Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento de Bagre Fagundes, um dos grandes ícones da cultura gaúcha.
Como Secretária da Cultura do Rio Grande do Sul, no Governo Yeda Crusius, tive a honra de conhecê-lo e de participar de inúmeros eventos ligados ao tradicionalismo, onde pude testemunhar de perto sua dedicação incansável à preservação e valorização da nossa identidade cultural.
Ao lado de seu irmão, Nico Fagundes, Bagre eternizou um dos maiores símbolos da música regional: Canto Alegretense, uma obra que atravessou gerações e se tornou patrimônio afetivo dos gaúchos.
Guardo com carinho uma história contada pelo próprio Nico sobre a origem da letra. Em seu escritório de advocacia, um colega que precisava ir a Alegrete perguntou: “Nico, sabes onde fica o Alegrete?”.
A resposta veio de forma poética e espontânea: “Não me perguntes onde fica o Alegrete, segue o rumo do teu próprio coração.” Daquele momento nasceram os versos, e Bagre Fagundes lhes deu melodia, criando uma das canções mais belas e emblemáticas da cultura do Rio Grande do Sul.
Hoje o Rio Grande perde um de seus grandes guardiões da tradição. Seu legado permanecerá vivo na música, na poesia e no coração de todos que amam a nossa cultura.
Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos que compartilham desta perda. Que Bagre Fagundes descanse em paz🙏