quarta-feira, 18 de abril de 2018

Gente que Surpreende

Esta é a Soeli.
Ela faz de tudo um pouco, sempre pensando no bem das pessoas.
Moradora do Campo Novo, na Zona Sul de Porto Alegre, é muito religiosa e frequenta a Igreja de Nossa Senhora das Graças. Na sua comunidade, seguido é chamada pelos vizinhos que precisam de algum cuidado de saúde, seja para aliviar uma febre, uma tosse ou uma cólica de bebê através de suas rezas, benzeduras e massagens.
Natural de Palmeira das Missões, lecionou como professora municipal por vinte e um anos. Para dar suas aulas, atravessava diariamente o Rio da Várzea para o lado de Constantina, pois só assim, os moradores de lá, que precisavam ser alfabetizados, poderiam estudar. Fazia isso remando o próprio caíque, sob chuva ou frio, com rio cheio ou baixo, até de noite. De tanto em tanto tempo, o barquinho precisava de reparos na pintura ou na madeira, e com um pouquinho da ajuda de todos, ela podia seguir sua missão. Além de dar aulas, muito trabalhou com o marido na roça. 
Veio para Porto Alegre em definitivo há uns seis anos para ficar mais perto dos filhos, que já haviam se mudado para cá.
Ah! Esqueci de contar que ela também faz um delicioso pão caseiro para vender.


Pelo direito de ir e vir!

Inadmissível o procedimento da Via Campesina e do MST que continuam bloqueando estradas em seus protestos. Tal procedimento tira o direito de ir e vir das pessoas. Há pouco escutei no rádio que uma senhora, que tem hora marcada para fazer quimioterapia em POA, está trancada na estrada. 
As autoridades não podem ficar inertes a este tipo de bloqueios ou negociar com vândalos e baderneiros. Devem desbloquear imediatamente.


terça-feira, 17 de abril de 2018

Inicio, meio e fim

Cada vez mais reforço a minha crença de que falar em público é mesmo uma arte.
Há muito tempo frequento os mais variados tipos de eventos, sejam políticos, sociais, comemorativos, de premiações ou de homenagens, e, por este motivo, já fui público para centenas de pronunciamentos, feitos dentro de diversas condições, boas e ruins.
Digo isso, porque em sua grande maioria, os discursos são longos demais, muitas vezes inapropriados para um ambiente sem conforto, onde, depois de um dia longo de trabalho, assistimos as falas em pé, sem ter onde sentar.
Olhamos a nossa volta e vemos idosos se aguentando para não esmorecer e manter a atenção.
Às vezes, dependendo da estrutura e formato da ocasião, os demais escalados a discursar ficam ali, ouvindo aquele que tomou o microfone para não soltar tão cedo, tomado pela emoção ou querendo resumir toda sua vida naquele pronunciamento.  
Nessas horas, onde deveríamos estar atentos às falas, as mesmas também nos dão margem a divagar e voar o pensamento.
No meu caso, as comportas do tempo se abrem e costumo lembrar de quando eu acompanhava meu pai nos comícios políticos.
Muito curiosa, eu perguntava sobre tudo e todos e recebia dele assertivas que ficaram como lições para minha vida pública, como o seguinte: discursos devem ter início, meio e fim. Deve-se colocar no papel aquilo que se quer falar, ou fazer um roteiro. Até sermão de padre deve estar no papel
Não esqueço estes princípios e tento segui-los, pois observo na prática que os bons discursos são os feitos no tempo certo e com conteúdo focado no que o momento em questão solicita. 
E tenho dito!


Falta de pessoal no IGP


A visita que fiz na manhã desta terça-feira, só reforçou o meu sentimento que o problema do Instituto Geral de Perícias/RS é a carência de recursos humanos. O último concurso realizado para o IGP foi em 2017, com vagas para peritos criminais, legistas, além de técnicos, mas os aprovados ainda precisam ser nomeados. 
Funcionários foram se aposentando, sem reposição, e a criminalidade avançou de forma desenfreada. Fiquei impressionada com a dedicação, a competência e a organização dos servidores. Conheci o laboratório onde são realizados testes de DNA, para perícias e toxicológicos, com drogas apreendidas. 
Sempre interessada na área da segurança pública, minha intenção é ajudar. Abaixo, registros da ida ao Instituto:






segunda-feira, 16 de abril de 2018