quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sobre a Avenida Castelo Branco


Abaixo, compartilho as matérias da imprensa sobre a aprovação da mudança de denominação da Avenida Presidente Castelo Branco  para  Avenida da Legalidade e da Democracia, votada ontem no plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre.
Para melhor leitura, clique em cada imagem:
















quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A Avenida Castelo Branco não existe mais

                
Neste 27 de agosto, no plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre, foi votado e aprovado o Projeto de Lei que altera a denominação da Avenida  Presidente Castelo Branco para Avenida da Legalidade. 
O projeto dos vereadores Fernanda Melchionna e Pedro Ruas, do PSOL, já havia sido alvo de muita discussão no plenário, onde fora rejeitado, e retornou sem acrescentar nenhum fato novo ao conteúdo da proposição.
Abaixo, disponibilizo a minha manifestação, que falei na tribuna, na íntegra:



                                                              Manifestação

 Referência:  Projeto de Lei que altera a denominação da Avenida Presidente Castelo Branco  para Avenida da Legalidade (Proc. n° 0046/14  PLL  nº 001/14).


    Venho a esta tribuna fazer uma manifestação a respeito do Projeto de Lei de autoria do Vereador Pedro Ruas e da Vereadora Fernanda Melchionna, que  altera a denominação da Avenida Presidente Castelo Branco para Avenida  da
Legalidade. Trata-se da reapresentação de um Projeto polêmico que traz no seu bojo uma conotação político partidária, que já foi alvo de muita discussão neste Plenário, onde o Projeto foi rejeitado, e que retorna sem acrescentar nenhum fato novo ao conteúdo da proposição.

    O Projeto suscitou divergência de interpretação quanto a legalidade e juridicidade entre a Procuradoria da Casa e a CCJ, em relação ao atendimento
do disposto no art.8º da LC nº320/94 (consulta prévia aos moradores domiciliados nos limites do logradouro) e quanto ao malferimento do art. 4º da referida Lei (atribuir a mesma denominação a mais de um equipamento público). Além disso, o Projeto não atende exigências impostas pelo próprio  ordenamento jurídico da Lei nº 320/94 , referente  ao artigo 5º (apresentação de documentos de identificação do logradouro a ser denominado -croqui, aerofoto e outros), e ao art. 9º (as denominações de logradouros e equipamentos públicos serão objeto de lei de iniciativa do Prefeito Municipal ou dos Vereadores). Logo, para alterar a denominação de um logradouro público  há necessidade de alterar  ou revogar a  lei existente, sob pena  termos duplicidade de logradouros públicos com a mesma denominação.

    Este Projeto, em nosso entendimento, vai além da alteração do nome de um simples logradouro público. Mexe com uma importante via expressa que permite rápido acesso entre regiões à ela conectadas. A Avenida Presidente Castelo Branco, liga a rodoviária e a Avenida Mauá (2ª perimetral), no centro, à Avenida Sertório, na zona norte, e às BRs 116 ( ponte do Guaíba) e 290 (Freeway), além de acompanhar parte da linha do Trensurb.

   O argumento dos autores de que não há endosso dos moradores porque não existem domicílios ao longo da Avenida Castelo Branco não prospera, e nem afasta o impedimento legal. Retrata apenas uma situação que se desenha no presente momento, podendo ter outra configuração no decorrer do tempo.

  Nós, legisladores temos que ter a capacidade de prospectar. A expansão urbana faz parte do desenvolvimento das cidades, e Porto Alegre caminha nesta direção. Dentro desta perspectiva, nada impede que futuramente possam
surgir edificações próximas à Avenida Castelo Branco (construção de acessos secundários, armazéns, fábricas ou mesmo prédios públicos).

  Modificar, portanto, a denominação de uma via de acesso a Porto Alegre já institucionalizada e que é do conhecimento da população significa descaracterizar um importante ponto de referência para os porto-alegrenses, e para todas as pessoas que adentram a nossa Capital utilizando esta alternativa viária.
      
   Em relação ao mérito da proposição, que consiste em homenagear o Movimento da Legalidade, entendemos que as razões apontadas pelos autores tornam-se inconsistentes na medida em que o Legislativo municipal já aprovou a Lei nº 6952/91, que denomina especificamente o local onde se desenvolveu o principal ato de resistência legalista, ou seja, o Largo do Palácio Piratini, da Assembleia Legislativa e da Catedral Metropolitana como sendo o Largo da Legalidade. Esta Lei representa um inegável reconhecimento à Legalidade e ao seu mais destacado líder, Leonel Brizola.

   Em que pese o reconhecimento do Movimento da Legalidade, os fatos históricos que antecederam esse episódio não podem ser desqualificados e/ou apagados da memória nacional. Com a reapresentação deste Projeto, se constata que o objetivo maior dos autores é reabrir a discussão política sobre o período em que o Brasil foi governado pelos militares, atingindo por consequência, a figura do Marechal Castelo Branco.

   Os nomes e os movimentos históricos fazem parte de toda e qualquer sociedade, de modo que não podem ser simplesmente apagados dos nossos livros e alijados da biografia de nossa cidade. Discordem ou não, figuras emblemáticas que de uma forma ou de outra influenciaram para a construção da história do nosso País devem e precisam ser lembradas.

   Os acontecimentos passados e seus respectivos protagonistas, tem um valor inestimável na construção da história de um povo, e o que foi consolidado ao longo do tempo não pode ser modificado por razões ideológicas ou político-partidárias.

  Vereadora Mônica Leal

  Em 27.08.14 


Na tribuna fazendo minha manifestação sobre o projeto

Após a votação, momento em que, como líder, li a declaração  de voto da 
bancada do PP, acompanhada pelos colegas Nedel e Villela.
Foto: Leonardo Contursi/ CMPA

          




Hoje é Dia de Santa Mônica





Recebi o nome de Mônica, devido à Santa Mônica.
Minha mãe, Carmen, muito católica, conhecia a história de fé desta mulher que virou santa, conhecida por persistir em oração na busca de seus objetivos e pelo bem de sua família.
Meus pais simpatizaram com a força que vinha junto com esse nome e assim me batizaram. 
Reza a lenda que meu pai, Pedro Américo, gostaria que fosse Monique - e assim ele me chama de uma forma carinhosa e só nossa até hoje - mas a preferência da minha mãe por Mônica, venceu. 

"Santa Mônica, rogai por nós!"


A história:

Santa Mônica provou com sua vida que realmente “tudo pode ser mudado pela força da oração.” 
Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã que lhe entregou, segundo o costume da época e local, como esposa de um jovem chamado Patrício.
Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado.
A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.
Santa Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras.
Contudo, a mãe, fervorosa e fiel,nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”.
Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: 
“Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.



Santa Mônica e Santo Agostinho










terça-feira, 26 de agosto de 2014

O Brasil dos porquês


A escritora Lya Luft nos lembra de forma incisiva e contundente a pensar ainda mais nos nossos porquês diários enquanto cidadãos brasileiros com o que escreveu em sua coluna da revista Veja de 13/8/2014 - edição n° 2386.  
Quero compartilhar essa leitura, refletindo que não podemos de jeito nenhum ser meros expectadores dos problemas do nosso país. As pessoas têm o poder e a liberdade de reclamar, mas muitas vezes não saem disso.
Uma forma de diminuir esses porquês citados no texto e de mudar a realidade do Brasil é através do voto. O voto é democrático, é de todo cidadão, ele nos iguala.
A escolha acertada vai do interesse de cada um de se informar e conhecer o perfil e a vida dos seus candidatos e de acompanhar as campanhas políticas. 



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Filme "Getúlio" hoje na TV aberta


Quero recomendar a quem não assistiu no cinema, o filme “Getúlio”, que passará hoje à noite na Tela Quente da Rede Globo, marcando os 60 anos da morte do presidente Getúlio Vargas.
Assisti ao filme logo que estreou e achei maravilhoso, uma aula de história do Brasil que todo brasileiro deveria ver.
Gostei de ver retratada a participação do General Euclides Zenóbio da Costa, importante cidadão e militar carioca daquela época, que veio a ser uma figura muito influente e decisiva na vida do meu pai.
Pedro Américo Leal nasceu no Rio de Janeiro. Perdeu o seu pai com três anos de idade e a mãe trabalhava o dia todo na Caixa Econômica Federal de Niterói, então, foi criado muito próximo aos primos, cuja tia Ida, era cunhada do general. 
Ele e seus primos Paulo e Hermínio, então cadetes, obedeceram as orientações do tio militar, que definiu o destino dos sobrinhos determinando um local para cada um servir ao Exército. Meu pai iria para o Nordeste. No dia de entregar as passagens aéreas, o tio trocou os envelopes e, de repente, numa manhã de inverno do ano de 1944, o jovem do Rio desembarcou em Porto Alegre somente com roupas de verão na mala e foi direto para o centro da capital, mais precisamente para a Rua da Praia, bem em frente a joalheria Ibañez. 
Ali parado, ficou apreciando a rua, que na época era o centro comercial mais importante da cidade, com casas de negócios e lojas, muitos fregueses, transeuntes e famílias inteiras que faziam de uma ida a Rua da Praia um programa de lazer. Pois foi nesse cenário que meu pai flagrou, através da vitrine da joalheria, uma linda jovem, Carmen, a filha mais moça do joalheiro João Ibañez. 
Seus olhares se encontraram e o registro daquele instante o fez decidir ficar na terra onde não era para estar, traçando assim a história deles e a construção da nossa família. 
No filme admirei o sentimento de lealdade do general Zenóbio ao país e identifiquei o homem forte que foi para aqueles três jovens, que em seguida o veriam no posto de Ministro da Guerra do Governo Getúlio Vargas, no período de janeiro de 1951 a agosto de 1954, ano do suicídio que marcou o Brasil.
Sem dúvida, assistirei novamente esta bela produção, que tem direção de João Jardim, e os atores Tony Ramos como Getúlio e Adriano Garib como Zenóbio da Costa, entre grande elenco.










No Dia do Soldado Brasileiro




Neste 25 de agosto, presto uma homenagem aos soldados brasileiros e assim a todo o Exército, pelo trabalho realizado, que constrói, dia a dia, a grandeza do nosso Brasil.
Minha primeira percepção do Exército vem da vila militar de Rezende, Rio de Janeiro, onde passei boa parte da minha infância, quando, com minha mãe e meus irmãos, nos mudamos, acompanhando a carreira militar do meu pai, Coronel Pedro Américo Leal.
Ele, por ser órfão de pai, fez do Exército Brasileiro sua família e sua escola de vida. Foi através dele e por seu amor à farda, que me vi crescendo dentro dessa instituição e ali aprendi seus valores e ensinamentos, que serviram para a minha caminhada pessoal e profissional.
Aquela experiência sedimentou ainda mais em mim o sentimento de respeito pela família verde-oliva, seus símbolos, seus heróis, feitos e vitórias, quando aprendi a admirar o soldado como verdadeiro defensor da Pátria, cidadão da honra que empunha bandeiras de nobres ideais.
A todos os soldados brasileiros de ontem, de hoje e de amanhã, a minha admiração!







domingo, 24 de agosto de 2014

Aniversário no "Deu o Chic!"

O aniversário da minha irmã Martha foi comemorado em um almoço na Pâtissier, um lugar especial no bairro Moinhos de Vento, onde reuniu suas amigas em grande estilo.
O site Deu o Chic, criado e mantido por Vitor Raskin, um grande amigo e profissional que faz crônica social com propriedade e maestria em Porto Alegre, cobriu o encontro, que compartilho aqui no Blog:

A aniversariante, radiante 

 Cora Pinto Ribeiro, Cristina Cordeiro e Luciana Altmayer

Ana Laura Osório e Ana Luiza Aita 

Karin Moraes e Dóris Marins 

Bettina Becker, Livia Bortoncello e Fernanda Maisonnave

Luciane Zin Teixeira e Kitty Titton Tostes

Paula Leivas da Rosa e Soraia Bohn

Patricia Torres Hermann 

Maria Inês D’Almeida entre as irmãs Luciana e Fernanda Maisonnave

Cris Ioschpe

Giovana Araújo

Bela Mallmann e Maria Elisa Ferrari Mallmann 

Ana Rita Teixeira , Rafaela de Carli e Fernanda Carvalho Jaconi

Andrea Duarte

Angela Dreifuss

Ana Rocha e Graciele Tombini

Adriana Lo Pumo de Britto Velho e Graça Bins

Leila Loiferman

Liana Adami Marcantônio
Angela Leal  e Marta Ibanez Leal

Com a minha filha Juliana Leal Markusons

Com Didi Menezes


LINKS ÚTEIS: 

http://deuochic.com/