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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Seu lugar é na cadeia


Em junho, na tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre, me manifestei em desagravo quanto a decisão da Justiça que permitiu que um criminoso com pena de 181 anos de prisão fosse autorizado a cumprir a pena em regime domiciliar. Tratava-se do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado em 2010 por estupro e atentado violento ao pudor à cerca de cinquenta mulheres que foram pacientes em sua famosa clínica de fertilização.
Abdelmassih estava preso na cadeia de Tremembé desde o dia 25 de agosto, quando perdeu o benefício da prisão domiciliar. Porém, devido a laudos médicos que atestam a saúde debilitada do criminoso e até por falta de tornozeleira eletrônica, vejam só, foi decretada novamente a prisão domiciliar.
Não se pode admitir que um criminoso como esse ex-médico cumpra o resto de sua pena em casa, em prisão domiciliar. O que todos querem ver, principalmente as vítimas e seus familiares, é a segregação desse monstro da sociedade.
Os crimes cometidos pelo mesmo mereciam a condenação à pena perpétua. Como não existe ainda previsão legal para esta pena no Brasil, frente a uma avalanche de crimes hediondos que assistimos todos os dias, entendo que os legisladores deveriam colocar este tema em pauta.


Capa do livro 'Cicatrizes: Histórias de Vítimas do ex-médico Roger Abdelmassih'.
Publicação da Editora Schoba, de autoria das jornalistas Caroline
Leonardo, Sabrina Trizote, Tarla Prado e Victória Rodrigues.





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