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domingo, 25 de junho de 2017

Compromisso e gratidão


Queria dividir isso com quem acompanha meu blog. Lendo a ZH deste final de semana, me encontrei por completo no artigo do médico J.J.Camargo, “A Gratidão tem prazo de validade?”. Penso igual a ele. A perspicácia do autor é algo que me surpreende sempre. Lendo aquelas palavras sobre gratidão, de repente me veio na lembrança muitas coisas que já vivi e as pessoas que ajudei. Foram momentos em que ouvi lindas declarações, que me emocionaram, mas que o tempo se encarregou de apagar. Na minha campanha a vereadora, cheguei a imaginar que essas pessoas seriam as primeiras a fazerem questão de pegar meus santinhos para entregar aos seus amigos e vizinhos, só que isso não aconteceu e ainda pior, alguns fizeram campanha para outro candidato.
Teve também um ocorrido que me feriu profundamente. Ao final, quando me elegi vereadora, a primeira coisa que fiz foi chamar para trabalhar comigo pessoas que se engajaram na causa de forma voluntária e outras com quem eu havia assumido compromisso, por conta de um apoio político que recebi. Nada mais justo e merecido. Mas, para minha surpresa e tristeza, fui agressivamente cobrada por não ter colocado toda a equipe.
Já vou logo avisando aos críticos de plantão, que ajudo às pessoas sem esperar nenhuma retribuição, a não ser o sentimento de gratidão, mas, sim, a ingratidão machuca e incomoda. O relato do J.J.Camargo me fez consolidar minhas ideias, e o mais importante, me fez entender que ainda assim é um ganho ser uma pessoa comprometida, dedicada e grata, o que eu serei por toda a vida.

Em tempo: Lembrei de uma frase que meu pai muito falava, e que se não me engano era de Jarbas Passarinho: 

“A gratidão é um fardo pesado demais para os medíocres, que, na primeira oportunidade, a largam numa esquina!”






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