segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Missão Cumprida

Neste artigo publicado hoje em Zero Hora, faço um fechamento da minha gestão como presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, missão que cumpri com determinação e que finalizei com muito orgulho.


Por Mônica Leal, jornalista e vereadora de Porto Alegre/PP
O meu compromisso como presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre se encerrou no dia 2 de janeiro. Quando assumi a presidência, ressaltei que não teria uma postura contemplativa em relação ao Executivo municipal, mas atuaria no sentido de cobrar medidas para o cuidado da cidade e o bem-estar dos porto-alegrenses. 
E foi o que fiz, cumprindo com as funções representativas e constitucionais, estabelecendo o respeito mútuo e resguardando a condição de poder independente do Legislativo. Propus uma gestão que buscasse o pleno funcionamento da Casa, oferecendo instrumentos de interesse coletivo, mais economia e transparência na consulta aos processos e no acesso dos cidadãos, zelando pelo dinheiro público e atendendo todos com igualdade. 
A questão da segurança de quem frequenta e trabalha na Câmara foi uma prioridade e me empenhei pelo projeto de cercamento eletrônico e de videomonitoramento, bem como pela reforma do Teatro Glênio Peres, deixando pronto o plano que modernizará o espaço e reverterá em benefício da cultura local. A economia feita na minha gestão foi de R$ 44,5 milhões das verbas destinadas ao Legislativo, e repassada ao Executivo. Deste valor, enviei R$ 12 milhões com indicação ao prefeito de que fossem para o pagamento do 13º do funcionalismo.
Durante a minha presidência foram aprovados 253 projetos, sendo 201 do Legislativo e 52 do Executivo. Em um ano de pautas importantes e polêmicas que mexeram com a população, com as categorias e com a opinião pública, que geraram muitos debates e embates e exigiram muito posicionamento.
Enquanto presidente, assumi por duas vezes como prefeita de Porto Alegre em exercício. No paço municipal constatei que, além de competência e eficiência na administração da cidade, é preciso diálogo, harmonia e respeito.
Finquei a bandeira progressista e feminina no comando da Câmara e foi necessário ocupar este posto para ver que, infelizmente, ainda existe muito machismo nesta instância, expresso em diferenças de tratamento, em atitudes e em críticas à condução do parlamento.

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