quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A fé que protege


Nesta última terça-feira, às 6h e 40min, eu peguei um avião em Porto Alegre no aeroporto Salgado Filho direto para o Rio de Janeiro e desembarquei às 8h e 45min no Santos Dumont.
Exatamente às 9 horas, fui para o centro do Rio onde tinha uma reunião de trabalho. Como esse aeroporto fica perto do local onde eu ia e o trânsito estava calmo, cheguei rápido e vi que havia folga no horário, então, resolvi tomar um café numa lanchonete por ali mesmo.
A reunião, que aconteceu rigorosamente no horário marcado,11 horas, me possibilitou voltar para Porto Alegre no vôo das 14h e 30min.
Estou fazendo esse relato porque quero contar para você que me acompanha pelo blog, que eu estive no Rio de Janeiro praticamente no local e quase na hora da explosão que aconteceu nesta quinta-feira.
Sim, isso mesmo, eu estive lá, mas com uma pequena diferença de tempo.
Confesso que fiquei petrificada quando escutei a noticia no rádio. Passado o impacto, fui me inteirar do acidente que enlutou a cidade maravilhosa. Por essa me agarro a minha fé e  agradeço por estar viva.
Eu sempre fui uma pessoa de muita fé. Sou devota da Nossa Senhora das Graças, mais conhecida como a Nossa Senhora Milagrosa, inclusive uso no  pescoço uma medalha com a figura dela. Já fui a Paris visitar a Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa que fica na rue Du Bac. Também estive na Basílica de São Pedro em Roma, onde fiquei a poucos metros do Papa João Paulo II e estendi a medalha para que ele a benzesse – outro dia eu conto esse capitulo da minha vida, que é lindo e extremamente significativo
Sempre que posso vou na missa e todos os dias, antes de dormir, eu rezo uma Ave Maria, um Pai Nosso e um Ato de Contrição. Depois, peço a Deus que proteja a mim e as pessoas que amo.
Quando estou preocupada, ou triste com alguma coisa, faço a Novena da Medalha Milagrosa.
Tenho muito que agradecer a Deus por atender as minhas preces e me proteger!



Em tempo: A reunião no Rio de Janeiro estava agendada para quinta-feira, mas eu pedi que fosse antecipada, e como quarta era feriado, aconteceu na terça.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Protestos

A Marcha Contra a Corrupção realizada nesta quarta-feira em Brasília reuniu cerca de dez mil pessoas.
Os manifestantes fecharam  durante três horas as vias da esplanada dos Ministérios.Eles partiram do Museu da República rumo ao Congresso Nacional por volta das 11 horas munidos de vassouras, apitos e vestindo fantasias ou camisetas pretas, simbolizando luto.
O Movimento Todos Juntos Contra a Corrupção se declara apartidário. Além de protestar contra políticos corruptos esse movimento tem alvos definidos. Os principais são:

 1- O fim do voto secreto no Congresso
 2- A aprovação da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF)
 3-A manutenção do poder de fiscalização do Conselho Nacional de Justiça sobre os juízes, que está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente da Ordem dos Advogados, Ophir Cavalcante, que participou da caminhada, reclamou da falta de transparência no Judiciário: "A sociedade está pedindo ao Judiciário que cumpra sua parte e seja transparente". Ele também declarou: "Retirar os poderes do CNJ é tornar um passado negro dentro da estrutura do Judiciário, em que tudo era colocado para debaixo do tapete”.
O senador Pedro Simon  defendeu a aprovação imediata da Lei da Ficha Limpa no STF, afirmando: “A Ficha Limpa tem que valer para a eleição no ano que vem”.  

As minhas crianças


A naturalidade foi a maneira que encontrei para construir com as minhas netas, Martina de dois anos e Marcela de um ano, uma relação amorosa e sólida.
Para as pequenas, a minha participação nas suas brincadeiras é um momento mágico.
É assim, contando histórias, brincando, passeando e conversando que elas apreendem, constroem conhecimento e se desenvolvem.
É  muito bom para mim, ficar com as meninas.
Nos sentimos totalmente íntimas!
O vínculo que existe entre nós, a cada encontro fica ainda mais forte por eu estar ali, participando da vidinha delas. Essas fotos registram os nossos encontros  que são sempre muito divertidos.



Marcela e Martina brincando

A Martina adorou a barraca armada no meio da sala

Martina aprendendo a subir escada

e descobrindo novas maneiras de descer



 Marcela e eu brincando de comidinha com a Martina



A Martina curtindo as minhas brincadeiras
 


A Martina  quando dorme na minha casa, no outro dia me acompanha no café da manhã

A Martina adora brincar com a minha caixa de bijuterias

Que nem eu, ela prefere  comida italiana

Depois do almoço a Marcela dorme a sesta  

A Martina me esperando para sair

Marcela e eu participando de uma festa da família Leal


 
A pracinha é o programa preferido da Martina


.....e da Marcela
 
                                     
Desde pequenas que elas prestam atenção nas histórias que eu conto 

As meninas é que apagaram as velas do meu bolo de aniversário



 Marcela estreando o poncho que foi da Martina

 Marcela brincando na barraca casinnha

Martina e as bonecas

Martina no parque de diversões
A Marcela sempre dorme no carro a caminho de volta para sua casa.É sinal de que aproveitou o dia comigo.

Martina na piscina de plástico 

Martina e eu em Torres









segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ninguém sabe tudo


Se tem uma coisa que me incomoda é escutar besteiras, principalmente quando elas vem dos “ditos intelectuais cultos”.
E por que isso me incomoda?
Por um motivo muito simples:  ninguém sabe tudo.
Quando desconhecemos algo, penso que devemos ter a responsabilidade de dizer. Até porque, lá na frente, o “sabe tudo” pode pagar um “mico” quando comprovado que a sua verdade anunciada como absoluta não confere.
Dia desses, um colega jornalista me ligou dizendo que escutou um escritor gaúcho dizer que os nossos últimos governos estaduais não investiram em livros e, inclusive, fez um saudável desafio no ar ao dizer, nesse tempo eu não conheço nenhum secretário da cultura que tenha adquirido livros, se alguém aí souber de um, por favor apresente o nome.
Então, aqui vai um nome.
Eu, Mônica Leal!
A gestão da Secretaria da Cultura, no Governo Yeda Crusius, de 2007 a 2010, através do Departamento de Coleção e Acervo, responsável pelo livro e a leitura, priorizou  a restauração da Biblioteca Pública do Estado em seu prédio histórico, integrante do Patrimônio Cultural Brasileiro e Rio-Grandense (é tombado nas duas esferas : nacional e estadual). Para a restauração total, foi necessária a remoção e acondicionamento de todo o acervo bibliográfico.
A Biblioteca passou, então, a funcionar em espaços disponíveis na Casa de Cultura Mário Quintana. Sendo esses espaços exíguos, não foi possível a disponibilização plena do acervo. Muitos livros ficaram encaixotados para sua proteção, especialmente as obras raras. Diante deste fato, decidiu-se por não adquirir acervo permanente enquanto não se tivesse espaço para disponibilizá-los ao público.
A Biblioteca continua em obras, já quase finalizadas. 
Livros de literatura infantil, juvenil e adulta foram adquiridos pela SEDAC para compor as “Bibliotecas Itinerantes”, projetadas para atendimento aos programas estruturantes do governo.  Foram produzidos cerca de 35 "kits móveis", contendo cerca de 100 livros cada, que itineraram por comunidades carentes de 75 municípios gaúchos. Criou-se uma parceria com as administrações municipais onde suas secretarias parceiras dos projetos responsabilizavam-se na divulgação e controle.
Com isso, comprova-se que o Estado adquiriu sim exemplares de livros que, inclusive circularam de forma a beneficiar inúmeras pessoas que jamais tinham tido acesso a esse meio de conhecimento.
Não posso deixar de registrar também que foi em minha gestão como Secretária da Cultura, que obtivemos a cessão do prédio conhecido como “casa da cidadania”, localizada na rua General Câmara, a menos de cem metros da Biblioteca Pública, onde funcionará uma espécie de anexo da Biblioteca principal, justamente para poder aumentar o acervo e disponibilizá-lo com maior qualidade para o cidadão.
Esta foi realmente uma vitória da Secretaria da Cultura, pois outros órgãos da administração direta solicitaram o prédio, entretanto a Governadora foi sensível ao apelo da Cultura justamente por saber da importância de seu complexo bibliográfico.


domingo, 9 de outubro de 2011

Ainda sobre o livro Vedra - Fotos do lançamento

            A autora do livro Vedra, Maria Inês D'Almeida, durante a sessão de autógrafos

                      A escritora sendo prestigiada por seus filhos, Eduarda e Lucca

                                  Eu e a escritora no lançamento do livro Vedra

                                 A noite de autógrafos do lançamento na livraria Cultura

        A escritora e o poeta gaúcho, Luís Coronel, responsável pelo prefácio do livro Vedra

                      Maria Inês e amigas posando com seus livros autografados

                                 Muitas pessoas foram prestigiar a autora

Comentários sobre a postagem“Um cavalheiro chamado Pedro Américo Leal”

Beleza, Mônica.
Como não respeitar - e gostar - do coronel?
Isso mesmo, orgulho em ser filha dele!
bj  
JL Prévidi




Mônica 
Esse é o meu tio " Pedro Américo Lea l", é uma legenda sim e porque não dizer uma lenda viva dessa terra farta e linda chamada Rio Grande do Sul.
Mônica, parece que estou vendo vocês nesse passeio, que, como você disse, " memorável "! Realmente, tio Pedro é uma presença forte, marcante, amorosa e sábia. Na política deixou um grande legado, todos o conhecem e o admiram, mesmo aqui no Rio de Janeiro, por muitas vezes falo, com orgulho, " sou sobrinha de Pedro Américo Leal ".
Homem de grande sensibilidade, capaz de escrever coisas como essa que marcaram a minha infância e que nunca esqueci:

"Nuvens são carneirinhos que brincam no céu
Estrelas são janelinhas onde a chuva passou
A lua é uma bola, que a criança chutou
Vem rolando, rolando, mas nunca chegou!"

Um grande beijo com muito carinho para você, meu tio Pedro
Maucha Land




Mônica
Muito grata pela postagem que me deixou também, muito feliz!
Bom domingo! Um abraço ao Pedro Américo Leal!
Estou saindo de Júlio de Castilhos para POA e pegar o vôo para Brasília!
Ana Amélia Lemos

Um cavalheiro chamado Pedro Américo Leal

Sabe aquela cena de um filme que você viu um dia e nunca mais esqueceu, porque achou simples ou marcante demais, e, de repente, se vê nela e sente que aquele momento que está acontecendo vai se tornar algo fora de série, algo que ficará nos seus guardados do coração?
Pois foi exatamente assim a minha manhã de sexta-feira.
Pedro Américo Leal, meu pai, dono de um cavalheirismo único, aos 87 anos, surpreendeu-me mais uma vez. 
Acompanhe os fatos: eu havia combinado de buscá-lo às 9h para irmos juntos ao Partido Progressista Estadual, onde tinha um evento para novas filiações.
Como esse compromisso era só às 11h, minha intenção era levá-lo para passear pelos arredores do Centro Histórico, que sei que ele gosta muito, e, depois, tomar um saboroso café  para colocar os assuntos em dia.
Na hora marcada, estacionei meu carro na garagem do edifício dele e vi que já estava de prontidão, me aguardando. Por um momento, fiquei observando a figura que vinha na minha direção. Estava impecavelmente bem vestido, como de costume.
Conheço a pontualidade do coronel, pois trabalhamos juntos por doze anos e acho que foi daí que peguei o rigor com o cumprimento dos horários. 
Então, seguimos para o centro e fiz o caminho que ele gosta, para que apreciasse as casas e prédios antigos em contraste com as novas construções: desci um pedaço da rua Casemiro de Abreu, peguei a Coronel Bordini até a Avenida 24 de Outubro, parei na esquina da Vila Jardim Cristhofel, onde moramos na minha adolescência e analisamos as mudanças do bairro. Abriram-se as comportas do tempo e recordamos o passado.
Feito isso, desci a rua Ramiro Barcellos e entrei na Alberto Bins. Pronto, estávamos no fervo do centro da capital. Fui devagarzinho, sem pressa, pois a minha manhã era do meu pai.
Chegando na rua Duque de Caxias, estacionei o carro na frente da Assembléia.
Assim que alcançamos a calçada, meu pai me ofereceu o braço e saímos a passear pela Praça da Matriz. Eu que achei que iria conduzi-lo pelas ruas, fui maravilhosamente conduzida por um cavalheiro a moda antiga.
Que coisa boa viver esse glamour! E não ficou por aí não.
Quase em frente a Catedral Metropolitana havia um silencioso vendedor de flores, sim, é isso mesmo, silencioso, porque ele não oferecia aos gritos suas rosas, apenas as tinha expostas na lona verde desbotada que cobria uma parte do chão.
Meu pai parou próximo ao vendedor e apontou para um ramalhete de rosas cor de rosa e disse: “meu senhor, por favor, alcance-me essas flores que eu quero dar de presente para  minha filha”.
O homem, que tinha uma pele castigada pelo sol, retribuiu com um largo sorriso a gentileza das palavras e a venda que acabara de fazer,dizendo:“É...os tempos são outros, mas as mulheres continuam gostando de flores”.
A famosa sabedoria popular! Sim, esse vendedor tem razão!
Eu sai dali feliz da vida com o meu buquê de rosas.
Caminhamos mais um pouco e logo fomos parados pelo soldado Da Luz, da Brigada Militar, que reconheceu meu pai e fez questão de cumprimentá-lo. Enquanto caminhávamos, meu pai ia cumprimentando a todos com um animado “Bom dia” e recebia de volta a mesma saudação. O curioso é que muitas eram ditas de forma animada e outras, surpresa, mas ninguém, ninguém mesmo, deixou de retribuir.
Lá pelas tantas eu comentei que ele conhecia muita gente e recebi de pronto essa resposta: “Nem todo mundo que cumprimentei eu conheço. Saudar  pessoas conhecidas é uma regra básica da etiqueta e saudar quem não conhecemos é um ato de generosidade que devemos praticar sempre". 
Minha nossa, meu pai com o seu gesto simples, espalhou alegria por onde andou. 
Depois sentamos em um dos bancos da Praça e contemplamos os pássaros que cantavam a melodia da primavera. Aproveitamos para conversar. Claro que Torres tomou conta quase que por completo da nossa conversa. É que nós dois adoramos essa praia. O engraçado é que chegamos a conclusão que preferimos Torres fora do veraneio, ou quando estamos nele, mais durante a semana, quando reina a paz.
Saímos dali em direção a Rua da Praia em busca de uma cafeteria, que logo encontramos. Um saboroso café, coisa que eu gosto muito, ainda mais em boa companhia como a dele, que sempre tem muito a me ensinar.
Olhei para o relógio que apontava 10h e 30 minutos, sinal de que tínhamos que iniciar a caminhada até a sede do partido, onde nos aguardava o Coronel Nelson Pafiadache, Ex- Comandante da Brigada Militar do Governo Rigotto, amigo querido, que está retornando ao PP a nosso convite. A sua ficha partidária seria abonada pela Senadora Ana Amélia Lemos.
Havia muitas lideranças progressistas presentes e novos filiados também.
Meu pai fez o maior sucesso no evento. A  Ana Amélia, em sua fala, fez questão de registrar a sua presença e contou da amizade que seu marido e ele tinham. Todos os  pronunciamentos foram na mesma linha. Celso Bernardi, Pedro Bertolucci, Tarso Boelter, Adolfo Britto que representava a bancada de deputados e o Vereador Nedel, a municipal, ressaltaram a sua bela trajetória política e importante contribuição para a formação do partido.
Ainda demoramos um pouco para ir embora quando terminou o evento por conta das fotos que os novos filiados queriam tirar com Pedro Américo Leal, uma lenda viva da política gaúcha que tenho a felicidade de ter como pai e amigo.