domingo, 6 de junho de 2010

Só o Essencial

Hoje eu parei para pensar: o quê é realmente essencial para ter um domingo maravilhoso? Vamos deixar claro que estou falando especificamente de lazer. Sei que essa questão pode remeter a muitas respostas, pois não é única e nem racional. Então, vou tentar explicar. Em primeiro lugar, meus programas essenciais são os mais básicos possíveis, aliás, sempre foram. O primeiro que me vem a cabeça é um passeio com a minha doce criaturinha, Martina. Eu confesso a vocês que fico feliz da vida quando ela abre um sorriso e estende os bracinhos, se atirando para o meu colo ao escutar a minha voz dizendo que vim buscá-la para passear. Nós duas saímos de carrinho pelas ruas do bairro onde ela mora.Também vamos até o Parcão e, lá, sentamos na grama para apreciar as folhas das árvores que se mexem com o vento do outono. Olhamos o lago com as tartarugas e depois a embalo no balanço, que ela adora. Eu juro que conversamos muito, sim, eu falo, ela escuta, depois é a minha vez de aprender com a pequena, que tem me ensinado muito.Toda vez que faço isso, me sinto utilizando o tempo da melhor maneira. E isso é essencial, como a Martina na minha vida, absolutamente essencial, de efeito renovador. E é por isso que, numa lista de coisas essenciais e maravilhosas para fazer, o passeio com ela ocupa um lugar nobre, seja domingo ou durante a semana. Mas existe o outro lado, que impulsiona e acompanha a nossa deliciosa sintonia feminina:  a nossa curiosidade, a atração pelo conhecimento, pelo belo, que nós duas estamos sempre em busca. Eu quero ensiná-la a investir em si mesma, nas coisas simples, mas também quero que viva sempre o movimento, a transformação e a alegria, como nos nossos passeios. Quero que ela experimente, surpreenda e sonhe. E isso, na vida, é absolutamente essencial!
Passeando com a Martina e Juliana
O balanço é uma grande folia 
Martina conhecendo a independência (pela primeira vez sozinha no balanço)
Segura e confiante, ela foi em frente

sábado, 5 de junho de 2010

O Valor da Vida


Escrevi minha última postagem, Contra a Natureza, sobre os sentimentos frente a morte prematura de um filho, motivada pela morte do jovem Ricardo Seibel Freitas de Lima, pois não poderia deixar de registrar tal fato e de me manifestar afetivamente sobre o ocorrido. Porém, nessas situações, parece que os sentimentos afloram ainda mais frente ao inconformismo e à indagação do porquê disso acontecer e ficamos tomados pela vontade de falar, de escrever e, com isso, repensar as nossas atitudes e o quanto estamos, de fato, aproveitando a vida. 
Por isso, não posso deixar de agradecer e publicar o comentário da Andréia Fioravante, Tati da Cunha e Juliana Leal Markusons, que, ao lerem minha postagem, compartilharam desses sentimentos comigo, e penso que elas falam a todos nós, em especial às mulheres e mães.

COMPARTILHANDO COMENTÁRIOS

  • Após ler teu texto fiquei meditando em algo que decidi há 03 anos: não mais abrir mão de minha família, de meu filho e de meu esposo. Já trabalhei muito, sem ter hora ou dia! Já deixei de cuidar de mim mesma! Já abri mão de momentos em família em troca de momentos a serem trabalhados em benefício dos outros. Mas hoje pondero tudo!!! Nada e ninguém irá substituir um momento de alegria ou até mesmo de compartilhamento de tristeza com aqueles que nos são caros. Ao ler teu texto, Mônica, e ao te conhecer pessoalmente, entendo claramente - como já havia entendido antes - a necessidade, de mesmo diante do compromisso assumido com Capão do Cipó, São Francisco de Assis e Jaguari, foi necessário permanecer em POA. Ficar em POA solidarizando-se com a Família de Ricardo e principalmente com tua família. Mônica: tu és mulher, profissional e política, mas acima de tudo és mãe, esposa, filha e humana. Tu és uma pessoa extraordinária!!! E me fez pensar mais uma vez o quanto devemos curtir cada momento de nossa vida com nossos filhos! Para concluir, registro que assim como somos zelosos com nossos filhos, o nosso PAI que é DEUS de amor, também zela por nós também aguarda um tempo nosso para ELE. 
        Andréia Fioravante

  • Muito lindo o texto, concordo com tudo o que dissestes aí. Vi minha mãe enterrando meu irmão e a dor da minha vó enterrando minha tia...realmente é algo injusto.
        Tati da Cunha

  • Oi mãe, li o texto “Contra a Natureza” que mexeu muito comigo. Conseguiste, em palavras, exteriorizar o sentimento das mulheres mães,também penso assim, apesar da morte ser sempre muito triste e dolorosa ainda mais para pessoas próximas. Nenhuma mãe deveria passar por isso de enterrar um filho. E agora que sou mãe acho que penso ainda mais nisso, na dor dessas mães.
        Um beijo, Juliana

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Contra a natureza

Se me fosse dado o poder de criar uma lei universal, eu impediria que pais enterrassem filhos. Penso que nessa vida nada é para sempre, tudo pode ser substituído, começando que relacionamentos podem ter seu tempo de validade, separações acontecem, amores e desamores causam felicidade e tristezas que administramos com equilíbrio e sabedoria.Tenho por princípio não julgar ninguém quando se trata de sentimentos, porque isso não é pré-estabelecido, ninguém determina, simplesmente eles acontecem. Na minha família, onde somos em sete filhos, tivemos cinco separações e novos casamentos. Isso aconteceu num curto espaço de tempo e pegou meus pais de surpresa, principalmente minha mãe, que é muito religiosa e, portanto, casamento para ela é para o resto da vida. Eu costumava brincar com a minha mãe, dizendo que até na religião católica tem renovação e que nas famílias também acontece o mesmo. Mas, para mim, tem algo que é para sempre: os filhos. Cada um do seu jeito é único, especial e insubstituível. Com isso eu quero exteriorizar minha inconformidade e dor quando vejo pais enterrarem seus filhos. Isso deveria ser proibido, pois é contra a natureza. As coisas aí estão invertidas e muito erradas, confesso que tenho dificuldades de entender essas perdas precoces. É um momento de grande indagação que faço perante Deus. Por que as mães que concebem vidas, tem que perdê-las no curso da sua curta existência? Aqui está um tema que mexe demais com meu coração de mulher e mãe. Falo isso hoje por causa da morte de Ricardo Seibel Freitas de Lima, um jovem de 35 anos, inteligente, educado, culto, afetivo e brilhante na sua vida pessoal e profissional e que só deu orgulho para seus pais, Suzana e Raul Régis. Fiquei muito sentida com a perda do filho desse casal amigo. Hoje, às 9 horas, eu deveria estar em Capão do Cipó para a abertura da feira daquele município. Eu havia confirmado minha presença dias atrás. Quando soube da morte do Ricardo e, mesmo triste, pensei em cumprir essa agenda, mas não consegui, pois com o passar das horas, meu coração ficou apertado e senti vontade de estar perto deles nesse momento doloroso de suas vidas. Já deixei de comparecer a muitas festas da minha família e de amigos por causa de compromissos no interior porque até posso abrir mão dos momentos de alegria, mas não consigo ficar longe numa hora de dor como essa que meus amigos estão passando. Recordei dos nossos veraneios em Torres com as crianças. Nossas famílias foram as primeiras veranistas daquela praia e ficávamos lá de dezembro aos primeiros dias de março. Logo me veio na memória que eu, a Suzana Seibel e a Ângela Las Casas fomos as primeiras meninas da praia, do Leopoldina Juvenil e do Colégio Bom Conselho a casar. Nós tínhamos algo em comum: casamos com 17 anos e logo tivemos filhos. Enquanto nossas amigas saíam para festas, namoravam e viajavam, estávamos envolvidas com fraldas e mamadeiras. Éramos felizes com nossas crianças a tira colo! Sim, eles davam trabalho, e muito, mas bastava chegar o sono que o berço era o local seguro e isso nos dava o descanso merecido. Ricardo era neto do medico Raul Seibel já falecido. O Dr. Raul foi pediatra dos meus filhos e salvou minha filha Juliana quando bebê e devo a minha vida a esse médico. 

A força comprovada das mulheres na política

Compartilho o comentário que recebi de Vanderlei Machado sobre a postagem Mulheres na Política, o que me deixou muito feliz, somando aos sentimentos que tentei passar aos leitores do blog - a emoção daquele momento, a presença do meu pai, o reconhecimento pela minha caminhada e o meu orgulho por representar a força das mulheres na política gaúcha. Vanderlei, muito obrigada.

Parabéns, Mônica! Você é um exemplo de mulher gaúcha. Uma guerreira moderna sem perder a ternura.
abraço!


Vanderlei Machado

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mulheres na Política

Por sugestão do vereador João Antônio Dib,  passei a fazer parte da Galeria das Mulheres no Poder Municipal, que foi criada pela ex-vereadora Clênia Maranhão, que também ocupa esse espaço junto com as vereadoras, Angélica Konzen (PMDB), Maria Luiza (PTB), Maristela Meneghetti (DEM), Margarete Moraes (PT), Neuza Canabarro (PDT) e Professora Marili (DEM). Meu pai, que acompanhou a minha chegada na Câmara Municipal de Porto Alegre como sua funcionária, depois como vereadora, vice-líder do Governo Fogaça; dali para Secretária de Estado do Governo Yeda Crusius e, agora, pré-candidata a deputada estadual, muito emocionado, estava realizado assistindo a mais um momento da minha caminhada política. Na hora dos pronunciamentos, eu agradeci a ele, que foi quem despertou em mim essa vontade de trabalhar pelo povo gaúcho.

Meu pai  emocionado e orgulhoso, conferiu  minha foto na Galeria das Mulheres no Poder Municipal

Um beijo com emoção

FORMIGUEIRO

Minha última cidade da caravana que fiz pelo interior nesses últimos dias. Cheguei com tempo em Formigueiro o que me permitiu fazer um tour pela cidade e confesso a vocês que fiquei encantada com o que vi, uma cidade limpa, organizada, sem trânsito e violência. Não existem grades nas janelas e muros altos nas casas. As pessoas caminham pelas ruas com segurança. Ah... e tomam chimarrão na varanda das casas sentadas em cadeiras de balanço. As crianças brincam nas calçadas em vez de ficar no computador. Gostei muito de Formigueiro. Depois tive uma reunião com o Prefeito João Natalício Siqueira da Silva e lideranças progressistas. A conversa iniciou com seis pessoas e terminou com sessenta. Esse encontro foi maravilhoso, inclusive tive dificuldades na despedida, tamanho vínculo afetivo que fiz com meus novos amigos. A prefeitura parou para me receber, nunca vivi nada igual. O Secretário de obras do Município, Vereador Valdair Simões, fez um pronunciamento emocionado. O Vice-Prefeito Anderson Weber, na sua fala, agradeceu o apoio que dei quando secretária a quatro eventos importantes da cidade: duas feiras, um carnaval e um festival.Voltei para a capital trazendo na bagagem lembranças maravilhosas.
                  Reunião com o Prefeito João
                O gabinete do prefeito ficou pequeno
             Com importantes lideranças progressistas
            Na despedida uma foto com amigos progressistas

SÃO SEPÉ


Cheguei na cidade com tempo de sobra e aproveitei para almoçar no restaurante Cotrisel. Já tinha escutado falar desse local que é tranqüilo e tem uma  decoração aconchegante. A variedade de pratos é enorme e adorei o meu almoço. O legal é que esse restaurante fica no andar de baixo de uma enorme área que abriga um supermercado e lojas modernas. Logo depois segui para a reunião com os vereadores Bino e Gilvane e o Presidente do partido Roni Machado. A conversa claro que girou em torno da coligação do PP com o PSD. Gostei de ver que o partido progressista é forte e organizado nesse município onde a administração é PP. O que me chamou a atenção foi a harmonia entre os vereadores de diferentes partidos que trabalham unidos em prol da comunidade. Terminada a reunião fui conhecer o plenário e dependências da Câmara Municipal, que foi inaugurada em 2008.Vocês não tem idéia da beleza da construção desse espaço político.

                                               
No plenário com vereador Gilvane, vereador Bino, Lino e Presidente do partido Roni