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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ato de Iom HaShoá VeHagvurá

Estive representando a Câmara Municipal de Porto Alegre, no ato que lembra e homenageia as vitimas do regime nazista que pereceram durante a II Guerra Mundial. A iniciativa foi da Federação Israelita do Rio Grande do Sul.
É um momento de lembrança às vítimas que passaram a pior perseguição a um povo já vista na história da humanidade; e também, para reforçar valores morais e éticos na busca de uma sociedade melhor.
Conhecidos pela preservação de suas tradições e memórias, os descendentes de judeus, a partir de uma cerimônia como esta, mantêm aceso o pensamento de que aquele episódio nunca seja esquecido, para que algo semelhante jamais se repita com outro povo ou nação.
Seis milhões de pessoas e muitas crianças inocentes tiveram suas vidas, seus sonhos e seu futuro, brutalmente ceifados somente pelo fato de serem de origem judaica. 
Os descendentes dos que sobreviveram à ira Nazista, têm a grande responsabilidade de manter viva a cultura e a tradição judaicas, através de um compromisso com a Memória em seu pleno significado. Isto porque a Memória não significa apenas o acervo que cada um de nós armazena.
A Memória de um povo, ou comunidade, é mais ampla.  Ela pode ser caracterizada como o conjunto dinâmico e interativo que abrange variados fatos e fenômenos: sociais, históricos, religiosos e culturais.  O povo judeu vive sob o imperativo da Memória, que se torna responsável por sua longevidade e continuidade histórica.
Se negarmos esta Memória e a existência do Holocausto, estaremos privando o desenvolvimento de mentes conscientes, que reflitam sobre o sofrimento passado pelos judeus, e que transmitam de geração em geração, a experiência por eles vivida.
Mesmo tendo sua história marcada de forma a mudar para sempre o curso de suas vidas, os judeus não esmoreceram e buscaram no fundo da alma e no orgulho da origem, a força para chegarem até aqui.
Minha ligação com a cultura judaica permite-me estar aqui não só como uma representante do legislativo, mas como uma cidadã que também faz questão de valorizar as tradições dessa comunidade tão forte e unida.
Para mim, esposa de um descendente judeu, o lado das lembranças familiares se sobressai e penso nas pessoas queridas que me transmitiram um conhecimento e uma vivência únicos.  Deste convívio, aprendi a reconhecer o valor da história deste povo, o que despertou em mim o espírito solidário, e tornou-me uma agente transformadora para a construção de uma sociedade mais humana, justa e igualitária.

Foto: Federação Israelita do RS

Foto: Federação Israelita do RS

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