quinta-feira, 11 de junho de 2015

Uma belíssima aula de português!

Foi elaborada para acabar de vez com toda e qualquer dúvida se tem presidente ou presidenta. 
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?


Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". 
Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".  
Pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

CPI do Acampamento Farroupilha aprova 12 requerimentos nesta quarta-feira

Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a aplicação de recursos públicos nos Festejos Farroupilha de Porto Alegre, entre os anos de 2009 e 2014, reuniram-se na manhã desta quarta-feira, na Câmara de Vereadores. Na ocasião, foram aprovados 12 requerimentos que irão nortear o trabalho inicial da CPI.
Também ficou definido que o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho e Fundação Cultural Gaúcha, Manoelito Carlos Savaris, será convidado a prestar esclarecimentos na próxima reunião, que ocorrerá no dia 24 de junho, às 10h, no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal.

Encaminhando o requerimento ao lado para o presidente da CPI





Vereador Casartelli ( relator da CPI) e  Bernardino Vendruscolo ( Presidente da CPI)












Segurança Pública sempre

Novamente utilizei a tribuna do plenário Otávio Rocha, para falar sobre  segurança pública, minha preocupação sempre, independente dos governos. Precisamos atacar as causas com prioridade na prevenção e policiamento ostensivo para que possamos reduzir a criminalidade e garantir ao cidadão de bem, o direito de ir e vir com segurança. Urge uma política nacional de segurança pública e projetos do governo gaúcho para essa área.



Me posicionando sobre segurança pública
Vereador Comasetto ( PT)  após o meu pronunciamento, pediu ao presidente da sessão plenária uma questão de ordem, declarou que apreciava um debate comigo por conta da minha inteligência, cultura e coerência.  




O olfato é guardião das melhores lembranças


Li, certa vez, que o olfato é, de longe, o sentido do corpo mais influente na memória. Eu mesma, lembro de vários cheiros que remetem a épocas e passagens marcantes da minha vida. Um deles é o cheiro de pão quentinho e fresquinho da manhã, que me transporta para os tempos de estudante do Colégio Bom Conselho, nos anos 70, quando eu morava na rua 24 de outubro, esquina com a Vila Jardim Christofel. O colégio ficava na rua Ramiro Barcellos, então, eu fazia aquele trajeto a pé, todos os dias. Às vezes meu pai, que era militar da ativa e saía cedo num jipe do Exército, levava os meus irmãos para o colégio Rosário e me deixava no Bom Conselho, que era no caminho. Bah, mas achava aquilo o maior mico! Bem coisa de adolescente. No percurso para a escola havia uma padaria e aquele cheirinho de pão recém feito era quase uma parada obrigatória. Outro aroma delicioso para mim é o do café feito na hora. Hummm, o café me faz recordar os meus tempos de bandeirante. Adorava as tardes de sábado, que passava na sede Monteiro Lobato. Melhor ainda era quando tinham os acantonamentos. Passávamos o dia na sede campestre. O grupo era dividido em equipes sob o comando de coordenadoras adultas, que planejavam ações de solidariedade, sempre no espírito do movimento. Passávamos muito em função das comunidades carentes. Um exemplo disso era quando acontecia alguma tempestade forte na cidade que resultava em pessoas desalojadas e era tarefa das bandeirantes se encarregar de buscar alimentos e roupas. São tantos os aromas que é impossível não falar dos perfumes, que ganham destaque nos "toucadores" femininos. Dentro de frascos lapidados, os perfumes guardam odores capazes de inebriar os sentidos. Entretanto, para mim, não basta ser um perfume da moda, com campanhas publicitárias de estrelas de cinema poderosas. Penso que hoje existe uma overdose de perfumes que confundem o olfato. Escolher o que realmente agrada o nosso sentido e
marca este para sempre, não é nada fácil. A escolha da fragrância deve ter muito do nosso jeito, por isso as vezes sentimos um perfume e lembramos de uma determinada pessoa. Frutas, folhas de chá, mel, madeira e capim estão entre os ingredientes dos perfumes que eu aprecio. Não gosto de perfumes muito doces, esses me deixam enjoada. Gosto de perfumes suaves. O meu perfume preferido é o Miss Dior Chérie, e imagino que já faça parte da minha identidade.








segunda-feira, 8 de junho de 2015

Coisas boas para a alma


Sou do tipo que acredita que boas coisas acontecem para quem pratica o bem. Sou adepta a filosofia de que quem mal não faz, mal não pensa. Minha regra de ouro é jamais fazer aos outros aquilo que eu não gostaria que me fizessem e isso serve também para pequenas atitudes, é que não consigo aceitar agressões verbais. Venho comprovando essa tese nos últimos meses. Depois de dedicar boa parte do meu tempo a uma causa que não merecia, vivenciei coisas surpreendentes e até mesmo tristes, minha alma pediu uma tomada de posição. 
É nesse novo estado de espírito que percebo e busco minhas vivências, pois aprendi a sentir de longe o que é bom ou não para mim.
Mesmo com a minha segunda-feira movimentada, consegui tomar um cafezinho com a Juliana, que veio em boa hora para colocarmos a conversa em dia. 
Que grande ideia que tive! Começando pelo contato com uma pessoa de essência, como ela. 






Vale a pena ler!


Iniciando a semana, eu quero recomendar uma leitura que fiz no domingo. Primeiro, preciso contar aos meus leitores que não existe nada que eu goste mais de fazer nas minhas horas livres do que ler. E isso vem acompanhado de um ritual que é a busca de um bom livro e acontece geralmente numa livraria com cadeiras e mesas para que eu possa espalhar os livros que selecionei da prateleira. Também, quando leio um artigo ou crônica nas revistas e jornais, que gosto muito, eu separo para reler depois, com calma. E foi o que fiz com a maravilhosa crônica da escritora Martha Medeiros, que foi veiculada  a um tempo atrás na Zero Hora: “A Alegria na Tristeza ”.




A Alegria na Tristeza

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

                                                                                                                                        Martha Medeiros





domingo, 7 de junho de 2015

Sem liberdade de imprensa não existe democracia!


No dia 7 de junho comemora-se a liberdade de imprensa no Brasil. No mundo globalizado de hoje e do grande crescimento da linguagem digital, cada vez mais notícias são produzidas e consumidas. 
Profissionais da comunicação nas mais diferentes mídias se expressam incansavelmente imbuídos do mais genuíno espírito jornalístico, mas que muitas vezes vem a ser interceptado em seu caminho frente às ameaças dos que não permitem a liberdade de imprensa.É certo que na sociedade do "tudo pode" existem muitas coisas errôneas e exageradas que são feitas em nome da "liberdade de expressão", da qual sou grande defensora, desde que seja responsável, e a boa imprensa deve se guiar por isso e sempre trabalhar com a verdade, pelo bem, para fazer chegar a informação e o esclarecimento.
É de conhecimento de todos que muitos jornalistas são vitimas de violência no cumprimento do seu dever. Quase toda semana, é registrada a morte de mais um jornalista no mundo, mesmo fora da cobertura de conflitos e guerras. Esse cálculo trágico lança uma grande sombra sobre a liberdade de imprensa. 
Muitas vezes, jornalistas são mortos por denunciarem ilicitudes, por mexerem com o que "não devem", com máfias, corporações, esquemas, quadrilhas, corrupções. 
Claramente, a intenção é calar a imprensa e o que conseguem é entristecer a democracia.
Nos últimos anos o Brasil figura na lista da Sociedade Interamericana de Imprensa como um país onde o risco de assassinato  é visto como um empecilho para o pleno ofício do jornalismo.
É realmente lamentável.