sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Artigo publicado no jornal Zero Hora - Pres. PP/RS Celso Bernardi


  
                  Governar é cumprir a palavra

“Honestidade Política é fidelidade e coerência com os propósitos assumidos. É em linguagem clara, cumprir o prometido”. (Pontes de Miranda)
Na democracia a mesma urna que elege o governo elege a oposição. Ao governo cabe cumprir o prometido. À oposição cobrar as promessas e fiscalizar os atos governamentais. Um governo não depende apenas da sua qualidade, mas também da qualidade da oposição.
Assim, o Partido Progressista do RS, fiel ao dever oposicionista, realizou uma avaliação do primeiro ano do governo Tarso. E verificou que as medidas adotadas no primeiro ano foram corriqueiras, paliativas e não atacaram os verdadeiros problemas do Estado. O que se pode notar é um enorme aparelhamento do governo, com mais CCs, Secretarias, enfim, mais custo com a administração e menos com o cidadão.
Dentre as declarações generosas e promessas sedutoras, que deram a Tarso a vitória no 1º turno, está o discurso dos reflexos positivos do “alinhamento das estrelas” com o Governo Federal e com o Cpers – Sindicato. O que se observa entretanto até agora é uma eclipse, pois infelizmente as transferências da União para o Estado foram inferiores ao previsto. Por outro lado, o não cumprimento das condições para pagamento do piso nacional aos professores gaúchos, além de comprovar o desalinhamento, deverá gerar um passivo comprometedor para as finanças públicas.
Além dessas questões preocupa-nos sobremodo, por sua gravidade e pouco enfrentamento, o risco do retorno do déficit público. O primeiro requisito do Estado eficiente é o equilíbrio das contas públicas, pois o Estado não pode gastar mais do que é gerado pela sociedade que o sustenta. Esta verdade, ao que parece, é ignorada pelo governo atual. O problema mais sério do Estado é o montante e o serviço da dívida pública, que está comprometendo mais de 14% da Receita Corrente Líquida. Pois o governo, ao invés de liderar esforços e buscar através das luzes do “alinhamento”  soluções para diminuir estes exagerados e injustos gravames, prefere festejar a ampliação do espaço fiscal pelo governo Federal, em mais 1,5 bilhões. Contrair mais dívidas, mesmo que para investimentos, sem resolver a atual sangria da nossa receita, é um risco que precisa ser muito bem avaliado, pois a dívida de hoje é o imposto de amanhã.
Neste sentido, o PP-RS sugere, urgentemente, um mutirão das forças políticas e econômicas gaúchas para pressionar a União a ajustar os encargos à realidade atual, que é bem diferente daquela em que foi federalizada a dívida gaúcha (1998). Propomos, ainda, uma auditoria que promova um encontro de contas entre Estado e União a fim de resolver débitos históricos da União com o IPE, estradas estadualizadas, CEEE, etc.
Por fim, o PP gaúcho deseja ser parceiro na busca de uma solução dialogada e duradoura, para o desequilíbrio da previdência estadual. Não será com medida superficial, como o aumento de alíquota que o problema será resolvido.
Ao apontar equívocos e oferecer sugestões o PP prefere não seguir o conselho de Napoleão: “Nunca atrapalhe o adversário quando ele estiver cometendo um erro”. O que nos preocupa é o futuro do Rio Grande.

                                                        Celso Bernardi
                                                       
   05/01/2012                                                   

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Colocando assuntos e afazeres em dia

Eu sei, eu sei, estou devendo agradecimentos de mensagens, torpedos, ligações e cartões de natal e ano novo que recebi. Foram muitas as manifestações e me deliciei com cada uma delas. Gostaria de comentar sobre todas, mas como isso é impossível, guardei-as no meu arquivo pessoal com muito carinho.
Sobre os e-mails me cobrando fotografias minhas dos últimos acontecimentos, da viagem e da família, vocês estão certíssimos, pois, afinal, eu os acostumei com postagens ilustradas, o que acho que cai sempre bem junto com os textos. Prometo que o blog vai continuar com o mesmo perfil.
Ah, quase esqueço de responder a duas queridas leitoras que pediram textos reflexivos, tipo aquele dos Presentes pensados com o coração". Assim que estiver inspirada volto a escrevê-los.
A verdade é que ando um tanto quanto atrapalhada desde que cheguei de férias. É que não é fácil colocar as coisas em ordem depois de um longo tempo fora. Não sei se priorizo os assuntos pendentes ou os novos. Há pouco mesmo confirmei minha presença no Congresso de Comunicação que vai ocorrer no Rio de Janeiro no final do mês e olha que fiz isso em cima do laço,algo que não é do meu feitio.
Pensei que esse início de ano seria mais tranqüilo, porém, me enganei redondamente.  Só para vocês terem uma ideia ainda não fui a Torres! Estão todos lá: meus pais, meu filho Marcelo e suas duas mulheres: Fernanda e a pequena Marcela, que é o nosso sol. A Juliana e a Martina como estavam em Porto Alegre, eu já matei a saudade. O Felipe, que está de férias na faculdade e no trabalho, passou o ano novo no Rio de Janeiro, chegou ontem e consegui paparicá-lo bastante. A Duda, sua namorada, foi junto, e nós duas já colocamos o papo em dia. Tão bom isso de jogar conversa fora.
Agora um fato engraçadíssimo que me aconteceu ontem. Estava na loja da Vivo na  avenida 24 de Outubro colocando um chip no meu tablet, quando fui no caixa pagar a diferença que era R$12,00 - é que eu tinha um Ipad e o chip era menor, então, tive que trocar por um maior-  o funcionário que estava de cabeça baixa digitando, perguntou o meu nome e quando respondi ele saiu com essa: “Não acredito que a senhora está na minha frente"! Eu, surpresa,  perguntei por que? E ele: “Conheço a senhora, todo mundo conhece...” Eu, claro, fiquei honrada, mas quando vi que as pessoas por perto grudaram os olhos em mim, confesso que fiquei sem jeito. Aí um senhor que estava comprando celular me cumprimentou pela minha atuação política, outra senhora quis saber dos meus planos para esse ano e uma moça que aguardava na fila falou que ela e seus pais eram meus eleitores. Muito legal também que a funcionária que me atendeu foi um amor ao configurar meu tablet. Até meu blog ela acompanha!
Que gente querida! Eles fizeram eu me sentir uma estrela, foi divertido, animador eu diria, e dei boas risadas disso.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz 2012!


Olá, pessoal querido que me acompanha pelo blog!
Cheguei ontem à noite em Porto Alegre. Demorei, eu sei, foi um recesso e tanto, mas completamente necessário para descansar a cabeça e o corpo.
Valeu a viagem! Obrigada por vocês terem me esperado, confesso que estava louca de saudade, aliás, foi ela que me fez voltar. Depois eu conto das minhas férias.
Agora eu quero falar do ano que se inicia. Hora de agradecer a Deus por tudo de bom que me oportunizou viver, de pedir perdão pelos meus erros e que ele me conceda sabedoria para compreender o que me é difícil, por conta dos meus valores pessoais.
Fazendo uma breve retrospectiva, o meu ano de 2011 foi de muitas conquistas. Atuei na comunicação e posso me orgulhar de ter levado informações e análises sobre acontecimentos importantes da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país para milhares de gaúchos no rádio e na tevê. Ao longo desse período, enfrentei duras batalhas, a começar pela familiar: marido, filhos e pais achavam arriscado e cansativo demais eu participar do programa Pampa Bom Dia, que iniciava as 6h da manhã, ou seja, eu tinha que sair de casa às 5h e 20min e acordar muito antes disso. Por eles, eu teria aproveitado para curtir a vida e não me comprometido. O incrível é que mesmo eles sendo contra, aceitaram a minha escolha e tiveram uma paciência danada com as minhas ausências nos feriados em que foram para a praia e para a serra. Acho que esse tipo de atitude cuidadosa e respeitosa tem muito a ver com o conhecimento que as pessoas tem umas das outras. Sim, eu penso que o interesse pelo outro gera esse conhecimento, essa percepção. Então, sabendo o que é importante para ti, eu vou apoiar.
Sempre relutei diante da idéia de ser vista como filha do fulano ou a mulher do sicrano. Não que isso não seja motivo de orgulho; pelo contrário, mas, sinceramente, não seria o suficiente para mim. Sentia-me desconfortável ocupando somente esse posto e, à medida que o tempo foi passando, tive a certeza de que precisava ter um espaço próprio, só meu e feito por mim. Desde muito guria trabalhei para ser eu mesma e conquistar a minha liberdade profissional e, depois, quando casei - aos 17 anos - deixei pré-estabelecida a necessidade de mantê-la, para a minha felicidade, e porque não dizer, para a felicidade de todos.
Por mais que marido, filhos, casamento e família fossem muito importantes na minha vida, sabia que seria impossível ser uma coadjuvante em tempo integral, ter apenas uma posição representativa e ações derivadas e dependentes do marido.
A rotina de uma mulher é feita de pequenos e grandes momentos, de coisas boas e ruins, de encontros e desencontros, de crises, dúvidas, traições, desenganos, ilusões, frustrações e alegrias... Precisava viver tudo isso de uma forma direta e intensa.
Amigos, colegas, funcionários, vizinhos, conhecidos fazem parte da minha existência e da forma como eu me relaciono com o mundo. Essa troca de experiências, esse compartilhar de emoções, só se consegue andando na rua, pegando condução, esperando em filas, pagando contas, indo no supermercado depois de um longo e exaustivo dia de trabalho.
Falar com as pessoas, sorrir para elas, dividir um problema, ouvir a sua dor é o que faz de mim uma pessoa por completo. Na verdade, essas são pequenas coisas do cotidiano que me trazem a felicidade.
Nesse meu caminho pessoal e profissional feito com devoção e na busca de fazer mais e melhor, eu conheci e convivi com muitas pessoas e todas me acrescentaram algo, algumas me ensinaram muito e ficarão guardadas de maneira especial para sempre no meu coração.
É nesse clima de agradecimento que inicio meu ano e desejo aos meus amigos e leitores um 2012 com saúde e toda a felicidade do mundo!
Um beijo
Mônica


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uma parada necessária


Daqui a pouco, estarei viajando em férias.Vou passar um bom tempo fora e, antes de partir, eu preciso deixar registrado ao meu leitor, a minha leitora, que mil dúvidas passaram pela minha cabeça sobre atualizar ou não o blog nesse período.
Quem me conhece sabe que acredito muito, e de verdade, na palavra proferida. Ela é determinante na minha vida pessoal e profissional.
Sempre levei muito a sério a palavra. Penso nela como uma ferramenta mágica que tem o dom de aproximar as pessoas, que abre caminhos, encurta distâncias, resolve desavenças e que exterioriza sentimentos. E ela nos custa tão pouco, apenas a nossa dedicação e cuidado. Mas, é preciso ter responsabilidade no seu uso, senão, podemos machucar e afastar alguém.
Então, mesmo sentindo muita vontade de compartilhar a minha viagem com vocês através das postagens, não vou fazê-lo, justamente porque não sei se terei condições de assumir esse compromisso.
Não quero ficar preocupada imaginando que meus leitores estão acessando o blog para ver se eu postei alguma novidade. Isso me deixaria muito mal.
Se tem uma coisa que aprendi ultimamente, é ter plena consciência dos meus limites. Vou até onde posso. Procuro fazer sempre mais e melhor, mas nem sempre isso é o suficiente.
Pensei muito e foi no domingo de noite que eu decidi ficar fora do ar nesse tempo de viagem. Considerem isso como umas férias do meu blog. Vou aproveitar essa oportunidade para dar uma parada com tranquilidade e me apossar por completo da minha vida.
Desejo a todos, de coração, um FELIZ NATAL !





                     



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Doce Tradição

Essas fotos registram o almoço de sábado na casa dos meus pais. Esse é um hábito que a família Leal não abre mão.


Com meu pai
 Juliana, Ângela, minha mãe, Martha, eu, Aline, Gabriela, Luisa com a Cristina


Júlia e Martina aprontando 
Martina e Juliana

sábado, 17 de dezembro de 2011

Presentes pensados com o coração

 
A medida que me aproximo do Natal- a data por excelência de todos os presentes- começo a questionar o próprio conceito de dar.
Qual o objetivo que está na base dessa atitude?
Eu confesso que, por mais que tentem me convencer de que é um ato de consumo, uma bobagem, um gasto desnecessário, um cansaço, o que me vem na cabeça são as imagens do brilho nos olhos e do sorriso da pessoa a quem entrego o meu presente.
Ah! Essas lembranças derrubam todos os meus questionamentos e a emoção vence a razão.
Para mim, oferecer um presente é sempre um sinal de carinho. É como escutar o coração da pessoa que recebe batendo num compasso mais feliz.
Penso que o gesto de presentear é revestido de muitas coisas e começa pela vontade de dar algo a alguém que me é importante. Depois, vem a busca de encontrar o presente certo, o que requer pesquisa e tempo.
O conteúdo é decisivo, pois transporta consigo uma mensagem. Por exemplo: uma gravata bonita é para ser entendida como um detalhe para realçar a roupa de quem se veste de forma elegante. Um apetrecho esportivo é um incentivo a essa prática. Ou, por outro lado, eu posso interpretar o perfume certo que recebi de presente, como um sinal de que a pessoa conhece o aroma que sempre usei e me identifica.
E essas trocas não tem nada a ver com valores.
Algo simples como uma guloseima preferida também tem o seu efeito encantador, pois mostra o quanto sabemos da pessoa que estamos presenteando.  
O significado de dar um presente é que é importante, não o seu preço ou o seu tamanho. 
Os presentes conservam em si a imagem e o sentimento que o remetente tem do destinatário. 
Me atrevo a dizer que são pequenas e importantes declarações, porque são pensados com o coração, criados com dedicação e dados com amor.