quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Retrocesso na cultura do Rio Grande do Sul


A  grave crise que acometeu, nos anos que me antecederam, o mais importante mecanismo de fomento cultural no Estado, a LIC - Lei de Incentivo à Cultura, fez com que, no ano de 2008, minha equipe e eu nos dedicássemos à elaboração de projeto de lei que, em dezembro de 2008, a ex- Governadora Yeda Crusius encaminhou à Assembléia Legislativa: o Projeto de Lei instituindo o Pró Cultura RS, com inovação: os patrocínios à cultura não deduzidos do ICMS passariam a ser doados ao FAC - Fundo de Apoio a Cultura, mecanismo de fomento direto criado em 2002 e nunca implementado.  
A Lei 13.490/2010, aprovada por unanimidade,  representou uma oxigenação  ao setor. Esta, além de manter as conquistas anteriores, como o investimento proporcional ao porte da empresa (Lei Bernardo de Souza), introduziu o mecanismo já referido de alocar no FAC os recursos não dedutíveis do ICMS , agora fixados em 5% (cinco por cento) para o Patrimônio Cultural e 10% (dez por cento) para os projetos em geral.
O projeto por nós semeado proporcionou ao governo seguinte, em menos de um ano, de abril a dezembro de 2011, colher os frutos e ver o Pró Cultura vitorioso e com credibilidade encerrando o exercício com R$ 21 milhões captados, garantindo ao FAC valores que possibilitaram o lançamento de novos Editais.
Surpreendentemente leio a notícia de que antes do recesso parlamentar, é votado pela Assembléia Legislativa do Projeto de Lei 410/2011, de iniciativa do Executivo, protocolado em regime de urgência em 17 de novembro passado.
No projeto, com objetivos de aquinhoar o Esporte e a Assistência Social com os mesmos mecanismos que a Cultura conquistou , foi retirado um dos principais avanços da Lei 13.490/2010, a dedução integral dos patrocínios dos projetos do ICMS devido mediante a doação comprovada de 10% (dez por cento) do valor patrocinado ao FAC (Artigo 6o, Parágrafo 2o, Inciso II).
A  nova Lei significa um retrocesso para a cultura gaúcha, com repercussão na captação de recursos da LIC - Lei de Incentivo à Cultura as quais diminuirão as doações ao FAC.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Deu no Políbio



Governo gaúcho muda LIC e diminui contribuição de empresas para a cultura

. O PT foi o maior algoz da Secretaria da Cultura no governo Yeda, reclamando insistentemente da falta de verbas para a pasta, inclusive dos “baixos” percentuais da Lei de Incentivo a Cultura.
A secretária Mônica Leal não teve um dia de sossego durante os quatro anos da gestão tucana.

. Pois agora, não é que o PT, surpreendentemente, resolveu mexer na LIC e reduzir de 95% pra 75% o percentual de desconto de ICMS que as empresas poderão abater quando forem financiar empreendimentos culturais!

. A classe artística gaúcha está indignada: os produtores culturais, que já tinham dificuldade em convencer os empresários em arcar com a lei anterior, estimam que a área sofrerá um baque enorme, com o aumento do ônus dos empresários. Acham que não haverá mais nenhum bom samaritano, com a economia do jeito que está.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Convocação


 

Prezada Progressista


Venho por meio deste, convocar a nobre progressista para participar da reunião da Executiva do PP/RS no próximo dia 11 de janeiro de 2012, às 16h, na sede do Diretório Estadual, em Porto Alegre.

Certo de contar com sua presença!

Celso Bernardi
Presidente Estadual do PP/RS




domingo, 8 de janeiro de 2012

Paris- Por Danuza Leão

Quem tem o paladar mais apurado percebe que alguma coisa está errada, mas não sabe o quê
Coisas muito estranhas estão acontecendo em Paris, no terreno da gastronomia.
Os restaurantes que frequento não são os mais chiques, mais estrelados, mais caros; são bistrôs simples, normais, onde sempre comi muito bem -até porque em qualquer café em Paris uma omelete costuma ser deliciosa, e uma entrecôte, perfeita, já que a gastronomia é parte importante da cultura do país.
Não procuro comidas complicadas e modernas: prefiro  as mais tradicionais, não sou uma expert, mas sei perfeitamente se o que estou comendo está bom ou não.
Cheguei e fui logo procurar um dos restaurantes de que mais gosto, já pensando em pedir aquele prato de que mais gosto.
Primeira decepção: o menu havia mudado, os pratos eram outros -na mudança de estação eles trocam, mas não era o caso. Ok, isso acontece, mas o que comi não estava bom; o cozinheiro mudou, pensei, acontece.
No dia seguinte, fui a um café que costumo frequentar, um café simples, para comer uma coisa simples, tipo ovos mexidos com presunto. Nem consultei o menu, fui logo pedindo, e tive uma surpresa: eles não tinham ovos de nenhum jeito, e me foi apresentado um menu -novo. Para não complicar, pedi um steak tartare, e me serviram um montinho de carne moída, com uma espécie de bolo de batata saído do microondas; em separado, sal, pimenta do reino e um vidro de mostarda, apenas. Não deu. Coisas parecidas aconteceram em mais três ou quatro lugares, e achei tudo tão estranho, que fui pesquisar.
Pergunta daqui, pergunta dali, soube do que está acontecendo em parte dos restaurantes de Paris. Muitos deles aderiram à comida prêt-à-manger (pronta para comer).
A coisa começa lá atrás: como os encargos sociais na França são muito altos, é normal, num restaurante tipo simples, um único garçom se encarregar do serviço de 30 pessoas: ele anota cada pedido (dois pratos por pessoa), se a carne é bem ou mal passada, o tipo de vinho etc.
Mas um chef -o cozinheiro- custa caro, e ainda tem os ajudantes etc. Resultado: existem atualmente, em torno de Paris, indústrias que se ocupam em facilitar a vida dos donos dos restaurantes.
É assim: o dono da indústria e o restaurateur, juntos, elaboram o menu, eliminando tudo o que precise ser feito na hora.
As porções são  confeccionadas, colocadas em embalagens a vácuo, e às 5h da manhã o caminhão faz a entrega, que vai diretamente para o freezer. O dono do restaurante economiza no salário do chef, elimina as perdas, pois os pratos podem permanecer congelados por vários dias, e fica todo mundo feliz; quase todo mundo, aliás.
Os clientes que têm o paladar mais apurado percebem que alguma coisa está errada, mas não sabem bem o quê, e as coisas ficam por isso mesmo.
Isso acontece sobretudo nos pontos mais turísticos, como em St. Germain, meu bairro do coração. Mas um amigo me contou que foi ao l'Ami Louis, pediu um foie gras e achou que fosse sorvete.
O problema é grave, já que a gastronomia, na França, é coisa séria. Mesmo com a chegada da nouvelle cuisine, dos novos chefs, dos laboratórios na Espanha, a cozinha francesa tradicional sempre permaneceu no alto do pedestal, como uma das joias da coroa.
Ok, o  mundo mudou, vamos admitir: e em muitas coisas, para pior. Vou passar o resto das minhas férias em Paris buscando restaurantes onde se come bem, de acordo com as velhas tradições; e se você está planejando sua viagem, fique atento. Evite restaurantes com longos cardápios, pois é aí que mora o perigo.
E se o prato que você pediu estiver com cara e gosto de comida de avião, marque no seu caderninho para não voltar lá nunca mais.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Artigo publicado no jornal Zero Hora - Pres. PP/RS Celso Bernardi


  
                  Governar é cumprir a palavra

“Honestidade Política é fidelidade e coerência com os propósitos assumidos. É em linguagem clara, cumprir o prometido”. (Pontes de Miranda)
Na democracia a mesma urna que elege o governo elege a oposição. Ao governo cabe cumprir o prometido. À oposição cobrar as promessas e fiscalizar os atos governamentais. Um governo não depende apenas da sua qualidade, mas também da qualidade da oposição.
Assim, o Partido Progressista do RS, fiel ao dever oposicionista, realizou uma avaliação do primeiro ano do governo Tarso. E verificou que as medidas adotadas no primeiro ano foram corriqueiras, paliativas e não atacaram os verdadeiros problemas do Estado. O que se pode notar é um enorme aparelhamento do governo, com mais CCs, Secretarias, enfim, mais custo com a administração e menos com o cidadão.
Dentre as declarações generosas e promessas sedutoras, que deram a Tarso a vitória no 1º turno, está o discurso dos reflexos positivos do “alinhamento das estrelas” com o Governo Federal e com o Cpers – Sindicato. O que se observa entretanto até agora é uma eclipse, pois infelizmente as transferências da União para o Estado foram inferiores ao previsto. Por outro lado, o não cumprimento das condições para pagamento do piso nacional aos professores gaúchos, além de comprovar o desalinhamento, deverá gerar um passivo comprometedor para as finanças públicas.
Além dessas questões preocupa-nos sobremodo, por sua gravidade e pouco enfrentamento, o risco do retorno do déficit público. O primeiro requisito do Estado eficiente é o equilíbrio das contas públicas, pois o Estado não pode gastar mais do que é gerado pela sociedade que o sustenta. Esta verdade, ao que parece, é ignorada pelo governo atual. O problema mais sério do Estado é o montante e o serviço da dívida pública, que está comprometendo mais de 14% da Receita Corrente Líquida. Pois o governo, ao invés de liderar esforços e buscar através das luzes do “alinhamento”  soluções para diminuir estes exagerados e injustos gravames, prefere festejar a ampliação do espaço fiscal pelo governo Federal, em mais 1,5 bilhões. Contrair mais dívidas, mesmo que para investimentos, sem resolver a atual sangria da nossa receita, é um risco que precisa ser muito bem avaliado, pois a dívida de hoje é o imposto de amanhã.
Neste sentido, o PP-RS sugere, urgentemente, um mutirão das forças políticas e econômicas gaúchas para pressionar a União a ajustar os encargos à realidade atual, que é bem diferente daquela em que foi federalizada a dívida gaúcha (1998). Propomos, ainda, uma auditoria que promova um encontro de contas entre Estado e União a fim de resolver débitos históricos da União com o IPE, estradas estadualizadas, CEEE, etc.
Por fim, o PP gaúcho deseja ser parceiro na busca de uma solução dialogada e duradoura, para o desequilíbrio da previdência estadual. Não será com medida superficial, como o aumento de alíquota que o problema será resolvido.
Ao apontar equívocos e oferecer sugestões o PP prefere não seguir o conselho de Napoleão: “Nunca atrapalhe o adversário quando ele estiver cometendo um erro”. O que nos preocupa é o futuro do Rio Grande.

                                                        Celso Bernardi
                                                       
   05/01/2012                                                   

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Colocando assuntos e afazeres em dia

Eu sei, eu sei, estou devendo agradecimentos de mensagens, torpedos, ligações e cartões de natal e ano novo que recebi. Foram muitas as manifestações e me deliciei com cada uma delas. Gostaria de comentar sobre todas, mas como isso é impossível, guardei-as no meu arquivo pessoal com muito carinho.
Sobre os e-mails me cobrando fotografias minhas dos últimos acontecimentos, da viagem e da família, vocês estão certíssimos, pois, afinal, eu os acostumei com postagens ilustradas, o que acho que cai sempre bem junto com os textos. Prometo que o blog vai continuar com o mesmo perfil.
Ah, quase esqueço de responder a duas queridas leitoras que pediram textos reflexivos, tipo aquele dos Presentes pensados com o coração". Assim que estiver inspirada volto a escrevê-los.
A verdade é que ando um tanto quanto atrapalhada desde que cheguei de férias. É que não é fácil colocar as coisas em ordem depois de um longo tempo fora. Não sei se priorizo os assuntos pendentes ou os novos. Há pouco mesmo confirmei minha presença no Congresso de Comunicação que vai ocorrer no Rio de Janeiro no final do mês e olha que fiz isso em cima do laço,algo que não é do meu feitio.
Pensei que esse início de ano seria mais tranqüilo, porém, me enganei redondamente.  Só para vocês terem uma ideia ainda não fui a Torres! Estão todos lá: meus pais, meu filho Marcelo e suas duas mulheres: Fernanda e a pequena Marcela, que é o nosso sol. A Juliana e a Martina como estavam em Porto Alegre, eu já matei a saudade. O Felipe, que está de férias na faculdade e no trabalho, passou o ano novo no Rio de Janeiro, chegou ontem e consegui paparicá-lo bastante. A Duda, sua namorada, foi junto, e nós duas já colocamos o papo em dia. Tão bom isso de jogar conversa fora.
Agora um fato engraçadíssimo que me aconteceu ontem. Estava na loja da Vivo na  avenida 24 de Outubro colocando um chip no meu tablet, quando fui no caixa pagar a diferença que era R$12,00 - é que eu tinha um Ipad e o chip era menor, então, tive que trocar por um maior-  o funcionário que estava de cabeça baixa digitando, perguntou o meu nome e quando respondi ele saiu com essa: “Não acredito que a senhora está na minha frente"! Eu, surpresa,  perguntei por que? E ele: “Conheço a senhora, todo mundo conhece...” Eu, claro, fiquei honrada, mas quando vi que as pessoas por perto grudaram os olhos em mim, confesso que fiquei sem jeito. Aí um senhor que estava comprando celular me cumprimentou pela minha atuação política, outra senhora quis saber dos meus planos para esse ano e uma moça que aguardava na fila falou que ela e seus pais eram meus eleitores. Muito legal também que a funcionária que me atendeu foi um amor ao configurar meu tablet. Até meu blog ela acompanha!
Que gente querida! Eles fizeram eu me sentir uma estrela, foi divertido, animador eu diria, e dei boas risadas disso.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz 2012!


Olá, pessoal querido que me acompanha pelo blog!
Cheguei ontem à noite em Porto Alegre. Demorei, eu sei, foi um recesso e tanto, mas completamente necessário para descansar a cabeça e o corpo.
Valeu a viagem! Obrigada por vocês terem me esperado, confesso que estava louca de saudade, aliás, foi ela que me fez voltar. Depois eu conto das minhas férias.
Agora eu quero falar do ano que se inicia. Hora de agradecer a Deus por tudo de bom que me oportunizou viver, de pedir perdão pelos meus erros e que ele me conceda sabedoria para compreender o que me é difícil, por conta dos meus valores pessoais.
Fazendo uma breve retrospectiva, o meu ano de 2011 foi de muitas conquistas. Atuei na comunicação e posso me orgulhar de ter levado informações e análises sobre acontecimentos importantes da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país para milhares de gaúchos no rádio e na tevê. Ao longo desse período, enfrentei duras batalhas, a começar pela familiar: marido, filhos e pais achavam arriscado e cansativo demais eu participar do programa Pampa Bom Dia, que iniciava as 6h da manhã, ou seja, eu tinha que sair de casa às 5h e 20min e acordar muito antes disso. Por eles, eu teria aproveitado para curtir a vida e não me comprometido. O incrível é que mesmo eles sendo contra, aceitaram a minha escolha e tiveram uma paciência danada com as minhas ausências nos feriados em que foram para a praia e para a serra. Acho que esse tipo de atitude cuidadosa e respeitosa tem muito a ver com o conhecimento que as pessoas tem umas das outras. Sim, eu penso que o interesse pelo outro gera esse conhecimento, essa percepção. Então, sabendo o que é importante para ti, eu vou apoiar.
Sempre relutei diante da idéia de ser vista como filha do fulano ou a mulher do sicrano. Não que isso não seja motivo de orgulho; pelo contrário, mas, sinceramente, não seria o suficiente para mim. Sentia-me desconfortável ocupando somente esse posto e, à medida que o tempo foi passando, tive a certeza de que precisava ter um espaço próprio, só meu e feito por mim. Desde muito guria trabalhei para ser eu mesma e conquistar a minha liberdade profissional e, depois, quando casei - aos 17 anos - deixei pré-estabelecida a necessidade de mantê-la, para a minha felicidade, e porque não dizer, para a felicidade de todos.
Por mais que marido, filhos, casamento e família fossem muito importantes na minha vida, sabia que seria impossível ser uma coadjuvante em tempo integral, ter apenas uma posição representativa e ações derivadas e dependentes do marido.
A rotina de uma mulher é feita de pequenos e grandes momentos, de coisas boas e ruins, de encontros e desencontros, de crises, dúvidas, traições, desenganos, ilusões, frustrações e alegrias... Precisava viver tudo isso de uma forma direta e intensa.
Amigos, colegas, funcionários, vizinhos, conhecidos fazem parte da minha existência e da forma como eu me relaciono com o mundo. Essa troca de experiências, esse compartilhar de emoções, só se consegue andando na rua, pegando condução, esperando em filas, pagando contas, indo no supermercado depois de um longo e exaustivo dia de trabalho.
Falar com as pessoas, sorrir para elas, dividir um problema, ouvir a sua dor é o que faz de mim uma pessoa por completo. Na verdade, essas são pequenas coisas do cotidiano que me trazem a felicidade.
Nesse meu caminho pessoal e profissional feito com devoção e na busca de fazer mais e melhor, eu conheci e convivi com muitas pessoas e todas me acrescentaram algo, algumas me ensinaram muito e ficarão guardadas de maneira especial para sempre no meu coração.
É nesse clima de agradecimento que inicio meu ano e desejo aos meus amigos e leitores um 2012 com saúde e toda a felicidade do mundo!
Um beijo
Mônica