domingo, 4 de dezembro de 2011

Estilo de vida

Receber  com estilo não requer muito tempo nem grandes esforços.
Seguindo o conceito da família Leal, com simplicidade é possível preparar uma recepção  charmosa e divertida. Foi assim que neste sábado, recebemos a  prima do meu pai que vive em Brasília.              



Pedro Américo, Deta e Carmem

Pelas ruas de Porto Alegre


Na casa dos meus pais


 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Podíamos ficar sem essa


Em todos os lugares por onde eu andei nesta sexta-feira, o assunto em questão foi a decisão inequívoca da Presidente Dilma de manter no cargo o ministro Carlos Lupi. Eu me atrevo a dizer que foi o legitimo “tiro no pé”, mas, para mim, o mais chocante é que a presidente não só desconsiderou a recomendação do afastamento do seu ministro, feita com unanimidade pela Comissão de Ética, cuja a função é zelar pela moralidade no governo federal, como ainda pediu explicações sobre o julgamento ao colegiado. Isso que o Procurador-Geral da República, elogiou a recomendação da Comissão!
Não, não, eu juro que pensei que já tinha visto de tudo na vida pública e nada mais me surpreenderia. Triste engano, pois este fato é um verdadeiro absurdo.
Essa foi de amargar!
Com todo o respeito que devo a Presidente do meu Brasil, preciso dizer-lhe que estou profundamente desencantada com a sua decisão.

Uma Convenção especial


A Convenção da Mulher Progressista deste ano ficará guardada no meu coração de uma maneira muito especial.É que  fui acompanhada pela doce Martina. Foi o primeiro evento político da pequena e pelo jeito ela gostou. Sentamos ao lado da presidente de honra do movimento da Mulher Progressista, a querida Lia Seling.
A fotografia foi tirada de surpresa pelo amigo e vereador, João Carlos Nedel. Foi uma bela lembrança que recebi.
Já combinei com a Martina que na próxima convenção vamos levar a Marcela.    

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Na ponte Rio-Porto Alegre


Mais uma vez, estou escrevendo sobre o Rio de Janeiro. É que ontem eu passei o dia lá por conta de um compromisso. Eu, que tenho familiares que adoro nesta cidade maravilhosa, sempre que viajo, aproveito para matar a saudade das minhas primas, mas desta vez, não consegui nem ver a cor do calçadão dos meus bairros preferidos, Leblon e Ipanema.
Foi tudo muito corrido, pois fiquei apenas 10 horas na cidade.
A viagem de ida em avião foi super rápida: levei uma hora e trinta minutos, quando o normal é uma hora e quarenta e cinco minutos.
Minha curiosidade de jornalista me fez perguntar para o comandante, que estava postado na porta da cabine, o motivo dessa rapidez e ele, muito simpático, disse que era o vento de proa que proporcionava um ganho de 15 minutos.
As 9h e 30 eu já estava no centro do Rio, onde passei minha terça-feira.
Terminado meu compromisso, por volta das 17h, com a intenção de não me afastar do aeroporto Santos Dumont, local do meu embarque de volta, pois o trânsito neste horário é sempre intenso, fui para a Confeitaria Colombo fazer um lanche. Logo na entrada, enquanto aguardava uma mesa, eu me deparei com a ex-governadora Yeda Crusius e uma amiga gaúcha.
Minha nossa! Fiquei muito bem impressionada com o visual da Yeda, que está magra, bronzeada, cabelos claros de corte moderno e super faceira da vida. Falamos de tudo um pouco e rimos bastante sobre a casualidade daquele encontro, já que moramos na mesma cidade e isso aqui ainda não tinha nos acontecido. Ela, que alugou um apartamento por três meses no Rio de Janeiro, aproveitou a magia do clima e do cenário para restaurar a alma e o corpo. Sim, isso mesmo,pois, independente das pessoas aprovarem ou não a Yeda como governante, penso que o ataque foi desproporcional. Por mais razão que uma pessoa possa ter, para mim é inadmissível  ter atitudes raivosas.
Tenho horror ao desrespeito. Isso me faz lembrar dos ataques baixos que a Neusa Canabarro sofreu quando foi primeira dama do Rio Grande do Sul. Que baixaria foi aquilo!
Será que as pessoas não se dão conta de que gente decente abomina essas atitudes?
Olha, eu penso que ninguém pode ser dois, ou seja, ter um trato no meio profissional e outro na vida pessoal. Então, logo me vem à cabeça de que aqueles de atitudes destemperadas e raivosas devem fazer o mesmo com seus familiares, funcionários e amigos. Acertei em escolher a Colombo como meu ancoradouro.
O local tem a memória viva da "belle époque" e do Rio antigo. Foi fundada em 1894 pelos portugueses Joaquim Borges de Meirelles e Manoel José Lebrão, este último criador da célebre frase “O cliente tem sempre razão”. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio de Janeiro, a casa ultrapassou a barreira do centenário, continuando sua trajetória de tradição, boa comida e bons serviços, funcionando como um dos pontos culturais e turisticos mais famosos da Cidade Maravilhosa. A decoração art nouveau de 1913, seus amplos salões com espelhos belgas, molduras e vitrines em jacarandá, bancadas de mármores italiano e belíssimo mobiliário, compõem um ambiente de sofisticada beleza. 
Depois dali, segui caminhando pelas ruas em busca de um táxi livre, diga-se de passagem um artigo raro em final do dia no centro da cidade.
Gosto de andar, observar, escutar, enfim, eu diria que é um sintoma de jornalista essa minha necessidade de sentir o cheiro das ruas do lugar onde estou. E olha que sempre descubro coisas muito curiosas, como por exemplo: na banca de revistas, perto de uma avenida, estavam expostos os livros de literatura infantil da escritora gaúcha de Santa Cruz, Moina Farion. Ah! Claro que eu senti um imenso orgulho e fui lá falar com o dono da banca. Contei que eu a conhecia e que além de ser uma escritora famosa na minha terra, era uma pessoa maravilhosa. Ele ficou contente e respondeu:”Gosto de conhecer a vida dos autores dos livros que vendo”. Tirei uma foto do livro “Tato”.
Finalmente encontrei um táxi e, para miha alegria, o motorista era um senhor educadíssimo. Eu, de pronto, quis saber dos efeitos da retomada da Rocinha pelas forças de segurança. Ele, satisfeito, disse que agora pode fazer corridas até lá, o que antes era impossível. Elogiou o Secretário Beltrame e eu, bem bairrista, fiz questão de registrar que ele era gaúcho. Aí ele fez uma pergunta que me derrubou, mas confesso que por vezes já havia me feito:”Ah, dona, e por que ele não é Secretário de Segurança do Rio Grande do Sul?” Eu, que não sei mentir e nem tampouco omitir, respondi que autoridades políticas e empresariais gaúchas tinham esse grave defeito de só valorizar a nossa gente, quando estes se dão bem fora da sua terra e que um bom exemplo disso era a jornalista Patrícia Poeta - eu sei, porque ela é minha amiga - que está na Globo, mas, antes, procurou espaço na nossa mídia, inclusive fez testes para isso.
Chegando no aeroporto Santos Dumont encontrei duas ex-colegas de colégio; conversamos um pouco e logo fui chamada para o embarque.
Estava exausta e fiz planos de tirar um cochilo no avião, afinal, uma hora e meia é um bom tempo para descansar, mas, ledo engano, pois a algumas cadeiras atrás de mim havia uma adolescente, ou melhor, "aborrecente", que dava altas gargalhadas e falava alto com sua companhia de viagem.
Que horror isso!
Acho que as pessoas perderam a noção dos princípios básicos de uma convivência civilizada.
Cheguei em casa bastante tarde, louca por um banho e ter uma noite bem dormida, como dizia a minha avó Alice.
Pela manhã, meu celular tocou sem parar. Pessoas amigas manifestando satisfação pela noticia de hoje, na página 10 do jornal Zero Hora, da colunista política Rosane de Oliveira.
Que bom isso!  Fico contente que uma simples estada de 10 horas no Rio de Janeiro a trabalho, tenha rendido tanto. É o faro jornalístico que está sempre a postos. 


Quando entrei no avião o dia estava amanhecendo
Confeitaria Colombo 
Eu no salão principal da confeitaria Colombo
A ex-governadora Yeda Crusius com uma amiga na Confeitaria Colombo

O livro da escritora Moina Farion na banca de revistas no centro do Rio de Janeiro


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Começando a semana


O início da minha semana foi completamente atípico. É que em função de eu ter adiado uma viagem que faria de hoje para amanhã, eu fiquei com o dia todo livre, algo que não me acontecia há muito tempo, não numa segunda-feira.
Então, eu aproveitei para cuidar das minhas coisas pessoais. Ah, foi muito legal e curti cada uma dessas tarefas com imensa satisfação.
Fui no super, na ferragem, na farmácia, na costureira e no instituto fazer as unhas.
Depois, eu caminhei até o Shopping Iguatemi, que é uma bela distância da praça da Encol, perto de onde eu moro. Quando cheguei, fui direto para o restaurante Feira da Fruta, onde tomei um copo enorme de suco de mamão. Estava uma delícia! 
De volta à rua, um calorão, acho  que dava até para fritar um ovo na calçada.
Em casa  tomei um banho quase frio, algo inédito, pois tenho horror a água fria. Liguei o esplit e me atirei no sofá que tem no meu quarto.
As horas voaram e quando me dei conta já tinha que organizar a minha pauta para o programa de tevê Pampa News, onde eu participo como comentarista três vezes por semana, nas segundas, terças e quartas-feiras.
Abordei um assunto que agradou muito tanto os participantes do programa como os telespectadores, pois ficamos debatendo por um longo tempo e a Magda recebeu manifestações comprovando isso. O tema foi que o acesso frequente ou excessivo a e-mails é um fator de estresse no trabalho e na vida, quando não se deixa de responder mensagens até nas férias! 
Que bom que o assunto agradou, imagino que muitos se identificaram!
Fico feliz, porque levo muito a sério meus comentários e sempre pesquiso e estudo o tema.
Como eu cheguei cedo na Rede Pampa, consegui bater fotos do pessoal da bancada do programa e aproveito, então, para veicular aqui no blog para os meus leitores verem o cenário, as pessoas e os bastidores.  
Amanhã pego o avião às 6h45min para o Rio de Janeiro e volto no vôo das 22h do mesmo dia.
Não terei condições de fazer postagens, meu dia será muito corrido, mas prometo atualizar o blog na quarta-feira, se Deus quiser.
Vou dormir agora para estar inteirinha quando o despertador tocar, às 5h... Até quarta-feira!


Eu, Jayme Keunecke e Magda Beatriz
Ex-prefeito da capital, José Fogaça, eu e o deputado estadual, Luis Augusto Lara
Ex-prefeito, José Fogaça, deputado estadual, Frederico Antunes e  Luiz Coronel, escritor, poeta e publicitário
Os bastidores do programa Pampa News

domingo, 27 de novembro de 2011

Em Boa companhia


Sair para jantar figura entre meus programas favoritos, ainda mais com a família. Quando sou eu quem  escolhe  o restaurante, sem pestanejar, fico com a culinária italiana, acompanhada de um bom vinho.



Jantando com o Marcelo e Felipe
 

Operários Da Noite


Sábado de madrugada. O telefone toca.Dou um salto da cama e logo olho para a porta do quarto do meu filho. Está fechada.Que alívio!
Então, ele já havia chegado da festa. Quem tem filho jovem sabe bem o que isso significa...
Passado o primeiro susto, corro atender o telefone, temendo receber uma má noticia, pois quem ligaria a esta hora da noite?
Do outro lado da linha a voz do porteiro do prédio situado em frente à minha casa.Ele informava que meus dois cachorros haviam fugido.
Acordei depressa meu marido que, como é da natureza masculina, questionava o ocorrido. Enquanto assim ele agia, eu vestia rapidamente um abrigo e uns tênis por cima da camisola.Fazia frio, um friozinho próprio das madrugadas.
Parti então na busca da minha dupla canina.
Fui escoltada pelo Felipe que acordou com a confusão armada.
Eram 3 horas da manhã.Dirigia pelas ruas escuras e quase desertas do meu bairro, enquanto observava tudo ao meu redor.
Conheci,naquele momento, um universo até então completamente desconhecido para mim - durmo cedo, muito cedo, sou diurna e nada noturna - homens e mulheres que trabalham na calada da noite.
São jornaleiros, vigilantes, porteiros, frentista, taxista, lixeiros, motoboys... que fazem parte da rotina noturna da nossa cidade, e por que não dizer, das nossas vidas? Percebi, naquele momento, o quanto somos dependentes daqueles profissionais noturnos!
Na procura da Frida e do Dimas, meus preciosos cachorros, falei com um, com outro, com muitos trabalhadores e senti a solidariedade dessas anônimas pessoas, que partilhavam conosco a angustia pelo desaparecimento de nossos bichos, como se fossem deles.
O mais surpreendente de tudo, é que esses operários da noite executam o seu oficio com disposição, bom humor e educação, enquanto a população dorme embaixo de cobertas quentinhas.
Diante do quadro que presenciava, fiquei a pensar que tem tanta gente que acorda de mal-humor, o que nessa hora me parece inaceitável.
Depois disso, aprendi que por de trás do jornal que chega nas primeiras horas da manhã em nossa porta, da lata do lixo vazia, do vigilante que guarda o nosso sono, do motoboy que entrega o remédio solicitado de uma farmácia, está o ser humano, cumprindo com maestria a sua tarefa e ainda prestando auxilio aos “intrusos” daquele espaço que, como eu, por exemplo, naquela noite aparecia por ali.
Foi com  ajuda de dois jornaleiros que encontrei a Frida.O Dimas apareceu sozinho, no portão de casa, no amanhecer de um novo dia, para mim, que muito aprendi com esses operários da noite.