quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Para a Neca



Minhas sobrinhas Aline, Gabriela, Luisa e minha irmã Cristina que eu chamo de Neca

Minha irmã Cristina e eu temos dois anos de diferença e por esse motivo sempre fomos muito próximas. Claro que isso quando nós éramos crianças era muito legal porque a gente brincava juntas, mas como ela é a mais moça, a medida que fomos crescendo e eu me tornei uma adolescente, achava muito chato levar junto "a mala da Neca" - esse é o apelido dela. Meus pais só me deixavam sair com o chá de pêra da guria - na época era assim que eu via a situação. Assim foram anos a fio, até que crescemos, casamos e tivemos filhos próximos: a Aline e o Marcelo que tem exatamente 30 dias de diferença. Por sorte nossa, ou acho mesmo que por providência divina, acabamos sendo vizinhas com filhos pequenos. Na época eu era empresária de moda, já era mais experiente e com uma estrutura maior, pois o Marcelo era meu segundo filho, mas a Aline era sua primeira e a Cristina ainda cursava a faculdade de Letras e assim realmente precisava de apoio. Me lembro que fui eu quem dei o primeiro banho na Aline, assim como ela ficava na minha casa até a minha irmã chegar da PUC. Depois, eles foram morar em Nebrasca nos EUA e fui visitá-los com toda minha família. Em resumo, nossos filhos são muito apegados, pois nós duas promovemos esse vínculo entre eles, porque gostamos demais uma da outra. A minha irmã é muito parecida com a nossa mãe. É uma pessoa calmíssima e sempre disponível para ajudar o próximo. Eu diria que é a tia de todos. E é dona de umas tiradas maravilhosas que tem o dom de mexer profundamente com a minha cabeça. Vou contar uma delas para vocês: Certo dia depois das eleições para deputada, onde  não fui vencedora, eu caminhava com ela ao redor do Shopping Iguatemi e fazia minhas considerações sobre o meu trabalho no Governo do Estado e na Secretaria da Cultura. Ela se virou e disse: “ tá, mas o que tu ganhou com isso?"  Eu, na minha visão política, que era a única coisa que me vinha à cabeça naquele momento respondi: “ como assim, o que eu ganhei com isso, olha só tudo o que fiz!" Ela na sua simplicidade objetiva falou: "quero saber que ganho pessoal recebeste com toda essa trabalheira ?" Não tive resposta. Foi ela que me despertou para algo que até então vinha ficando em segundo plano. Talvez ela nem tenha se dado conta disso. Pois essa mulher completa é a mãe da Aline, da Gabriela e da Luisa. A Neca é professora de Inglês do Colégio Farroupilha, já viajou o mundo e adora conhecer novas culturas, sempre foi assim, e as filhas saíram iguais. Meu cunhado, o Cides, também é do mesmo estilo. Interessante isso, agora percebo que ele já era um eterno viajante. A Gabriela filha deles conheceu um jovem de Dublin, Irlanda numa das viagens que fez. Ele já esteve no Brasil várias vezes, inclusive passou o ano novo conosco. Agora ela vai morar em Londres com o Connor Daly. Essa era a combinação dela com a família, se formar, o que aconteceu na semana passada, e depois viajar. Com isso a família Leal está em ritmo de despedida, o que ao mesmo tempo é motivo de alegria por ver a Gabi tão feliz alçando vôo rumo ao destino que escolheu, e de certa tristeza pela falta que ela vai fazer. Quero que vocês leiam a carta que a Aline, irmã mais velha da Gabi, escreveu pela sua formatura. Penso que a ideia de familia que nossos pais, Pedro e Carmem, nos passaram nós também conseguimos transmitir aos nossos filhos.


Gabi, minha irmã querida. Só de escrever essas palavras iniciais já encho os olhos de lágrimas (as palavras e a girafa formanda, é claro).
Parece que foi ontem que vi a mãe num dos dias mais felizes da vida dela, quando recebeu o exame positivo de gravidez. Acho que tu não tens noção exata do quanto foste esperada. Pra mim, era um sonho realizado: Eu teria minha irmãzinha, minha boneca, só minha. Nunca tive ciúme daquele bebê lindo e bochechudo. Como não amar aquela coisinha de olhinhos puxados, dourada e com roupinha de bolhinhas? Impossível. Aí minha boneca cresceu. Teve uns anos em que foi meio “mázinha”, mas foi coisa de criança, para fortalecer seu próprio caráter (compreensível, a chegada da Taitai desestabilizou o Planeta Terra). Sempre tão fofa, a menina foi crescendo e parecendo a princesa Aurora, a Bela Adormecida. Mas ela não queria ser adormecida, ela queria desbravar novos horizontes. Talvez por isso se identificasse mais com a ruiva sereia Ariel...Afinal, o bebê bochechudo se tornou uma grande, linda (e comprida) mulher, com um coração enorme e muita vontade de conquistar o mundo. Sei que fiz parte da formação dessa personalidade que hoje tu tens, então me orgulho de lembrar que já viajamos juntas por aí, que vimos o Paul na 1ª fila, que te “depositei” em Londres, que te ensinei a andar de metrô, que estava ao teu lado quando conheceste o amor da tua vida. Participar desses momentos com uma irmã como tu não tem preço. São coisas nossas que lembraremos para sempre.
Isso tudo eu digo, Gabi, porque chegamos até aqui juntos, todos. Nem sempre foi fácil: Grana, tempo, tua vontade de estar com o Conor, a correria de casa que não dá paz para estudar... Mas chegamos a mais uma formatura e esse é, sim, um momento muito especial. É o término de mais uma parte da jornada. Baby steps, a gente diz, e esse é mais um passo – um passo enorme – dado. Hoje à noite tu sairás da PUC graduada: Publicitária. Acho que esse é o instante em que podemos realmente dizer: “Cresci, virei adulta”. Agora, a vida está aí para ser conquistada.
Estou muito orgulhosa da Minha Dorotéa. E também muito emotiva com a tua iminente partida, muito embora eu saiba que as milhas não significam nada mais que uma distância física, e só. Tenho que deixar minha bonequinha bochechuda trilhar seu rumo agora. O mundo é todo teu.
Te amo muito, irmã, e te desejo muito sucesso!!

O Patrickão também faz parte dessa história e te deseja muito sucesso. E que tu ganhe dinheiro, é claro.
Obs: Tive que fechar a porta, chorei pouco aqui na minha salinha mesmo.

Beijo, Mana

Aline Leal Fontanella Klemt
Coordenadora Jurídica - Gravataí
PPG Industries Inc.

Meu hobby é fotografar

Gosto muito de fotografar os momentos importantes das pessoas que fazem parte da minha vida. Sempre tenho a máquina fotográfica dentro da bolsa. Essa é a base do meu lazer. O resultado é surpreendente porque as fotos registram detalhes que na maioria das vezes nos passam despercebidos. O interessante é que minha filha Juliana e minha nora Fernanda, também tem essa mania. Conforme  prometi aqui estão as fotografias das minhas férias em Torres.


Com o Marcelo e a Juliana na entrada do novo ano que comemoramos em Torres

Com Marcelo meu filho

Com a Martina e a Juliana 

Fernanda, Marcela e Marcelo

Alexandre e eu com a Marcela

James, meu genro e Juliana

Juliana com os avós

As mulheres da minha família

Os homens da minha família

A Marcela vestiu roupa com os desejos para 2011. O avô Fernando foi quem comprou o traje da pequena

Marcela entrou o ano novo acordada, enquanto que a Martina dormiu de tanto que ferveu

Com a Martina chegando na praia pela passarela, acompanhadas da Suzana, a dedicada babá da pequena

A alegria da Martina com o mar

Uma parada para pensar na vida

Ensinei a Martina a beber água no copo...

e gostar de churros

Passeando na calçada

Sentadas em um banco no centro de Torres 

 A Martina cuidando da prima Marcela

Uma prova de amor da Martina para a Marcela foi a entrega do urso

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Assim que der eu volto

Minhas férias foram dos deuses.Passei esses quinze dias direto em Torres, coisa que não fazia há quatro anos.Tem luxo maior do que esse? Ah, claro que não! Olha pessoal,juro que não me lembro de ter dormido tanto e tão bem.No dia vinte e sete,que foi quando eu cheguei em Torres, meus trajes passaram a ser somente shorts, camisetas,tênis,biquíni,chinelos havaianas e boné durante o dia. A noite, saí duas vezes para comer um peixe num restaurante aconchegante que tem na beira do Rio Mampituba, mas geralmente me recolhia muito cedo,indo dormir com um cansaço gostoso e feliz por ter curtido as coisas simples e deliciosas do litoral.Escutei boas músicas e li dois livros interessantíssimos, que depois vou recomendar a leitura.Conforme meu pai,que adora falar sobre os benefícios que o sono é capaz de trazer, quando contei que estava muito contente com o descanso que esse tempo havia me proporcionado,ele saiu com essa:"Felicidade é ter o espírito sereno que só conseguimos quando a missão foi cumprida e muito bem cumprida. Tens o sono dos justos”. Coisa de pai que sempre acha os filhos perfeitos.Se bem que, pensando melhor, meu pai não é desse modelo, muito pelo contrário, me dava um duro danado,então, das duas uma: ou a idade está deixando o coronel Leal menos severo nas críticas ou eu realmente fui uma grande gestora dessas minhas últimas tarefas políticas e agora consigo descansar.

Voltando ao ponto de partida, os dias em Torres foram de céu azul,sol muito quente,areia branquinha e muito banho de mar.Minha nossa,foram muitos os mergulhos na água azul cristalina e de boa temperatura da Praia Grande.Esse tempo também foi salutar para reencontrar amigos queridos que fazem parte da história da minha vida.Nesse último final de semana lá, à tardinha, eu estava caminhando em direção ao calçadão e encontrei com a Bárbara e o José Júlio Babot Miranda, que são meus amigos de infância e agora vizinhos de rua em Torres.Vi o José Júlio com o braço numa tipóia, completamente imobilizado, perguntei o que tinha acontecido e a pronta resposta foi:"caí pegando onda,pegando onda nesse mar que só Torres tem!” Ele tinha recém chegado de Punta e disse que estava tão saudoso da nossa praia,que a vontade de se esbaldar na água era tanta que numa das ondas caiu de mal jeito.Mas se vocês pensam que ele estava mal por isso, que nada,a expressão era de euforia por estar em Torres.Olhei para a Bárbara pensando se aquela travessura teria recebido um pito e cheguei a conclusão que não,pois ela escutava o relato do marido com um belo sorriso estampado no rosto.Esse é o astral que Torres deixa em cada um de nós.

Nesses dias de praia conversei com a Cristina Ranzolin e com o Falcão, que tem barraca perto da minha.Gosto muito do casal e sempre aproveitamos o veraneio para colocar os assuntos em dia.Nesse meio tempo chegou o Pedro Komlós,que é um grande amigo de toda uma vida.O Pedrito, que é como o chamamos,ficou viúvo da Maria da Graça, que foi minha melhor amiga.Nossos filhos cresceram juntos, estudaram no Farroupilha e dividíamos a tarefa de levá-los ao colégio, pois morávamos muito próximas.Na praia, nossas casas eram uma na frente da outra.Gostei de vê-lo bem e saber notícias dos filhos, Fábio e Márcia,hoje médicos e morando nos Estados Unidos.Depois apareceu o Fabiano Del Rey que é filho da Tânia Carvalho e amigo da minha filha Juliana.Ele é uma figura ímpar!Disse que não entendia a minha não eleição, porque com todo mundo que falava nos meses de campanha,diziam que votariam em mim.O Fabiano e a sua esposa Márcia estão com dois filhos muito lindos, Marina e Bernardo, que são os encantos da Tânia e do Felicinho.

Em Torres,também tenho meus lugares preferidos como a Igreja, fruteira, padaria, cafeteria e o mercado.Quando chego na praia logo priorizo esses contatos.Assim é com o Instituto de Beleza Atawalpa onde faço minhas unhas.Nem sei há quantos anos sou cliente deles.O legal é que a família inteira trabalha no verão.O movimento é intenso e essa é uma maneira que eles tem de dar conta.Acho bonito ver os jovens Atawalpa pegando no batente,e olha que as gurias são duas estudantes universitárias que moram em Porto Alegre e nas férias vão para Torres ajudar os pais.O Junior,que é o filho mais velho,fez mil cursos de escovista e hoje penteia cabeças famosas da sociedade.Lá,encontro amigas de todas as partes do Rio Grande.Torres é uma praia que tem também muita gente de Caxias, Farroupilha,Santa Cruz e Bento Gonçalves.Minha turma na adolescência era quase toda de Caxias.Essa semana encontrei com a Neneca Parreira, da minha época do Colégio Bom Conselho.Foi muito bom o papo.

Meu irmão João Pedro e minha cunhada Cristina foram passar esse final de semana em Torres na casa do nossos pais.Eles haviam chegado de uma lua de mel de dez dias no México.Meu irmão, como sempre, muito preocupado e querendo saber dos meus planos profissionais.A Neca, minha irmã, e meu cunhado Cides, também estavam em Torres.Foi bom demais ficar um pouco com eles!Nesse tempo na praia eu estive todos os dias com a minha dupla preferida da melhor idade:meus pais.Passeamos e conversamos muito, o que me fez um grande bem, porque eles são pessoas muito especiais.Uma das coisas que mais me tocou foi ver a expressão de felicidade no olhar do meu pai a cada vez que debatíamos sobre a política do Rio Grande do Sul. Sim, pois mesmo nas férias não podemos perder o ritmo que nos é próprio!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Torres, um espetáculo divino

A natureza da praia de Torres é um espetáculo divino de ser apreciado com devoção. Hoje cedo sai para caminhar e meu trajeto iniciou no Rio Mampituba, finalizando na praia da Guarita. Agora estou na sacada do meu apartamento na Praia Grande tentando postar essas informações através de meu telefone celular BlackBerry, tomara que dê certo! Depois prometo postar fotos bem interessantes que cliquei nesses meus quinze dias de férias; Quero também contar minhas impressões sobre esse tempo mágico que fiquei no litoral.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Curtas do Veraneio

Que a vida pública torna as pessoas conhecidas e que elas são observadas, analisadas, criticadas ou elogiadas, não é nenhuma surpresa para mim, porque sou filha de político e desde que me conheço por gente, convivo com os prós e contras disso. Até aí tudo bem e não estou reclamando não, pelo contrário. Acho muito interessante e confesso que me encanta a proximidade com o povo que isso possibilita. As pessoas falam como se me conhecessem há muito tempo. Olha só o que me aconteceu esses dias que estou aqui em Torres.

Episódio I: Faço praia na rua em frente ao meu edifício, que é a Praia Grande. Faz mais de quarenta anos que frequento a mesma praia e gosto dali porque conheço todo mundo e tem uma boa infra estrutura. É que tem um pessoal que trabalha colocando e retirando os guarda-sóis, as cadeiras, sem a gente se preocupar com isso. Na prática ajuda muito, pois torna o veraneio bem mais leve, visto que se tem uma coisa que nós mulheres não temos é a força física. Voltando ao que eu queria registrar, eu estava chegando de mãos dadas com a Martina e caminhava na passarela de bambu que faz a travessia pela areia, quando uma moça muito bonita olhou para mim e falou: "Quem é essa menina linda?!” Eu, muito exibida prontamente respondi: "É linda mesmo e é minha neta”. Ela então perguntou:" É filha da tua filha"? Eu respondi que sim e ela falou antes mesmo que eu fizesse qualquer comentário: "Eu logo ïmaginei, porque filho de filho homem é diferente, a gente tem menos contato e quando tem é mais formal, não é assim como está parecendo que tens com essa menina." Fiquei grilada com aquela informação de utilidade feminina e perguntei:"tens netos"? Ela então falou: "Sim, dois, que são filhos do meu filho". Cheguei na beira da praia e a jovem senhora continuava a falar da sua vida com tamanha naturalidade que me chamava pelo nome, dizendo que me conhecia das campanhas políticas. Bem, eu agora vivo também a experiência de ser avó através do meu filho, Marcelo, mas não tenho a mesma opinião formada por ela sobre as diferenças no tratamento dos netos.

Episódio II: Aqui em Torres tem uma cafeteria no centro que é minha parada obrigatória no final da tarde. Sempre vou lá sozinha ou acompanhada da família e amigos.É muito legal, porque além do café que é saboroso, encontro pessoas queridas e tenho a oportunidade de colocar a conversa em dia. A minha filha Juliana está passando uns dias comigo aqui na praia e tem ido na cafeteria também.Pois não é que estávamos as duas sentadas numa das mesas na calçada e aproximou-se um senhor muito educado e simpático que disse:"Oi Monica, eu votei em ti, sempre voto e fiquei chateado que não deu dessa vez, mas vai dar na próxima, eu sei que vai". O cidadão em pé  na nossa frente falava como um amigo sentido com a minha derrota nas urnas e eu me peguei confortando ele. Terminada a conversa, depois de um tempo, ele despediu-se nos convidando para um café dia desses. A Juliana então me perguntou quem era e eu respondi que não sabia. Ela incrédula disse: "Mas ele falou como se fosse um grande amigo teu!". 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O novo ano político gaúcho e brasileiro

Relembrando a importante semana política que tivemos, não poderia deixar de destacar os aspectos que me chamaram atenção. Achei que o governador que assumiu e a governadora que deixou o cargo, deram um verdadeiro exemplo de cordialidade e gentileza, pois acima das suas diferenças ideológicas e siglas partidárias, estiveram presentes a educação e o respeito. Gostei do que escutei! Senti um imenso orgulho da Ex-Governadora Yeda Crusius e do recém eleito GovernadorTarso Genro. O discurso de despedida da Yeda lembrou as conquistas do seu governo. A governadora exaltou o ajuste fiscal que hoje permite ao Estado o direito de buscar empréstimos. Ela aparentava tranquilidade e satisfação por ter encerrado sua gestão e falou que estava com a sensação de misssão cumprida.
O discurso de Tarso foi conciliador e registrou a defesa das instituições democráticas. Anunciou que criará um "cinturão de cidadania e de controle". Convidou o povo para uma luta cívica a fim de transformar o Rio Grande em um exemplo de participação cidadã para o mundo.Tarso disse que será governador de todos os gaúchos. 


A conversa sobre a posse presidencial aconteceu na casa dos meus pais, também aqui na praia de Torres. Enquanto minha mãe preparava um saboroso cafezinho que só ela sabe fazer do jeito que gosto, meu pai e eu conversávamos sobre a posse da Dilma como Presidente do Brasil. Eu, que havia assistido o evento do início ao fim e pensava que nada tinha me passado despercebido, fazia os meus comentários, desde a roupa acertada da Presidente até o seu discurso que me tocou profundamente, porque ela disse que a luta do seu governo será pela erradicação da pobreza extrema. Confesso que nada nesse mundo me deixa mais triste do que saber que existem brasileiros sem alimento na mesa. Outro ponto que destaquei foi a emoção que tomou conta da Presidente em várias passagens do seu pronuncimento. Pois não é que fui surpreendida com uma observação da minha mãe? Ela, que não gosta de política e sempre justifica as falhas das pessoas, quando essas ocorrem, procurando o lado bom das mesmas, me saiu com essa: "A Dilma deveria ter desfilado sozinha no carro aberto. Ela não poderia ter desrespeitado o protocolo presidencial". Ao escutar aquilo falei que eu tinha achado muito linda a atitude da Presidente ter colocado a única filha ao seu lado para o desfile em meio ao povo. Meu pai comentou que a Dilma, por ser divorciada, preferiu não ficar sozinha naquele momento e optou pela companhia da filha. Foi quando meu pai e eu completamente estupefados escutamos ela dizer: "Mas eu não entendo como vocês dois, que são radicais na disciplina e no cumprimento das leis, podem achar bonito isso? 
Concluí que no nosso caso, meu e do meu pai, a emoção e a paixão pela política nos fizeram achar tudo interessante e oficial. 
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Sempre a minha Torres

Já faz dez dias que estou em Torres. Eu me organizei muito para essa parada obrigatória. Fiz planos! E olha que não foi nada fácil conseguir sair numa época de novos rumos profissionais. Fiz uma verdadeira ginástica, adiando reuniões e até uma viagem para Punta e outra para o Rio de Janeiro, a convite dos meus familiares de lá. Mas, enfim, consegui e escolhi a minha Torres para esse período para as minhas tão sonhadas férias. É um descanso necessário, para fortalecer meus recursos intelectuais e físicos, para recarregar as baterias! Com sol ou chuva, eu tenho aproveitado muito esse tempo na praia. Gosto de caminhar na areia, de andar de bicicleta no calçadão e de ler um bom livro.Também tenho dormido bastante, algo que me deixa completamente renovada e certa de que armazenei minhas reservas. Conforme meu pai, o sono tem um efeito reparador em mim. E ele deve ter mesmo, porque estou me sentindo nova em folha. Encontrei a Iza Nogueira, uma amiga  de infancia que perguntou se eu tinha feito plástica. É bom saber que Torres é uma fonte de rejuvenecimento. A única coisa que eu não contava era que meu computador estragasse, então, fiquei sem possibilidades de atualizar o blog. Prometo retomar em breve e voltar a comentar os fatos e as curiosidades que me rodeiam.