terça-feira, 22 de abril de 2014

E para o Brasil, nada?


A importante notícia está em toda mídia falada, escrita e eletrônica brasileira: "O governo brasileiro planeja financiar superporto no Uruguai".
Desde que saiu, tenho acompanhado de perto, ouvido atentamente e tentado entender e acho no mínimo um absurdo.
Há quem diga este tipo de parceria é normal e que a concorrência faz parte do capitalismo. Mas eu não consigo entender. 
Lembrando que temos importantes portos na Região Sul próximos desse futuro porto uruguaio, como Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).
O valor dos recursos divulgados de cerca de US$ 1 bilhão do BNDES, mais recursos do Orçamento, é de grande vulto, e se existem deveriam ser aplicados nas principais necessidades do povo brasileiro.
A senadora Ana Amélia Lemos, vem já há um mês utilizando a tribuna do Senado Federal e as redes sociais onde atua de forma intensa, colocando a sua posição quanto a possibilidade do governo brasileiro investir na construção de um superporto em outro país.
Inclusive ontem, a senadora me telefonou. Ficamos um bom tempo conversando e um dos principais assuntos foi este, ao qual ela está se dedicando de corpo e alma. 
Ainda bem que temos em Brasília alguém comprometido como Ana Amélia, sempre vigilante pelo justo e bom uso dos recursos públicos e pelas causas mais necessárias e urgentes da população brasileira e gaúcha. 
A senadora fez uma postagem em sua página no Facebook, compartilhando notícia que foi publicada no jornal O Globo do último domingo e que quero repercutir aqui no Blog para que o leitor entenda bem o polêmico caso:




Apoio a superporto no Uruguai pode tirar cargas de terminais brasileiros

  • Brasil apoia projeto de terminal que pode contar com recursos do BNDES e de fundo do Mercosul
RIO E BRASÍLIA — O Brasil está em vias de entrar em uma polêmica no Mercosul ao apoiar um superporto no Uruguai que poderá roubar cargasdos terminais brasileiros. O apoio brasileiro, repetindo um financiamento a Cuba, deve ser forte: cerca de US$ 1 bilhão do BNDES, recursos do Orçamento, via Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), e conhecimento técnico, segundo fontes que acompanham a negociação. As conversas entre Brasil e Uruguai para a construção de um porto de águas profundas estão a pleno valor. Maior oferta de frequências marítimas, fretes mais baratos, tempo de deslocamento menor e, principalmente, possibilidade de alcance do mercado asiático pelo Estreito de Magalhães (na extremo sul do continente), em condições de concorrência com o Canal do Panamá, atraem o Brasil. Operadores portuários brasileiros, no entanto, temem uma concorrência com um porto mais moderno, mais capacitado e menos burocrático (e caro) que os nacionais, principalmente no Sul do Brasil.
O empreendimento será construído em Rocha, cidade a 288 quilômetros de Rio Grande (RS), onde está um dos mais importantes portos brasileiros. O projeto uruguaio, segundo os estudos atuais, é ousado: calado (profundidade) de 20 metros, que permite a atracação de navios com capacidade para até 180 mil toneladas. Os portos do Sul do Brasil têm, no máximo, 14 metros de calado e recebem navios com capacidade de até 78 mil toneladas. O porto uruguaio pode sugar cargas da região, afetando Sul e Centro-Oeste do Brasil, Paraguai, Bolívia e Norte e Centro da Argentina.
Caso o empreendimento de fato saia do papel, poderá contar não só comrecursos do BNDES e do Focem, como do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), que prevê, por exemplo, subsídios para tornar a taxa de juros compatível com as do mercado internacional.
Do tamanho de Paranaguá e Rio Grande juntos
Como os navios no mundo são cada vez maiores, para ganho de escala, o porto deve se consolidar como parte das grandes rotas intercontinentais, deixando os terminais brasileiros de fora. O próprio governo uruguaio publica em sua página na internet algumas estimativas sobre o novo porto, que em 2025 deve movimentar 87,5 milhões de toneladas, mais do que a soma dos terminais de Paranaguá (no Paraná, com 44,7 milhões de toneladas em 2013) e de Rio Grande (com 33,2 milhões de toneladas em 2013) juntos. O preço será competitivo no porto uruguaio. Nas rotas para China, Japão e Sudeste Asiático, a tonelada transportada pode ficar entre US$ 12,50 e US$ 22,50 mais barata, enquanto para a Europa a redução de custos pode chegar a US$ 3,50 por tonelada.
A polêmica portuária já existe entre Uruguai e Argentina, que dividem o Rio da Prata, onde estão os principais portos dos dois países. Uruguaios acusam os argentinos de dificultarem os planos de dragagem para os portos do país de Mujica, que seriam mais eficientes que os da terra de Cristina Kirchner. O novo porto de Rocha, contudo, ficará em mar aberto, sem a necessidade de envolvimento com a Argentina para resolver questões do uso comum das águas da Bacia do Prata. O Paraguai, sem mar, exporta 90% de sua soja pela Argentina, mas já está fechando um acordo com o Uruguai. E, agora, o Brasil entra no circuito.
— Este é um projeto quase secreto, não temos informações. No Brasil, o governo não coloca dinheiro nos portos, o setor está travado, mas o governo estuda apoiar um porto no país vizinho que, sem a burocracia brasileira, tende a ser mais competitivo que nossos portos. Vemos empresários com temor de investir em terminais sem saber o que será este projeto — disse Nelson Carlini, presidente do Conselho de Administração da LOGZ Logística Brasil, que investe num terminal em Santa Catarina.
Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), afirma que o problema não é o Brasil apoiar um porto do Uruguai, mas a falta de investimentos aqui no país e uma estrutura legal e burocrática que impede que os terminais nacionais sejam competitivos internacionalmente. Ele disse que a secretaria de Portos confirmou que está apoiando tecnicamente os uruguaios.
O BNDES afirma que o projeto não chegou à instituição, mas fontes revelam que há tratativas e que o banco apoiaria o projeto. O financiamento não seria à obra do país vizinho, mas se enquadraria na rubrica de exportações de serviços brasileiros, caso uma empreiteira verde-amarela faça as obras de Rocha, como é esperado. É o mesmo modelo do adotado pelo banco para financiar em US$ 685 milhões o porto de Mariel, em Cuba, reformado pela Odebrecht. Caso se confirme o valor de apoio ao projeto estimado por fontes — US$ 1 bilhão — o financiamento seria equivalente ao liberado pelo BNDES ao setor portuário no Brasil em 2012, quando chegou a R$ 2,4 bilhões. Em 2014, o segmento deverá receber mais R$ 1,8 bilhão do banco.
‘Não há transparência’
O governo do Uruguai não comentou o assunto, pois as autoridades não estavam disponíveis nas últimas quarta e quinta-feiras. A Semana Santa é ampliada no país vizinho e representa o maior feriado anual. Ainda assim, a área de comunicação do governo confirma o projeto, que está em fase de estudos. Não se sabe se ele seria licitado ou feito por meio de parceria público-privada (PPP). Estudos preliminares indicam, por exemplo, que parte dos minérios que deverão ser explorados em Mato Grosso do Sul e na Bolívia passarão pelo local.
A senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP) afirma que o porto uruguaio prejudicará o Brasil:
— Não podemos financiar e apoiar um porto no Uruguai quando não se aplicam recursos no Brasil. E sabemos muito pouco sobre o que realmente está ocorrendo, não há transparência.
De outro lado, Juan Carlos Muñoz, diretor do Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (CAFYM), afirma que seu país tem interesse especial no empreendimento:
— Já estamos conversando com produtores brasileiros, de Mato Grosso do Sul, que poderão também exportar por lá, utilizando nossa rede fluvial — disse ele, que espera comprar produtos brasileiros, como ferro e aço, a partir de Rocha.
Uruguai já recebe informações técnicas
A fase atual é de conversas. O governo brasileiro se colocou à disposição para cooperar na estruturação financeira e técnica do projeto, que está em fase de elaboração. Os uruguaios já se beneficiam com informações técnicas relacionadas à confecção do projeto em contatos com a Secretaria de Portos.
— Nossa visão é que o porto deve contribuir para a infraestrutura final, criando sinergia com os demais portos sul-americanos — disse uma fonte do governo brasileiro envolvida nas discussões.
Uma das primeiras iniciativas tomadas foi recomendar ao governo uruguaio a realização de estudo sobre complementaridade entre o novo porto e os terminais já existentes. O estudo será concluído ainda neste ano, segundo fontes envolvidas no assunto. Segundo uma fonte, alguns aspectos ainda precisam ser definidos, como a dimensão do porto, a estrutura jurídica e a logística de acesso ao local. Esta fonte afirmou que é prematuro fazer considerações sobre custos e prazos referentes à obra, localizada numa das regiões menos habitadas do Uruguai e onde há perspectiva de exploração de minério de ferro e de aumento na produção de grãos.
O projeto do porto faz parte da agenda de alto nível entre Brasil e Uruguai, criada em 2012 pelos presidentes Dilma Rousseff e José Mujica. Foi instituído um grupo encarregado de impulsionar a integração física entre os dois países, com ações nas vertentes rodoviária, ferroviária e hidroviária.
A presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, disse não ser contra a construção de um porto fora do Brasil, desde que beneficie o escoamento da safra agrícola.
— Para o exportador, onde houver porto bom, está ótimo. O que sabemos é que os investimentos são altos, mas não estamos vendo o tamanho da carga — diz Kátia Abreu, lembrando que o Uruguai é o único país que não faz parte do acordo de navegação marítima do Mercosul e não tem acordo bilateral com o Brasil para a divisão de cargas.

 http://oglobo.globo.com/economia/apoio-superporto-no-uruguai-pode-tirar-cargas-de-terminais-brasileiros-12247958#ixzz2zZiBHV4L 









segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dia das Polícias - Civil e Militar


O dia 21 de abril é lembrado como o dia das Polícias Civil e Militar, mesma data que exalta o vulto de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que é patrono de todas as polícias do Brasil.
Registro os meus cumprimentos a esta classe de homens e mulheres que se doam pela segurança da sociedade, que estão nas ruas, nas delegacias, evitando e elucidando crimes.
A convivência com as polícias civil e militar gaúchas faz parte da minha vida. 
Cresci vendo o trabalho do meu pai, Pedro Américo Leal, como professor da Academia da Polícia Militar e da Academia da Polícia Civil, na defesa dessas duas entidades combatentes da violência e da criminalidade.
Eu, como filha de bom soldado, sigo neste caminho, sempre atenta e solidária aos anseios dos servidores da segurança. 
Na Câmara Municipal de Porto Alegre, fiscalizo e cobro, junto às autoridades constituídas que atuem de forma ostensiva para a nossa segurança, diuturnamente, e que reconheçam a importância do policial no que diz respeito a salários, moradia, planos de carreira e condições de trabalho.
A todos da Polícia Civil e da Polícia Militar no seu dia, o meu agradecimento e admiração. 










domingo, 20 de abril de 2014

À procura dos ninhos!


A Páscoa na minha casa, depois da chegada da Martina, da Marcela e da Catharina, trouxe de volta uma tradição familiar muito antiga e preciosa. Minha mãe, que sempre viveu intensamente o seu papel de cuidar e educar os filhos, fazia tudo com muito amor. Assim, as coisas simples das nossas vidas tornavam-se grandiosas. 
Um bom exemplo disso que falo era a maneira como ela preparava os ninhos de Páscoa. Alguns chocolates, cascas de ovos de galinha pintados à mão e recheados de amendoim, bolachinhas amanteigadas envoltas em saquinhos amarrados por laços de fitas, cor-de-rosa para as meninas e azul para os meninos. Isso tudo vinha com um presentinho e um folheto explicando o significado dessa data religiosa. 
Também algumas vezes, batatas eram colocadas no ninho e tinham como objetivo avisar da falta de bom comportamento. As mesmas poderiam ser grandes, médias ou pequenas, variando conforme a arte que cada um fazia. Um bilhetinho preso com palito dizia o motivo e aconselhava a criança a entrar nos eixos, melhorando para o próximo ano. 
Feito isso, a dona Carmen  se dedicava a esconder os sete ninhos da sua prole, cada um num lugar diferente. Eu fico imaginando a criatividade que a minha mãe  tinha que ter para essa tarefa. Lembro que havia uma regra sagrada: aquele que encontrasse o ninho do outro, não poderia contar, tinha que ficar quieto, então, era uma folia e tanto a busca pelas cestas. 
Depois, eu fiz o mesmo com meus filhos quando pequenos, até quase adolescentes e agora, para minha alegria pude de novo retomar  esse ritual sagrado das Páscoas da nossa história.  
Ah! É bom demais promover e manter as tradições. Assim como para mim e meus irmãos e para os meus filhos, sei que são  momentos únicos que ficarão para sempre, agora na lembrança das meninas.
Este ano, a procura dos ninhos aconteceu na quinta-feira, com um almoço especialmente preparado pela Gilda para o nosso trio querido.
Depois, a Martina e a Catharina viajaram para Santa Maria para passar com a vó Ieda. Marcela foi para Rainha do Mar, passar com a vovó Vera e vovô Fernando.
Assim, as famílias puderam aproveitar o feriado prolongado e todos nós pudemos proporcionar às meninas, a magia da Páscoa. 



A pequena Catharina foi a primeira a achar seu ninho
Marcela e Martina procuraram bastante. Estava mais difícil
A folia foi grande com os ninhos 
Vô Alexandre tocou violão para a Catharina...
...enquanto as duas maiores assistiam a um clássico das histórias infantis que ganharam
Depois do almoço foram brincar no jardim
Catharina fez comidinhas para seu cachorro de pelúcia
Mais tarde levei as meninas para a Feira do Livro Infantil do Iguatemi...
...local de recreação e leitura
Na hora da despedida das primas e amigas inseparáveis, sempre
um abraço gostoso








sábado, 19 de abril de 2014

A harmonia da Páscoa


Um exemplo de harmonia e gentileza entre as religiões através da troca de mensagens do Papa Francisco e do Rabino Chefe de Roma, Riccardo Di Segni, por ocasião da Páscoa cristã e do Pessach judaico.
Assim, quero desejar um maravilhoso e harmonioso domingo de RENOVAÇÃO E PAZ a todos os amigos.
Compartilho a notícia da Rádio Vaticano.




Mensagem de felicitações do Papa Francisco pela Páscoa Hebraica

O Rabino-chefe da Comunidade Hebraica de Roma, Riccardo Di Segni, recebeu um telegrama do Papa Francisco por ocasião do Pesach, a Páscoa Hebraica, que inicia ao pôr do sol do dia 14 de Abril e vai durar oito dias. O Rabino-chefe, nos próximos dias, vai retribuir as felicitações enviando uma mensagem de melhores votos ao Papa Francisco por ocasião da Páscoa". A noticia foi dada pela Comunidade Hebraica de Roma. Logo a seguir o texto da mensagem do Papa Bergoglio: "Ao aproximar-se a grande festa da Pesach desejo enviar-lhe os mais cordiais votos de paz para si e para toda a Comunidade Hebraica de Roma. A memória da libertação da opressão por meio do braço forte do Senhor inspire pensamentos de misericórdia, de reconciliação e de fraterna proximidade para com todos os que sofrem sob o peso de nova formas de escravidão. Lançando o pensamento para Jerusalém, que terei a alegria de visitar num futuro próximo, peço que me acompanhe com a oração, enquanto lhe asseguro a minha recordação, invocando para si abundantes bênçãos do Altíssimo".


                         
Mensagem de Páscoa do Rabino-Chefe de Roma  ao Papa Francisco  
  
O Rabino Chefe de Roma, Riccardo di Segni, felicitou o Papa Francisco pelo decorrer da Páscoa cristã e agradeceu a mensagem enviada recentemente pelo Pontífice por ocasião da Páscoa judaica.
“A frequente coincidência das nossas festas nestes dias – escreve Di Segni na mensagem – é, na nossa geração, uma chamada aos valores comuns e partilhados, em primeiro lugar a fé na presença divina na história que promove a libertação do homem da opressão e compromete os homens nesta tarefa”.
Referindo-se, em seguida, à canonização já próxima de João XXIII e João Paulo II, o Rabino-Chefe de Roma definiu os dois Pontífices como “dois grandes Papas que mudaram positivamente a história das relações da Igreja com o judaísmo, e isto, é para todos, um sinal de esperança”.
Di Segni recordou, por fim, a iminente visita do Papa Francisco à Terra Santa: “a nossa oração – escreve – é que possa contribuir significativamente a uma paz política e religiosa”.





                         











Ainda o descaso com o IGP


O Jornal Zero Hora, mais uma vez, dá destaque ao sucateamento do Instituto Geral de Perícias do Estado, o IGP, órgão da secretaria Estadual de Segurança Pública.
O desenrolar dessa situação que compromete diretamente a elucidação dos crimes praticados no Rio Grande do Sul, começou a se evidenciar há mais de um ano.
Após denúncia que recebi em meu gabinete na Câmara Municipal de Porto Alegre, em fevereiro de 2013, sobre as péssimas condições de trabalho dos peritos e técnicos, devido à precária estrutura da sede do Departamento de Criminalística do IGP, levei a pauta para a Comissão Permanente que trata dos Direitos Humanos e da Segurança Urbana da Câmara, e, a partir disso, vistoriamos o prédio. Insalubridade, problemas estruturais, risco de incêndio, ausência de saída de emergência, são alguns dos pontos apresentados pelo dossiê feito pela Cedecondh, do qual fui relatora, e que foi entregue no dia 16 de abril de 2013 ao Ministério Público Estadual e do Trabalho.
Como decorrência desse processo, em 20 de setembro, a Secretária Municipal de Urbanismo (SMURB) informou a interdição do prédio do Departamento de Criminalística, mas, por deliberação superior, o prédio continuou aberto. O IGP solicitou trinta dias para se regularizar. No dia 31 de outubro, vencido o prazo solicitado, o diretor do departamento começou a transferir os peritos para outros prédios sem critério algum, pulverizando a instituição e ocasionando revolta dos funcionários. 
A matéria em questão mostra a situação atual do problema, o acúmulo de perícias atrasadas, o que foi feito nesse tempo transcorrido e que medidas urgentes tem de ser tomadas para a retomada dos trabalhos do IGP, medidas que atendam a luta travada pelos peritos gaúchos por condições dignas de trabalho, à altura da importância da sua minuciosa e particular atividade, que compõe de forma decisiva a rede da nossa segurança pública.


Pessach


Quero dar o meu forte abraço à comunidade judaica, que esta semana se volta às comemorações em torno do Pessach, que iniciou no dia 14 de abril e se estenderá durante sete dias.
Também chamada de "Festa da Libertação", é a Páscoa dos judeus, onde é relembrada a fuga dos que viviam como escravos no Egito.
A palavra Pessach significa “passar além”, e simbolicamente representa a passagem que fizeram, da escravidão à liberdade.
Durante as celebrações, um dos costumes é não consumir alimentos que contenham fermento em seu preparo, onde o "pão ázimo" ou "Matsá", feito só com farinha e cereais, faz parte dos rituais.
Isso porque a  história do "êxodo do Egito" relata que os israelitas, durante a fuga apressada do cativeiro, assaram o pão que haviam preparado, mas não puderam esperar a massa crescer.
O êxodo do Egito é considerado o evento central da história dos judeus e comemorado todos os anos na festa do Pessach.
 A abstinência ao fermento então, virou um hábito durante o Pessach, onde nenhum alimento pode ser fermentado.
Durante as festividades, um jantar especial de comemoração chamado "Sêder de Pessach", reúne toda a família ao redor da mesa, onde o pão ázimo, vinhos e ervas completam a refeição.
Salmos e canções populares dão o toque festivo da cerimônia.
Esta postagem é uma maneira de demonstrar a minha admiração pela dedicação da comunidade judaica de Porto Alegre, com que eu convivo e estimo, que revive este período com muito amor por sua tradição e por sua história.