sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Muito obrigada, 1ª Cia Gd!


A cerimônia que marcou a desativação da histórica 1ª Companhia de Guardas e o consequente término do comando do Major Cláudio Vinícius de Souza Alves, foi especialmente emocionante para mim, pois a figura do meu pai, Pedro Américo Leal, foi lembrada com carinho e admiração. Muitos dos militares presentes vieram falar comigo que, sempre que entram naquela sede, lembram dele, pois a sua "presença", até hoje, é muito forte. Ele foi comandante de 1960 a 1962. Como filha, sei o quanto a Companhia de Guardas de Porto Alegre representou na vida do meu pai.
O general de Divisão, Márcio Velloso Guimarães, em sua fala, destacou a minha constante presença nas solenidades e atos comemorativos da Companhia. Ao final da cerimônia, foi lida a Oração do Combatente de Guardas, que sensibilizou a todos.
Lembrarei com saudade desse grupo e desse lugar, que representa um exemplo de organização militar com 83 anos de atividade e prestação de serviço. A extinção foi determinada através da Portaria nº 096 do Exército Brasileiro, de fevereiro deste ano, dentro de uma proposta de reorganização da 3ª Região Militar. Soube que o local será reformado e destinado a servir de moradia para os militares de fora do estado que assumem missões temporárias no RS, algo útil e necessário. 
"A Guarda Morre mas não se Rende". Esse é o lema da 1ª Cia Gd, e sempre será, agora ficando na nossa memória. Muito obrigada por tudo, 1ª Companhia de Guardas!

No palanque ao lado do Comandante Cláudio Vinícius, do Comandante Militar do Sul, General Antonio Miotto,
 e do ex-Comandante da 3ª Região Militar, General de Divisão, Márcio Veloso Guimarães

Ao lado do Comandante Militar do Sul, General Miotto

Visitando a Galeria dos Ex-Comandantes e localizando a fotografia do meu pai

Com o jovem comandante que se despede, Major Cláudio Vinícius de Souza Alves, e sua filha

Assistindo o desfile dos soldados e ao fundo, o lema da Cia de Guardas






Um comentário:

  1. Lamentável. Infelizmente o Exército está desativando as cias de guardas nos vários comandos militares de área. A justificativa é sempre a evolução e o melhoramento da força. Nos idos do Regime democrático militar, as unidades e subunidades de guardas eram extremamente necessárias e importantes para a segurança e defesa interna no país, haja vista a luta contra a subversão e guerrilha urbana. Hoje já não somos mais necessários e de certa forma somos até mesmo dispensáveis. Realmente é uma pena, lamentável o descaso para com os soldados de guarda da força.

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