quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Conversas Cruzadas

Confesso que estou surpresa com tantas manifestações de apoio a minha participação no Programa Conversas Cruzadas na TVCOM, realizado nesta ultima terça-feira. E por uma razão muito simples: falei o que penso, apenas defendi as minhas convicções com entusiasmo, educação e equilíbrio. O jornalista Lasier Martins abriu o debate sobre a participação do Partido Progressista no Governo Tarso lançando a interativa: "A participação do PP no governo do PT significa o fim das ideologias políticas?". O povo foi entrevistado nas ruas da capital para opinar sobre essa questão, assim como chegaram manifestações por e-mail. Como convidados, juntamente comigo, o Deputado Ivar Pavan (PT), o Prefeito de São Jerônimo, Marcelo Luiz Schreinert, o Pata (PP) e o cientista de marketing político, André Arnt.

Então, quero aqui dizer para vocês que acompanham o meu blog e para os que não assistiram o programa, que me posicionei contra a participação do PP no Governo Tarso Genro por uma questão de coerência. Ora, o Partido Progressista não pode integrar o governo do PT, partido que foi o algoz do Governo Yeda que finda. Se isso ocorresse, seria oportunismo. Seria um desrespeito com os eleitores que votaram no PP.

Sigo e sustento minhas convicções, seguindo uma coerência partidária, observando nossa história, nossas conquistas, com lógica, lealdade e devoção ao povo gaúcho. Defendo uma oposição de forma unitária, com uma agenda a favor do Rio Grande, fazendo-se respeitosa, equilibrada e coerente, como deve ser na democracia. Quero salientar que a participação ou não de um partido político em um Governo é única e exclusiva do partido, excluindo-se qualquer ação isolada ou minoritária.

É importante dizer do meu apreço e admiração a vários integrantes do futuro governo e que desejo à todos uma profícua administração em prol do RS.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

A força da empatia

A cada vez que posto no meu blog um texto mais pessoal, a Maucha, minha prima, que é carioca, se manifesta com mensagens lindas que mexem com o meu coração. Lendo há pouco uma delas, percebi que nunca falei dessa parte da família para vocês que me acompanham, então, vou tentar, em poucas palavras contar a importância deles que, embora distantes, estão sempre próximos à minha vida. Meu pai nasceu no Rio de Janeiro e muito jovem aportou em solo gaúcho para seguir a carreira militar. O General Zenóbio da Costa, importante cidadão naquela época, foi quem o encaminhou para o Exército Brasileiro. Ele perdeu o pai com três anos e a mãe trabalhava o dia todo na Caixa Econômica Federal de Niterói, então, foi criado muito próximo aos primos: Arlete, Paulo, Hermínio, Frederico, João e Iraci. Essa ligação forte entre eles foi passada para os seus filhos e assim, eu e minhas primas, especialmente a Neise, Maucha, Ivana e Marisa Helena, somos muito amigas. Durante a minha adolescência eu passava as férias de julho no Rio de Janeiro e de lá saíamos para passar uns dias na casa da tia Arlete e tio Ivan em Petrópolis. Eu passava o ano esperando que julho chegasse. Eram as melhores férias da minha vida! Depois, casada e mãe de três filhos, mantive o mesmo esquema, o inverno era sempre no Rio. Meu pai tinha um bom apartamento em Copacabana e eu tomava conta dele o mês todo.Esse era um tempo que eu dedicava para a minha família carioca que adoro. Minhas primas e eu temos um vínculo afetivo tão forte que nem mesmo a distância atrapalha. Pode passar meses sem a gente se ver que quando nos encontramos é como se a despedida tivesse sido no dia anterior. A conversa flui solta e intensa.Todas as datas importantes das nossas vidas, estivemos perto uma das outras. A última comemoração foi o casamento da Leandra, filha da minha prima Ivana, que mora em Nova Iorque. Foi um encontro muito lindo esse, pois a Leandra, que casou com um americano e podia muito bem ter feito a cerimônia só em Nova Iorque, fez questão de casar no Rio de Janeiro para que os parentes brasileiros compartilhassem desse momento. Ah! Tem também esse detalhe interessante: das cinco primas, três estão morando longe, eu aqui no sul, Ivana nos Estados Unidos e Maucha no interior do Rio de Janeiro, ficando a Neise e a Marisa Helena no Rio, que é o ponto de encontro sempre, a cidade maravilhosa! No mês de outubro, a família Zenóbio da Costa reuniu-se para um almoço e eu não consegui ir por causa da minha campanha. Eles entenderam, porque acompanham a minha vida política passo a passo e torcem demais. Prometi para a Maucha que, assim que der, vou passar uma semana inteirinha no Rio de Janeiro. 

E, voltando às mensagens da Maucha que mexem com meu coração, olhem só os comentários que ela enviou sobre os textos “ Uma Paixão Chamada Marcela” e “ É Por Coisas Assim Que Vale A Pena”.  


Rio de Janeiro: Maucha Land deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Uma Paixão Chamada Marcela": 

Prima querida, essas fotos me emocionam muito! A Marcela é realmente um doce, a Martina está linda, e a união dessa amada família é um exemplo a ser seguido! Tio Pedro e tia Carmem, que saudade......., souberam conservar com muita sabedoria e dignidade aquele conceito de união que os nossos ancestrais plantaram, mantendo esses almoços de sábados onde chegam e se aconchegam filhos, netos e agora os bisnetos. Parabéns!!! Amo vocês!
Mil beijocas e saudades de todos,
Maucha

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Maucha Land deixou um novo comentário sobre a sua postagem "É por coisas assim que vale a pena!": 

Querida prima, as derrotas nunca são derrotas, assim como você bem diz, elas são o melhor instrumentos que temos para aprender, portanto sinta-se fortalecida, pois o grande aprendizado desse seu momento é a boa semente que frutificará no futuro! Sei que vai continuar seu caminho trabalhando e lutando cada vez mais pelo bem-estar do povo gaúcho! Estaremos todos daqui da sua família do Rio de Janeiro sempre te apoiando e te admirando! Que Deus te abençoe!! Te amamos muito!!! Mil bjksssss, Maucha 

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Prometo em breve estar com vocês

Querida prima, eu compreendo perfeitamente, mas morro de pena de você não estar aqui com a gente nesse momento, a Ivana chegou hoje e está animadíssima para amanhã. Vou registrar tudo e te envio fotos depois.
Então, promete mesmo que vem pra cá assim que puder, e vai passar uns dias conosco no sítio!
Fico contente de ver as fotos e saber noticias de vocês através do seu blog. 
Vou sempre te admirar e torcer você!

Amo vocês,
Bjkssss,
Maucha


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Passeio no Paseo Zona Sul

Desisti de ir a Torres nesse feriado. Na verdade eu preferi ficar em Porto Alegre para fazer companhia aos meus pais, pois meus irmãos não estariam na capital. Eles já tinham programado viagens nessa data e como nesse ano de campanha eu estive muito ausente da minha dupla preferida da melhor idade, achei que seria bom para nós três esse tempo de lazer. Para isso cuidei de fazer uma boa programação. Como eu sei que meu pai gosta  de visitar lugares novos e minha mãe curte a natureza,  telefonei para eles avisando que iria buscá-los para um tour pela zona sul. Fomos passear por lá e apreciar a belíssima paisagem do Rio Guaíba, que para mim, não existe igual em lugar nenhum do mundo. 

Depois, levei-os no Shopping Paseo Zona Sul, que é um empreendimento comercial recém inaugurado na cidade. O shopping foi pensado aos moldes do Bay Side de Miami, com lojas que dão para um grande jardim com flores, lagos, chafaris, bancos para sentar e restaurantes. Fica na Avenida Wenceslau Escobar. Estive lá na inauguração à convite do Sérgio Goldsztein que é um querido amigo. A Fernanda,minha nora, e a Vera, sua mãe, tem uma loja de objetos e decorações nesse shopping, a Via Appia, que é belíssima. A família também é proprietária de um conhecido antiquário na Avenida Coronel Marcos com o mesmo nome da loja.

Meus pais adoraram o passeio no Paseo. Eles se divertiram, encontraram amigos e colocaram a conversa em dia. Fizemos um lanche gostoso escutando boa música e sentindo o friozinho que o anoitecer trouxe. Já eram quase 21h quando larguei minha dupla em casa e, na despedida, uma advertência paterna: “ quando chegar em casa, nos liga avisando.”
Shopping Paseo Zona Sul
Pedro Américo e Carmem Leal ficaram contentes quando
encontraram o amigo Omar Ferri que também passeava no Shopping

 A pauta da conversa de dois ex-vereadores, não poderia ser outra,
se não a política. Enquanto isso minha mãe admirou a beleza do local

  Essa é a loja da Fernanda e da Vera

Nico Fagundes

Hoje, quando acordei, minhas orações foram para o Nico Fagundes que está hospitalizado em estado grave. Pedi à minha Nossa Senhora das Graças da qual sou devota que cuide do meu amigo querido que muito admiro.Esse é um momento difícil para a família e amigos. O sentimento dos gaúchos é de apreensão e despertou uma grande corrente de rezas de todas as religiões e credos, para que o ícone da nossa cultura saia mais uma vez vencedor dessa batalha que enfrenta pela vida. O que nos entusiasma é que o Nico é um guerreiro valente de grandes combates.  

sábado, 13 de novembro de 2010

Uma Paixão Chamada Marcela

Ela é doce como o mel! Entre crianças, jovens e adultos, brincadeiras e conversas com os bisavós, a Marcela, filha do meu filho, Marcelo, e da  minha nora, Fernanda, estreou com doçura e tranqüilidade no seu primeiro almoço em família, e olha que tinha muita gente nesse encontro. Meus pais reúnem o clã dos Leal a cada quinze dias, estavam ansiosos pela chegada da pequena, que foi saudada com entusiasmo logo na porta de casa. A Marcela foi de colo em colo e a Fernanda, muito calma, uma característica da personalidade dela que muito admiro, incentivou isso, o que surpreendeu a todos, visto que é “mãe de primeira viagem” e que a Marcela tem só um mês de vida! Fico feliz de ver meu filho Marcelo estabelecendo uma forte participação no desenvolvimento da Marcela desde agora. Ele é um pai de atitudes carinhosas e cuidadosas com a filha.

Nosso almoço de família acontece há muitos anos e vai quem pode, sem a obrigação de ir, pois o almoço sai igual se tiver quatro ou cinqüenta pessoas. Mas o interessante é que costumamos aparecer em peso e isso é muito legal, pois, dessa maneira, conseguimos fortificar nosso vínculo e preservar a união da nossa família passando esse legado para as futuras gerações. Acolhidos pelos nossos pais, eu e meus irmãos convivemos com nossos filhos e sobrinhos e agora os filhos deles estão junto da gente nesses encontros de amizade e respeito. 

É maravilhoso observar as diferenças das gerações e é emocionante ver meus pais transmitirem os mesmos valores aos netos e também aos bisnetos. A Marcela chegou trazendo um sentimento de paixão e ternura a todos nós.
Com minha neta Marcela e meus pais, Pedro Américo e Carmem
Meu pai é um avô orgulhoso dos netos e deixa transparecer esse sentimento com Marcelo, Marcela, Juliana e Martina
Meu pai, Fernanda, Marcelo com a Marcela, minha mãe e eu
A Marcela carregada pelo Marcelo foi recebida com muita alegria pelo bisavô Pedro Américo
A Marcela é um bebê muito tranquilo
Fernanda e as primas Martina e Marcela
Julia minha sobrinha, compenetrada segurando a Marcela





Participação feminina na política: uma conquista e não uma concessão

O Brasil caminha a passos largos para uma participação efetiva das mulheres no poder. É visível suas presenças na economia, na administração, na comunicação, na saúde, educação e na magistratura.Na política, no entanto,a representação feminina ainda é modesta.Apesar de sermos maioria do eleitorado votante,temos a menor inserção na esfera política de nosso país,fato que pode caracterizar-se pela falta de iniciativa das próprias mulheres, ou, também por ser esse um território reconhecidamente masculino. Leio e debato muito sobre a ausência das mulheres na vida pública e por vezes, escuto que é por conta da nossa sociedade que ainda é conservadora. Até pode ser, mas confesso que não acredito que seja esse o motivo. A legislação eleitoral (Lei 12.034/2009) explicita que os Partidos políticos preencham, no mínimo, 30% de suas candidaturas com mulheres, o que não ocorre na prática, devido às dificuldades que a mulher enfrenta para dar conta da sua dupla jornada de trabalho, dentro e fora de casa. Sem contar que as campanhas políticas são verdadeiras maratonas. Considerando que nossos direitos civis inexistiram por muitos anos, claro que devemos comemorar os avanços conquistados até os dias de hoje. Como a nossa história conta somente a partir do ano de 1932, quando, no governo Vargas, depois de muita luta,as mulheres conquistaram o direito ao voto. Ainda assim, penso que o Brasil cidadão precisa ser mais feminino. De que forma? É simples: nós mulheres não podemos ficar ausentes dos problemas que afligem o povo. É também nossa responsabilidade acompanhar e participar das mudanças sociais, criando alternativas, discutindo temas relevantes para nossa cidade, nosso estado e nosso país.Tenho plena convicção que nós mulheres precisamos “sair da casca”, valorizando nosso trabalho, direcionando-o para uma área vital que é o cenário político do Brasil. Vamos assumir nosso papel de cidadãs, filiando-nos em algum partido político, disputando um cargo eletivo ou  até mesmo fazendo militância partidária e ainda apoiando outras mulheres nas eleições que se avizinham. Não podemos nos acanhar! Somos capazes de lutar por uma sociedade mais humana, com menos violência, reivindicando saúde digna e boa educação a todos os cidadãos. Acredito que as mulheres na política, aumentam muito as efetivas possibilidades de transformação em um cenário mais justo, fraterno e democrático. Sonho com o dia em que a participação feminina na política será uma conquista, não uma concessão.Hoje a grande conquista, independente de ideologia partidária é a Novel Presidenta eleita do Brasil  que, pela primeira vez em nossa história, vai ser governado por uma mulher. Para ela, almejamos uma magnífica gestão e que a verdadeira democracia prevaleça.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Do blog “Nave Mãe” nasceu o livro

Com Tanise Dvoskin e minha filha Juliana

Tanise Sirotsky Dvoskin lançou ontem no Santander Cultural o livro “Nave Mãe- Da Descoberta da Gravidez ao Primeiro Ano do Bebê”. São relatos emocionantes da sua própria experiência como mãe que mexe com o coração de uma mulher que vive esse universo fantástico, que a maternidade é capaz de proporcionar. Vibrei com o nascimento do livro, que foi gerado do blog da Tanise, e agora passa a ser um manual prático para as mães de primeira viagem. Sem contar que minha neta Martina faz parte do livro com fotos e depoimento lindíssimo que a Juliana deu. Conheço a Tanise desde adolescente, pois a Juliana minha filha e ela são amigas. Elas tem uma turma que vem desde a adolescência e são muito ligadas, mesmo algumas morando longe, como é o caso da Tanise que mora em São Paulo, sempre que têm oportunidade, se encontram. A cada encontro das gurias, que hoje são profissionais competentes e jovens mães, têm agendas atribuladas, trabalhando dentro e fora de casa, essa amizade se fortifica. No evento, quando olhei para as meninas e vi em cada rostinho a alegria por estarem juntas, compartilhando da realização da Tati, não pude deixar de voltar no tempo e lembrar das festas quando eu as buscava e ia, que nem uma lotação, entregando de casa em casa, das noites de carnaval que não dormia, da praia de Atlântida que veraneei para que a Juliana ficasse perto das amigas, dos namoros, das viagens para Santa Catarina que era motivo de preocupação, do baile de quinze anos, das escolhas de profissões, dos vestibulares, dos casamentos, das gravidez. Minha nossa, vendo todas elas ali juntas, senti que o tempo voou, e nossas meninas agora são mulheres que construíram suas carreiras e suas famílias, nos enchem de orgulho e emoção pela forma amorosa e comprometida que vivem a vida.

 Tanise Dvoskin com Letícia Davis
 Prestigiando a sessão de autógrafos, Kátia Feijó Corrêa, Silvana Porto Corrêa, Vitor Raskin e Fernanda Zaffari
 Nelsinho Dvoskin com a noiva e uma amiga
 No restaurante Moeda do Santander Cultural um espaço especialmente preparado para receber as crianças
 Cintya Requena com o filho Pietro
 Manoela Villar Monteiro com o filho Martin
Mariana Bertolucci com a filha Antônia
Alemão Richter com o neto

Exibindo a parte do livro que fala sobre a minha neta Martina