetendo a atitude do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que prontamente se manifestou em seu blog depois de ser criticado ao criticar.
Sim. Ele se retratou do que disse ao vivo em um programa da rádio Gaúcha, na manhã de 30 de junho, sobre o Editorial do jornal Zero Hora daquele dia, que fazia um balanço de como o Brasil e Porto Alegre se saíram na Copa frente a tantos descréditos quanto a capacidade de se preparar para o evento e cumprir com cronogramas e responsabilidades. 
Fortunati teve a humildade e a consciência de admitir que não deveria ter chamado o editorial de “leviano”, mesmo mantendo sua crença de que o jornal teve uma visão equivocada sobre as obras que tiveram que ser feitas para a Copa, desde que estas iniciaram.
O pedido de desculpas do prefeito pelo que falou no ar foi motivo de nota da jornalista Rosane de Oliveira em sua coluna de hoje de ZH.
Compartilho as duas manifestações:




SOBRE O EDITORIAL DE ZH

Hoje, no programa Atualidade da rádio Gaúcha, demonstrei a minha contrariedade com as críticas de ZH “com os atrasos das obras, pela incapacidade de cumprir prazos” pelo Poder Público, postura adotada pelo jornal ao longo do tempo. Como acompanho cada obra pessoalmente provo com fatos de que as obras atrasaram por fatores externos a nossa vontade. Exemplos: a duplicação da Av. Voluntários foi bloqueada durante 8 meses por decisão do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Nacional que detectou a existência de um sítio arqueológico no local.
A obra da Av. Tronco só poderia ser concluída com a remoção adequada de 1.500 famílias. Com o acompanhamento de lideranças comunitárias desapropriamos 25 áreas e realizamos o processo de licitação para a construção de moradias. Foram 3 as tentativas de escolha das empresas. Somente no 3º edital obtivemos empresas interessadas na construção. Com isso se passaram 3 anos.
No caso dos corredores de ônibus para a implantação dos BRTs, uma ação do Ministério Público contra as empresas extratoras de areia terminou paralisando as obras durante 6 meses. Poderia falar sobre todas as obras, mas entendo que os exemplos demonstram o que afirmei, já que cada obra tem a sua própria história.
O importante é perceber que a cidade aproveitou muito bem a oportunidade da realização da Copa e começou a viabilizar obras que estavam “esquecidas”. Para se ter uma idéia, o projeto da avenida Tronco faz parte do Plano Diretor desde 1979. Mais dia e todas estarão prontas e melhorando a qualidade de vida da nossa cidade.
De qualquer forma devo admitir que extrapolei na minha crítica ao editorial de ZH ao chamá-lo de “leviano”.
Mesmo discordando profundamente da visão de ZH sobre as obras, devo reconhecer que extrapolei na crítica com uma expressão não condizente com “o bom debate”. E, quando pecamos pelo excesso de adjetivos, diminuímos a intensidade do bom debate, o que não corresponde a minha postura e intenção.
Desta forma, desejo publicamente, da mesma forma como me expressei pela manhã no Atualidades, retirar a expressão “leviano” das minhas considerações sobre o editorial  de ZH. Estou absolutamente convencido de que ZH tem uma visão equivocada sobre as obras. Pretendo continuar com este debate mostrando dados e argumentos sólidos que comprovem isso.
Bom jogo a todos.
























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