sábado, 24 de outubro de 2009

Pinceladas do meu dia a dia como secretária



Sempre tenho hora para entrar e nunca para sair da Secretaria de Estado da Cultura. Apesar de ter uma agenda programada, ela nunca acontece conforme o planejado. Além de cheia, é imprevisível. Assim, tenho um trabalho intenso no meu gabinete, e, à noite, tenho os eventos culturais. Muitos acontecem nos fins-de-semana, e, normalmente, nos feriados, e só me lembro de um feriado que não seja acompanhado de comemoração cultural que é o de finados, portanto, aguardo o ansiosamente para poder tirar esses dias para recarregar as minhas energias que, trabalhando de segunda a segunda, em três turnos, começam agora a falhar. Chegam a acontecer três eventos por noite, muitos de representação do governo, e, quando são jantares, acabo não comendo porque acho indelicado comer e sair correndo. Como chego tarde em casa e vou dormir em seguida, não gosto de fazer uma refeição pesada, então, a solução é tomar uma sopa, que, por sinal, gosto muito - mas por aí já se foram muitos quilos numa dieta imposta pelo ritmo intenso de trabalho.
Também é grande o número de convites que recebo para participar dos eventos no interior. O que me toca profundamente é que são acompanhados de telefonemas dos prefeitos pedindo a minha presença. E, como eu fico querendo sempre atendê-los, tenho passado boa parte do mês na estrada. Dei uma trégua nos últimos dias em função de um acidente com o carro da secretaria. Só que decidi retomar as viagens, e, na segunda-feira, estou indo para Passo Fundo abrir a 13ª Jornada Literária.
Para que tudo isso dê certo existe um segredo: toda sexta-feira fecho a agenda da próxima semana com a Rose, minha secretária, sendo que muitas vezes o que organizamos pode cair se a governadora chamar...

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