quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Cidadão ambiental


Nesta terça feira às 19h, eu vivi um momento muito gratificante da minha vida política. Tive o privilégio de conceder o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre ao ambientalista, ex-secretário do meio ambiente da capital e ex-vereador Beto Moesch.
Homenagear um cidadão que foi um político íntegro, ético, competente e dedicado me deixou muito feliz. 
Beto Moesch dedica-se há mais de 25 anos à causa socioambiental. Hoje, atua como consultor e professor de Direito e Legislação Ambiental.  Ainda antes de assumir a Câmara Municipal, coordenou a elaboração do Código Florestal do Rio Grande do Sul e do Código Estadual do Meio Ambiente.
Em Porto Alegre, é autor de vasta legislação sobre meio ambiente, urbanismo e direitos animais. Destacam-se:

 -  Lei que cria o Programa de Conservação, Uso Racional e Reaproveitamento das Águas, estabelecendo o reuso da água da chuva e das águas servidas nas novas edificações;
 - Instituição no Plano Diretor da Área Livre Vegetada e Permeável, pela qual os novos empreendimentos devem reservar, em média, 20% do terreno à área vegetada e livre de pavimentação;
 - Lei que proíbe apresentação de circos com animais, a inclusão da esterilização no orçamento e um forte trabalho que culminou na fiscalização das carroças;
 - Inclusão da ciclovia como um modal obrigatório a ser previsto nos projetos de mobilidade. Destacam-se as contrapartidas efetuadas pelo Barra Shopping Zona Sul, com a criação da ciclovia na Av. Diário de Notícias, e pelo shopping Praia de Belas e Supermercados Zaffari, com a criação da ciclovia da Av. Ipiranga;
- Inclusão da educação ambiental como condicionante nas licenças ambientais,
- Tornou as licenças ambientais mais transparentes (reuniões prévias com a comunidade, informatização dos sistemas, placas indicativas, etc.);
- Em sua gestão à frente da SMAM,  foram plantadas mais de 240 mil mudas de árvores nativas com acompanhamento técnico durante seu crescimento, destacando-se o plantio nos canteiros centrais de TODAS as avenidas da cidade;
- Ampliou a fiscalização e regularizou inúmeras atividades poluidoras, tais como postos de gasolina, casas noturnas, construções irregulares e outros, recuperando os passivos ambientais;
- é autor da Lei que institui o IPTU Ecológico, que isenta de IPTU e taxa de lixo os prédios tombados pelo patrimônio histórico;
- Elaborou e normatizou o Plano Diretor de Arborização Urbana (o primeiro do País);
- É autor da Lei que prevê os túneis verdes como Áreas de Uso Especial, exemplos da Rua Gonçalo de Carvalho, República, Marquês do Pombal e mais 70 logradouros;
- Garantiu por Lei a vegetação em proporção maior do que a de concreto nas praças e parques;
- Adotou o Papa-Pilhas em Porto Alegre (postos de recolhimento de baterias usadas em estabelecimentos comerciais);
- Co-autor da Lei de regulação das antenas de telefonia celular;
- Ampliou as parcerias para a adoção dos espaços verdes por agentes privados, com destaque da Orla do Guaíba e de diversas praças, parques e canteiros centrais da cidade. 

A solenidade contou com a presença de inúmeras autoridades políticas, empresariais, jurídicas, religiosa, entidades ambientalistas, associações de bairros, amigos e familiares.
Compartilho com os leitores do meu blog o pronunciamento e as fotos do evento que foi apontado por muitos como a maior homenagem do ano de 2013 pela Câmara de Vereadores.

Leia aqui:http://www.monicaleal-rs.com/p/ronunciamentos.html

Na sala da presidência antes da sessão: desembargador Francisco José Moesch, representando o Tribunal de Justiça, presidente da CMPA, vereador Dr. Thiago Duarte, o homenageado Beto Moesch, arcebispo metropolitano, 
Dom Dadeus Grings, Edemir Simonetti, vice-presidente do SINDPOA e Jorge Cuty, secretário adjunto da Saúde.

Na sala da presidência com o vereador Thiago Duarte, ambientalista Beto Moesch e o 
prefeito José Fortunati.

Me pronunciando e muito feliz em ter proposto a homenagem

Prefeito Fortunati relembrando o histórico do homenageado quando Secretário do Meio Ambiente 

Beto recebendo o diploma de Cidadão de Porto Alegre, com o desembargador Francisco José Moesch, vereador Dr. Thiago e prefeito Fortunati

Público presente na solenidade













terça-feira, 5 de novembro de 2013

Making Of!


Estive hoje, às 10h da manhã, na Feira do Livro, gravando ao ar livre, numa mesa do Bistrô do MARGS, na Praça da Alfândega , uma entrevista para a TV Câmara, comandada pela apresentadora Poliana Pasa.
A proposta foi feita a diferentes vereadores, que foram convidados a levar um escritor para divulgação de seu livro ou obra.
Escolhi a restauradora Alice Prati, autora do livro S.O.S Monumento, grande parceira e autoridade no combate à pichação e na restauração e manutenção dos monumentos em Porto Alegre.
As tomadas feitas na Feira do Livro entrarão na programação da TV Câmara (canal 16 da Net) semana que vem, quando divulgarei aqui no Blog.
A partir das 11h, a agenda foi na Câmara, em reunião interna da CPI da Procempa, onde votamos requerimentos dos vereadores e fizemos o planejamento dos trabalhos da próxima sessão, que ocorre amanhã, às 9h, no Plenário Otávio Rocha. 


Com Poliana, Alice e equipe técnica na Feira do Livro, ainda calma de movimento
na manhã de terça-feira
Reunião da CPI, com os vereadores integrantes da comissão







segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Valeu!





Fui assistir o musical “Tim Maia - Vale tudo” e considerei fascinante!
Me emocionei, cantei e revivi os tempos das reuniões dançantes e das grandes festas do Leopoldina Juvenil, Clube do Comércio e Petrópole Tênis Clube. Relembrei os bailes de debutantes, o meu primeiro vestido de gala e de uma vez em que participei de um "bolo vivo". 
Para mim, Tim Maia foi o maior compositor e cantor brasileiro. Gosto de todas as músicas dele, mas uma em especial é minha preferida: “Primavera”. O Alexandre, sabendo  disso, comprou  ingressos para o show e organizou nossa ida com amigos. 
Foi um ótimo programa de domingo, a começar pelo horário, às 16h, permitindo um clima tranquilo. Nosso lugar foi perfeito, pois ficamos na quarta fila do meio em frente ao palco e deu para ver tudo nos detalhes.
O Teatro do Bourbon Country estava lotado, aliás, me chamou atenção como as pessoas gostam de frequentar teatros à tarde. Sem contar que Porto Alegre tem público cativo para eventos culturais como este. 
A atuação de Danilo de Moura como Tim Maia, é algo impressionante, nunca tinha visto nada igual. Ele é super bom cantor, dançarino e ator. Dominou o palco com inteligência, sensibilidade e graça na medida certa. Tem uma voz que toca a alma da gente e nos convida a sonhar.
O elenco de atores, cantores, músicos, enredo, figurinos, cenários, diálogos, som, iluminação, direção e interação com a plateia, tudo isto foi simplesmente magnífico!
A peça relata a trajetória do cantor carioca desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte prematura, aos 55 anos, em 1998, passando pelo período que morou em Nova York, as primeiras bandas - uma delas teve como integrante o atual "Rei" Roberto Carlos - e os sucessos pop nas décadas de 70, 80 e 90. 
Hits como "Vale tudo", "Não quero dinheiro", "Chocolate”, “Azul da Cor do Mar”, entre outras faixas conhecidas do grande público, estavam presentes no repertório.
Me atrevo a dizer que foi o melhor musical brasileiro que já assisti.
As palmas intermináveis de um público que em pé fez questão de exteriorizar seu sentimento de encantamento comprovaram que todos ali pensaram como eu.
Enfim, desde que acabou a apresentação a minha vontade foi de sair contando para todo mundo que adorei, e que a minha tarde de domingo foi especial e diferente.
E é primavera! 


Fotos: Caio Gallucci








Dica de leitura


Leiam o maravilhoso artigo da Lya Luft que saiu na Revista Veja, edição do dia 07 de outubro de 2013. 
A escritora fala da qualidade do ensino no Brasil.


Sem esforço e sem exemplo

Não creio que a gente ande tão ruim de português por causa das redes sociais, dos torpedos no celular. Essa reclamação tem cheiro de mofo.
O interessante é que, embora digam que se lê pouco, as editoras vendem mais que nunca, bienais e feiras ficam lotadas, e mesmo assim não conseguimos nos expressar direito, nem oralmente nem por escrito. Se lemos mais, por que escrevemos e falamos mal?
Penso que, coisas verificadas há trinta anos em meus tempos de professora universitária, andamos com problema de raciocínio. Não aprendemos a pensar, observar, argumentar (qualquer esforço maior foi banido de muitas escolas), portanto não sabemos organizar nosso pensamento, muito menos expressá-lo por escrito ou mesmo falando. "Eu sei, mas não sei dizer", "Eu sei, mas não consigo escrever isso"" são frases ouvidas há muito tempo, tempo demais.
A exigência aos alunos baixou de nível assustadoramente, e com isso o ensino entrou em queda vertiginosa. Tudo deve parecer brincadeira. Na infância, ensinam a chamar as professoras de tias, coisa com que, pouco simpática, sempre impliquei: tias são parentes. Professoras, ou o carinhoso profes, ou pros, são pessoas que estão ali para cuidar, sim, mas também para educar já os bem pequenos. Modos à mesa, civilidade, dividir brinquedos, não morder nem bater, socializar-se enfim da maneira menos selvagem possível.
Depois, sim, devem educar e ensinar. Sala de aula é para trabalhar: pátio é para brincar. Não precisa ser sacrifício, mas dar uma sensação de coisa séria, produtiva e boa.
Por alguma razão, lá pela década de 60 inventamos — melhor: importamos — a ideia de que ensinar é antipático e aprender, ou estudar, é crueldade infligida pelos adultos. Tabuada, nem pensar. Ortografia, longe de nós. Notas, abolidas: agora só os vagos conceitos. Reprovação seria o anátema. É preciso esforçar-se, e caprichar, para ser reprovado.
Resultado: alunos saindo do ensino médio para a faculdade sem saber redigir uma página ou parágrafo coerente e em boa ortografia em seu próprio idioma!
O acesso à universidade, devido a esse baixo nível do ensino médio, reduziu-se a um facilitaris-mo assustador. Hordas de jovens entram na universidade sem o menor preparo. São os futuros bacharéis que não vão passar no exame da Ordem. Na medicina e na engenharia, o resultado pode ser catastrófico: ali se lida com vidas e construções. Em lugar de querer melhorar o nível desse ensino, cogita-se abolir o exame da Ordem. Outras providências desse tipo virão depois. Em vez de elevarmos o nível do ensino básico, vamos adotar o método da não reprovação. Em lugar de exigirmos mais no ensino médio, vamos deixar todos à vontade. pois com tantas cotas e outros recursos vão ingressar na universidade de qualquer jeito.
Além do ensino e do aprendizado, facilitamos incrivelmente as coisas no nível da educação, isto é. comportamento, compostura, postura, respeito, civilidade.
Alunos comem, jogam no celular, conversam, riem na sala de aula — na presença do professor que tenta exercer sua dura profissão — como se estivessem no bar. Tente o professor impor autoridade, e possivelmente ele. não o aluno malcriado. será chamado pela direção e admoestado. Caso tenha sido mais severo, quem sabe será processado pelos pais.
Não estou inventando: nesta coluna não escreve a ficcionista, mas a observadora da realidade.
A continuar esse processo antieducação, e nos altos escalões o desfile de péssimos exemplos, impunidades, negociatas e deboches — além do desastroso resultado do julgamento do mensalão, apesar de firulas jurídicas —, teremos problemas bem interessantes nos próximos anos em matéria de dignidade e honradez. Pois tudo isso contamina o sentimento do povo. que somos todos nós, e pior: desanima os jovens que precisam de liderança positiva.
Resta buscar ânimo em outras pastagens, para não desistir de ser um cidadão produtivo e decente.

Lya Luft
                                                                                                                                          











domingo, 3 de novembro de 2013

Dia da nossa Guarda Municipal




Este 03 de novembro marca os 121 anos da Guarda Municipal de Porto Alegre, criada no ano de 1892, pelo Ato nº 6, do intendente do município, Alfredo Augusto de Azevedo.
A Guarda Municipal compõe o cenário da nossa segurança pública e é uma referência para a população, que a vê no patrulhamento dos parques, na defesa dos bens públicos, atendendo a diversas situações e cumprindo suas atribuições, agindo em muito na chamada segurança preventiva.
Eu, como vereadora, em 2005 muito me empenhei pelo projeto de armar a guarda, que foi efetivado pela Prefeitura.
Naquela época iniciou-se o processo de modernização da corporação, com aquisição de equipamentos, viaturas e qualificação do efetivo.
É a Guarda Municipal que recebe por telefone as denúncias da atuação de pichadores através do Disque-Pichação 153.
Em 2006 este serviço foi implantado depois que dei a ideia ao executivo municipal que acolheu e pôs em funcionamento esse mecanismo que age contra o avanço da pichação pela ruas da nossa capital.
Transmito então, os meus parabéns à instituição, que é um patrimônio de Porto Alegre, composta por homens e mulheres que merecem reconhecimento e incentivo. 



* Foto da arte: Ricardo Giusti/ PMPA







sábado, 2 de novembro de 2013

Ler é poder - aberta a 59ª Feira do Livro de Porto Alegre


Começou mais uma Feira do Livro de Porto Alegre, enchendo os caminhos da Praça da Alfândega de livros, livreiros, escritores, leitores, poetas, gente a procura de conhecimento, cultura e lazer.
Visitarei a feira em breve, como faço todos os anos, pois para mim é um prazeroso compromisso como cidadã porto-alegrense. 
Terça pela manhã, estarei lá participando de uma entrevista para a TV Câmara. Os vereadores foram convidados e indicar um escritor para uma conversa no estande da Câmara Municipal. 
Levarei a restauradora e pesquisadora Alice Prati e falaremos do sua publicação chamada S.O.S  Monumento, que trata do problema das pichações em Porto Alegre.
Acredito que o livro é um poderoso objeto para o despertar da criatividade e do imaginário das pessoas. 
As feiras servem para democratizar mais os livros, os projetos de incentivo à leitura e o acesso à cultura em geral,  a partir de uma rica programação multicultural que é oferecida de forma gratuita.
Para conquistarmos uma sociedade com mais qualidade de vida, é preciso que sejam alcançadas ferramentas para seu desenvolvimento, e entre elas, estão os livros e a leitura.
Esses eventos literários se propõem a agir nesse sentido, por isso vejo a nossa feira como uma parada obrigatória para todos.
Vamos prestigiar, os livros merecem!











sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O descontrole da ordem


Venho acompanhando as declarações do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo a respeito da tomada de medidas para que a Polícia Rodoviária Federal aja em conjunto com a polícia militar em caso de protestos violentos, tomando como exemplo o grave confronto com vandalismo, destruição e prejuízos, ocorrido na Rodovia Fernão Dias em São Paulo na última segunda-feira.
Hoje pela manhã, a rádio Gaúcha fez uma entrevista com o ministro, a qual ouvi atentamente, com muito interesse, acompanhando as perguntas dos jornalistas Daniel Scola, Rosane de Oliveira e Carolina Bahia.
Cardoso mencionou que a administração da violência nos protestos, que ocorrem por diferentes causas, é uma questão de cada estado e de seus governadores e secretarias de segurança.
De ouvido no rádio, reforcei mais uma vez a minha convicção de que por aqui faltou comando do governo gaúcho para coibir essa prática nociva que também assolou Porto Alegre e confirmo o que venho analisando desde o início das manifestações: que estamos vivendo uma verdadeira crise de autoridade frente a esta nova forma de violência urbana. 
E dentro disso, o ministro admitiu que têm que ser criados e aplicados com urgência, igualmente novos métodos e abordagens para esses descontroles sociais que estamos vendo no Brasil, que são fatos muito graves.
Até agora o que vimos foi uma polícia por demais permissiva com os vândalos, recebendo ordens de preservar esses baderneiros , pisando em ovos frente aos direitos humanos, sendo rechaçada quando faz uso da força.
Espero que o Estado restabeleça a ordem pública, enquanto é tempo. Caso contrário, as consequências serão irreversíveis.
Ainda que tarde essa tomada de decisão do governo federal, eu comemoro o posicionamento, porque o problemas das manifestações violentas estão tomando conta do país e envolvendo todas as instâncias da sociedade. 
Sempre achei um absurdo as depredações não serem coibidas, assim como teorias e tentativas de se querer conversar com vândalos. Aos mesmos, a aplicação da lei.


Manifestantes pararam e incendiaram caminhões na Rodovia federal Fernão Dias em SP

Mascarados praticando o vandalismo em Porto Alegre - depredação da fachada do
Museu Histórico Julio de Castilhos em POA